@dralexandreduarte
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Médico, professor e palestrante | CRMSP 162757 19ª Imersão em Fisiologia do Metabolismo Humano ⬇️
Os telômeros são regiões de sequências repetitivas de nucleotídeos situadas nas extremidades dos cromossomos. Eles desempenham um papel crucial na proteção do material genético durante a divisão celular. No entanto, com o tempo, os telômeros encurtam, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças como doenças cardiovasculares, diabetes e câncer. Pesquisas recentes destacam que o jejum, incluindo o jejum intermitente e a restrição calórica, pode ter um impacto positivo na manutenção dos telômeros e na promoção da longevidade. Por exemplo, um estudo publicado na *Biogerontology* mostra que intervenções dietéticas, como o jejum, podem aumentar a capacidade de proliferação celular e potencialmente reverter o envelhecimento celular. Além disso, a *Frontiers in Genetics* revisa como o jejum intermitente pode reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, dois fatores que aceleram o encurtamento dos telômeros. Esses benefícios podem contribuir para telômeros mais longos e um processo de envelhecimento mais lento. Pesquisas na *Nature* também demonstram que o metabolismo dos nucleotídeos, regulado pelo jejum, pode influenciar a ativação da telomerase, ajudando a manter e alongar os telômeros. Um artigo da *The Lancet* discute a ligação entre o comprimento dos telômeros e o envelhecimento biológico, destacando sua relação com doenças cardiovasculares e diabetes. O estudo sugere que a medição do comprimento dos telômeros pode melhorar a previsão de complicações relacionadas ao diabetes, abrindo novas possibilidades para abordagens terapêuticas. 1. [Biogerontology: Unlocking Longevity: The Role of Telomeres and Its Targeting Interventions](https://link.springer.com/article/10.1007/s10522-023-10060-z) 2. [Frontiers in Genetics: Telomeres, Cellular Senescence, and Aging: Past and Future](https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fgene.2020.630186/full) 3. [Nature: Metabolism of Nucleotides Regulates Telomere Length](https://www.nature.com/articles/s41588-023-01359-1) 4. [The Lancet: Diabetes and Telomere Length](https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(20)30365-X/abstract)
A partir de 48 horas de jejum, começa a viver mais tempo. 24 horas, que é o normal, diminui a velocidade de encurtamento. Ou seja, tu envelhece mais lento. Mas acima de 48, falando geneticamente, a gente rejuvenesce. A gente anda pra trás no tempo.
A evolução da medicina pode ser compreendida através de três fases distintas, refletindo um avanço progressivo nas abordagens para a saúde e o bem-estar humano. A Medicina 1.0, caracterizada por suas limitações em recursos e conhecimento, tinha como objetivo primordial a sobrevivência do paciente, fazendo o que era possível para não deixar o paciente morrer, mesmo com ferramentas e técnicas bastante rudimentares. Avançando para a Medicina 2.0, entramos na era dos medicamentos e dos tratamentos de sintomas, uma fase marcada pela inovação farmacêutica e pelo desenvolvimento de protocolos que visam aliviar as manifestações das doenças. Esse método, indubitavelmente, possui grande importância, salvando muitas vidas e auxiliando no prolongamento da expectativa de vida. Mas, quando falamos sobre doenças crônicas degenerativas como por exemplo: diabetes, hipertensão, doenças autoimunes e obesidade, precisamos ter pleno conhecimento de que é possível escolher entre remediar os sintomas ou tratar a causa. A Medicina 3.0 representa uma mudança paradigmática, movendo o foco do tratamento paliativo e reativo para estratégias proativas de prevenção, enfatizando a importância de um estilo de vida saudável, diagnóstico precoce e intervenções que visam tratar a raiz dos problemas de saúde, promovendo assim uma qualidade de vida melhor e mais sustentável. Fica a reflexão: se o modelo alopático estivesse funcionando adequadamente, teríamos hoje mais de 120 mil farmácias no país e uma população cada dia mais doente?
