@tbtrindade
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MUSCULAÇÃO E BIOMECÂNICA, SEM PAIXÕES! Doutor em Educação Física (UCB). Inscreva-se na ESCOLA DE MUSCULAÇÃO.
A extensão isolada de cotovelo realizada no cabo, com o ombro mantido em flexão (“tríceps francês”), foi mais efetiva para a hipertrofia do tríceps braquial, quando comparada com a variação executada a partir da posição neutra - de ombro. Curiosamente, a variação não foi mais vantajosa somente para a hipertrofia da cabeça longa do tríceps braquial (biarticular), mas também para as cabeças lateral e medial (monoarticulares). Convém registrar que menores cargas absolutas (peso) foram utilizadas no exercício de extensão isolada de cotovelo com o ombro mantido em flexão (“francês”). Do comprimento curto ao longo; não subestime a plasticidade do músculo esquelético! #ThiagoTrindade #sempaixöes #Pesquise #Pratique #Prescreva #Musculação #seleçãodeexercício
Em ambos os exercícios, a ênfase recai sobre o músculo latíssimo do dorso. A diferença - ainda que aparentemente tênue - está na relação entre o comprimento muscular e a respectiva curva de torque externo. Na primeira variação, explora-se o final da extensão de ombro - maior torque externo para um menor ângulo de flexão de ombro, comparado com a outra modalidade. Na segunda - que mais se assemelha a um pullover -, a resistência à fase excêntrica será priorizada; uma busca pelo alongamento dinâmico do latíssimo do dorso. Por tal razão, desloca-se o pico de torque externo para maiores ângulos de flexão de ombro. No entanto, o indivíduo que não apresenta pleno domínio do latíssimo do dorso na primeira variação dificilmente obterá um bom estímulo na segunda. Sem paixões; pesquise, pratique, prescreva!
A famigerada “remada alta” é caracterizada principalmente por movimentos de abdução do ombro realizados contra uma resistência externa oposta por barras, halteres, cabos ou outros acessórios. O principal objetivo do exercício é estimular preferencialmente a região acromial (lateral) do músculo deltoide, dada a sua afinidade com movimentos de abdução do ombro. Apesar da semelhança com a elevação lateral — no que tange ao estímulo incidente sobre a porção acromial do deltoide —, é importante atentar para o torque adicional em rotação medial do ombro, inevitável na execução da “remada alta”. Tal condição implica uma tendência de aproximação do tubérculo maior do úmero em relação ao acrônimo, com consequente redução do espaço subacromial, onde se localiza o tendão do músculo supraespinal, aumentando, portanto, a vulnerabilidade dessa estrutura. Além disso, a redução do braço de torque para a abdução do ombro (decorrente da flexão de cotovelo realizada na fase ascendente do exercício) é comumente compensada pelo uso de cargas mais elevadas na remada alta em comparação às elevações laterais. Essa providência, por sua vez, também aumentará a magnitude do torque externo em rotação medial incidente sobre o ombro. Em suma, o “ônus” potencialmente atribuível ao exercício talvez não justifique sua utilização por alguns praticantes, especialmente considerando que o benefício desejado pode ser alcançado por meio de outras modalidades de exercícios, como as variações de elevação lateral. Sem paixões; pesquise, pratique, prescreva!
A iniciativa de erguer o tronco ao final da fase concêntrica do exercício pulldown pode ser útil para ampliar o braço de alavanca da resistência naquela amplitude — final da extensão de ombro —, minimizando a redução significativa do torque, como ocorreria na execução convencional do exercício. Tal estratégia servirá como um recurso adicional ao exercício, especialmente para praticantes que apresentam pleno do músculo latíssimo do dorso naquela variação de extensão isolada de ombro. Sem paixões; pesquise, pratique, prescreva!
O atleta citado no exemplo combinou duas ferramentas — cabos e halteres — para executar o mesmo exercício (elevação lateral). A lógica é coerente, porquanto implica curvas de torque entre si complementares ao longo da abdução do ombro, mas a estratégia é pouco pouco prática — quiçá dispensável para a maioria dos praticantes de musculação. Uma alternativa mais viável seria alternar entre as duas variações de elevação lateral (com halteres e com o auxílio de cabos) ao longo do programa de treinamento, ou da mesma sessão, com o objetivo de modificar o torque externo em diferentes condições de comprimento do músculo deltoide. Sem paixões; pesquise, pratique, prescreva!