praticamente o homem mais rico do mundo, que foi o Rockefeller. Ele basicamente comprou todas as farmácias e aí, claro, como o cara era um grande empresário, sem sombra de dúvida, ele percebeu que ele podia fazer crescer mais rápido ainda. Como? Ele viu que quem prescrevia remédio era médico. Cada faculdade de medicina tinha um
O café da manhã é amplamente vendido como a “refeição mais importante do dia”, mas, na prática, é justamente a pior hora para ingerir alimentos quando pensamos em saúde metabólica e longevidade. O corpo humano não foi projetado para comer ao acordar. Ao contrário, nosso sistema digestivo está ainda em modo de repouso, e qualquer ingestão alimentar nesse horário gera sobrecarga e desregula os mecanismos naturais de energia, foco e saciedade. Essa ideia de que devemos “comer como um rei pela manhã” é uma inversão completa da fisiologia. Quem deseja transitar para uma rotina mais alinhada ao ritmo circadiano e à saúde mitocondrial pode começar reduzindo gradativamente o café da manhã, até eliminá-lo por completo. É um processo adaptativo, como o próprio corpo precisa — e com o tempo, essa transição se torna leve, natural e sem esforço. O ideal seria concentrar a alimentação após as 11h da manhã, quando o metabolismo já está em pleno funcionamento. Para quem deseja fazer duas refeições por dia, a combinação de almoço e jantar precoce costuma ser muito mais vantajosa do que manter o café da manhã. Essa estrutura respeita o funcionamento do nosso organismo, favorece o jejum fisiológico da manhã e melhora significativamente a performance física, mental e imunológica ao longo do dia.
O cérebro é um órgão extremamente exigente. Apesar de representar apenas 2% do nosso peso corporal, ele consome impressionantes 20% de todo o oxigênio e glicose que circulam no sangue. E para manter esse metabolismo intenso funcionando perfeitamente, ele precisa de um fluxo sanguíneo constante e abundante. Quando a pressão arterial fica cronicamente baixa, especialmente abaixo de 110/70 mmHg, o cérebro começa a receber menos sangue do que precisa ‼️ Pessoas que passam anos com pressões muito baixas apresentam redução do fluxo sanguíneo em áreas fundamentais para a memória e o raciocínio. É como se o cérebro estivesse constantemente “passando fome” de oxigênio e nutrientes. Essa situação, mantida por décadas, aumenta significativamente o risco de demências, incluindo Alzheimer, e de doenças neurodegenerativas como Parkinson. O dano é silencioso e acumulativo. Portanto, a pressão arterial ideal não é necessariamente a mais baixa possível, mas sim aquela que garante a perfusão adequada de todos os órgãos, especialmente o cérebro. Precisamos parar de tratar números isoladamente e começar a considerar o contexto individual de cada pessoa. Referências: Qiu C, et al. Low blood pressure and risk of dementia in the Kungsholmen project. Arch Neurol. 2005;62(2):223-228. DOI: 10.1001/archneur.62.2.223 Muela HCS, et al. Blood pressure levels and cognition: a review of the literature. Dement Neuropsychol. 2017;11(2):139-147. DOI: 10.1590/1980-57642016dn11-020008
Os antiaderentes tradicionais, como o teflon, representam um risco sério à saúde por serem disruptores endócrinos extremamente potentes. Por isso, eu não utilizo e não recomendo de forma alguma. Com a busca por alternativas, surgiram opções como panelas revestidas com cerâmica, granito ou mármore. Embora sejam um pouco menos nocivas, ainda assim utilizam colas sintéticas na composição, que liberam xenoestrogênios durante o uso. Mesmo essas opções “intermediárias” ainda não são consideradas totalmente seguras. Existe uma técnica emergente de vitrificação do granito, que teoricamente poderia reduzir a liberação de toxinas, mas ainda não há ampla disponibilidade comercial. Já as panelas esmaltadas, vitrificadas com vidro, são uma opção mais segura e acessível, porém não são antiaderentes e exigem maior cuidado com a integridade do esmalte. Opções como: ferro, vidro, aço cirúrgico, aço inox e 100% cerâmica atualmente são as opções mais seguras. Se o objetivo é reduzir a exposição a substâncias tóxicas na cozinha, escolher bem os materiais das panelas é fundamental. Agende sua consulta pelo link da bio e saiba como pequenas mudanças na rotina podem proteger sua saúde.
Os telômeros são regiões de sequências repetitivas de nucleotídeos situadas nas extremidades dos cromossomos. Eles desempenham um papel crucial na proteção do material genético durante a divisão celular. No entanto, com o tempo, os telômeros encurtam, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças como doenças cardiovasculares, diabetes e câncer. Pesquisas recentes destacam que o jejum, incluindo o jejum intermitente e a restrição calórica, pode ter um impacto positivo na manutenção dos telômeros e na promoção da longevidade. Por exemplo, um estudo publicado na *Biogerontology* mostra que intervenções dietéticas, como o jejum, podem aumentar a capacidade de proliferação celular e potencialmente reverter o envelhecimento celular. Além disso, a *Frontiers in Genetics* revisa como o jejum intermitente pode reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, dois fatores que aceleram o encurtamento dos telômeros. Esses benefícios podem contribuir para telômeros mais longos e um processo de envelhecimento mais lento. Pesquisas na *Nature* também demonstram que o metabolismo dos nucleotídeos, regulado pelo jejum, pode influenciar a ativação da telomerase, ajudando a manter e alongar os telômeros. Um artigo da *The Lancet* discute a ligação entre o comprimento dos telômeros e o envelhecimento biológico, destacando sua relação com doenças cardiovasculares e diabetes. O estudo sugere que a medição do comprimento dos telômeros pode melhorar a previsão de complicações relacionadas ao diabetes, abrindo novas possibilidades para abordagens terapêuticas. 1. [Biogerontology: Unlocking Longevity: The Role of Telomeres and Its Targeting Interventions](https://link.springer.com/article/10.1007/s10522-023-10060-z) 2. [Frontiers in Genetics: Telomeres, Cellular Senescence, and Aging: Past and Future](https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fgene.2020.630186/full) 3. [Nature: Metabolism of Nucleotides Regulates Telomere Length](https://www.nature.com/articles/s41588-023-01359-1) 4. [The Lancet: Diabetes and Telomere Length](https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(20)30365-X/abstract)
A partir de 48 horas de jejum, começa a viver mais tempo. 24 horas, que é o normal, diminui a velocidade de encurtamento. Ou seja, tu envelhece mais lento. Mas acima de 48, falando geneticamente, a gente rejuvenesce. A gente anda pra trás no tempo.
A evolução da medicina pode ser compreendida através de três fases distintas, refletindo um avanço progressivo nas abordagens para a saúde e o bem-estar humano. A Medicina 1.0, caracterizada por suas limitações em recursos e conhecimento, tinha como objetivo primordial a sobrevivência do paciente, fazendo o que era possível para não deixar o paciente morrer, mesmo com ferramentas e técnicas bastante rudimentares. Avançando para a Medicina 2.0, entramos na era dos medicamentos e dos tratamentos de sintomas, uma fase marcada pela inovação farmacêutica e pelo desenvolvimento de protocolos que visam aliviar as manifestações das doenças. Esse método, indubitavelmente, possui grande importância, salvando muitas vidas e auxiliando no prolongamento da expectativa de vida. Mas, quando falamos sobre doenças crônicas degenerativas como por exemplo: diabetes, hipertensão, doenças autoimunes e obesidade, precisamos ter pleno conhecimento de que é possível escolher entre remediar os sintomas ou tratar a causa. A Medicina 3.0 representa uma mudança paradigmática, movendo o foco do tratamento paliativo e reativo para estratégias proativas de prevenção, enfatizando a importância de um estilo de vida saudável, diagnóstico precoce e intervenções que visam tratar a raiz dos problemas de saúde, promovendo assim uma qualidade de vida melhor e mais sustentável. Fica a reflexão: se o modelo alopático estivesse funcionando adequadamente, teríamos hoje mais de 120 mil farmácias no país e uma população cada dia mais doente?