A extensão isolada de cotovelo realizada no cabo, com o ombro mantido em flexão (“tríceps francês”), foi mais efetiva para a hipertrofia do tríceps braquial, quando comparada com a variação executada a partir da posição neutra - de ombro. Curiosamente, a variação não foi mais vantajosa somente para a hipertrofia da cabeça longa do tríceps braquial (biarticular), mas também para as cabeças lateral e medial (monoarticulares). Convém registrar que menores cargas absolutas (peso) foram utilizadas no exercício de extensão isolada de cotovelo com o ombro mantido em flexão (“francês”). Do comprimento curto ao longo; não subestime a plasticidade do músculo esquelético! #ThiagoTrindade #sempaixöes #Pesquise #Pratique #Prescreva #Musculação #seleçãodeexercício
Em ambos os exercícios, a ênfase recai sobre o músculo latíssimo do dorso. A diferença - ainda que aparentemente tênue - está na relação entre o comprimento muscular e a respectiva curva de torque externo. Na primeira variação, explora-se o final da extensão de ombro - maior torque externo para um menor ângulo de flexão de ombro, comparado com a outra modalidade. Na segunda - que mais se assemelha a um pullover -, a resistência à fase excêntrica será priorizada; uma busca pelo alongamento dinâmico do latíssimo do dorso. Por tal razão, desloca-se o pico de torque externo para maiores ângulos de flexão de ombro. No entanto, o indivíduo que não apresenta pleno domínio do latíssimo do dorso na primeira variação dificilmente obterá um bom estímulo na segunda. Sem paixões; pesquise, pratique, prescreva!
A famigerada “remada alta” é caracterizada principalmente por movimentos de abdução do ombro realizados contra uma resistência externa oposta por barras, halteres, cabos ou outros acessórios. O principal objetivo do exercício é estimular preferencialmente a região acromial (lateral) do músculo deltoide, dada a sua afinidade com movimentos de abdução do ombro. Apesar da semelhança com a elevação lateral — no que tange ao estímulo incidente sobre a porção acromial do deltoide —, é importante atentar para o torque adicional em rotação medial do ombro, inevitável na execução da “remada alta”. Tal condição implica uma tendência de aproximação do tubérculo maior do úmero em relação ao acrônimo, com consequente redução do espaço subacromial, onde se localiza o tendão do músculo supraespinal, aumentando, portanto, a vulnerabilidade dessa estrutura. Além disso, a redução do braço de torque para a abdução do ombro (decorrente da flexão de cotovelo realizada na fase ascendente do exercício) é comumente compensada pelo uso de cargas mais elevadas na remada alta em comparação às elevações laterais. Essa providência, por sua vez, também aumentará a magnitude do torque externo em rotação medial incidente sobre o ombro. Em suma, o “ônus” potencialmente atribuível ao exercício talvez não justifique sua utilização por alguns praticantes, especialmente considerando que o benefício desejado pode ser alcançado por meio de outras modalidades de exercícios, como as variações de elevação lateral. Sem paixões; pesquise, pratique, prescreva!
A iniciativa de erguer o tronco ao final da fase concêntrica do exercício pulldown pode ser útil para ampliar o braço de alavanca da resistência naquela amplitude — final da extensão de ombro —, minimizando a redução significativa do torque, como ocorreria na execução convencional do exercício. Tal estratégia servirá como um recurso adicional ao exercício, especialmente para praticantes que apresentam pleno do músculo latíssimo do dorso naquela variação de extensão isolada de ombro. Sem paixões; pesquise, pratique, prescreva!
O atleta citado no exemplo combinou duas ferramentas — cabos e halteres — para executar o mesmo exercício (elevação lateral). A lógica é coerente, porquanto implica curvas de torque entre si complementares ao longo da abdução do ombro, mas a estratégia é pouco pouco prática — quiçá dispensável para a maioria dos praticantes de musculação. Uma alternativa mais viável seria alternar entre as duas variações de elevação lateral (com halteres e com o auxílio de cabos) ao longo do programa de treinamento, ou da mesma sessão, com o objetivo de modificar o torque externo em diferentes condições de comprimento do músculo deltoide. Sem paixões; pesquise, pratique, prescreva!
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