praticamente o homem mais rico do mundo, que foi o Rockefeller. Ele basicamente comprou todas as farmácias e aí, claro, como o cara era um grande empresário, sem sombra de dúvida, ele percebeu que ele podia fazer crescer mais rápido ainda. Como? Ele viu que quem prescrevia remédio era médico. Cada faculdade de medicina tinha um
O café da manhã é amplamente vendido como a “refeição mais importante do dia”, mas, na prática, é justamente a pior hora para ingerir alimentos quando pensamos em saúde metabólica e longevidade. O corpo humano não foi projetado para comer ao acordar. Ao contrário, nosso sistema digestivo está ainda em modo de repouso, e qualquer ingestão alimentar nesse horário gera sobrecarga e desregula os mecanismos naturais de energia, foco e saciedade. Essa ideia de que devemos “comer como um rei pela manhã” é uma inversão completa da fisiologia. Quem deseja transitar para uma rotina mais alinhada ao ritmo circadiano e à saúde mitocondrial pode começar reduzindo gradativamente o café da manhã, até eliminá-lo por completo. É um processo adaptativo, como o próprio corpo precisa — e com o tempo, essa transição se torna leve, natural e sem esforço. O ideal seria concentrar a alimentação após as 11h da manhã, quando o metabolismo já está em pleno funcionamento. Para quem deseja fazer duas refeições por dia, a combinação de almoço e jantar precoce costuma ser muito mais vantajosa do que manter o café da manhã. Essa estrutura respeita o funcionamento do nosso organismo, favorece o jejum fisiológico da manhã e melhora significativamente a performance física, mental e imunológica ao longo do dia.
O cérebro é um órgão extremamente exigente. Apesar de representar apenas 2% do nosso peso corporal, ele consome impressionantes 20% de todo o oxigênio e glicose que circulam no sangue. E para manter esse metabolismo intenso funcionando perfeitamente, ele precisa de um fluxo sanguíneo constante e abundante. Quando a pressão arterial fica cronicamente baixa, especialmente abaixo de 110/70 mmHg, o cérebro começa a receber menos sangue do que precisa ‼️ Pessoas que passam anos com pressões muito baixas apresentam redução do fluxo sanguíneo em áreas fundamentais para a memória e o raciocínio. É como se o cérebro estivesse constantemente “passando fome” de oxigênio e nutrientes. Essa situação, mantida por décadas, aumenta significativamente o risco de demências, incluindo Alzheimer, e de doenças neurodegenerativas como Parkinson. O dano é silencioso e acumulativo. Portanto, a pressão arterial ideal não é necessariamente a mais baixa possível, mas sim aquela que garante a perfusão adequada de todos os órgãos, especialmente o cérebro. Precisamos parar de tratar números isoladamente e começar a considerar o contexto individual de cada pessoa. Referências: Qiu C, et al. Low blood pressure and risk of dementia in the Kungsholmen project. Arch Neurol. 2005;62(2):223-228. DOI: 10.1001/archneur.62.2.223 Muela HCS, et al. Blood pressure levels and cognition: a review of the literature. Dement Neuropsychol. 2017;11(2):139-147. DOI: 10.1590/1980-57642016dn11-020008
Os antiaderentes tradicionais, como o teflon, representam um risco sério à saúde por serem disruptores endócrinos extremamente potentes. Por isso, eu não utilizo e não recomendo de forma alguma. Com a busca por alternativas, surgiram opções como panelas revestidas com cerâmica, granito ou mármore. Embora sejam um pouco menos nocivas, ainda assim utilizam colas sintéticas na composição, que liberam xenoestrogênios durante o uso. Mesmo essas opções “intermediárias” ainda não são consideradas totalmente seguras. Existe uma técnica emergente de vitrificação do granito, que teoricamente poderia reduzir a liberação de toxinas, mas ainda não há ampla disponibilidade comercial. Já as panelas esmaltadas, vitrificadas com vidro, são uma opção mais segura e acessível, porém não são antiaderentes e exigem maior cuidado com a integridade do esmalte. Opções como: ferro, vidro, aço cirúrgico, aço inox e 100% cerâmica atualmente são as opções mais seguras. Se o objetivo é reduzir a exposição a substâncias tóxicas na cozinha, escolher bem os materiais das panelas é fundamental. Agende sua consulta pelo link da bio e saiba como pequenas mudanças na rotina podem proteger sua saúde.
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