@nutriniquee
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🔥 Burrice inflama ☕️ Pós-graduada hormonização e nutrição feminina | clínica e comportamental. ⬇️ AGENDE UM HORÁRIO
Ninguém escolhe ter obesidade. Existe oportunidade de tratamento, mas esse ainda segue inacessível para muita gente. . Reconhecer e tratar obesidade como doença não é opcional, ao mesmo tempo que reconhecer a existência da estigma do peso e seu impacto negativo na promoção do tratamento da obesidade é urgente. . Parece lógico falar que “é só comer menos calorias”, mas esse pensamento é raso, já que o comer mais calorias é justamente resultado da presença da obesidade. . A sensação que eu tenho é que existe pouco interesse em falar sobre obesidade, e muito interesse em falar sobre o indivíduo que tem obesidade. . Gostaria de ver essa mesma mobilização do vídeo sensacionalista de “1 x 30” para debates sobre políticas públicas de prevenção da obesidade, por exemplo. . Por isso, trouxe alguns recortes com base em dados para mostrar a urgência de falarmos sobre obesidade como questão de saúde pública, e não como escolha individual. .
não tenho tempo pra consulta. A obesidade é
Não tem comparação. . Se você não utiliza de recursos que aceleram a chegada dos seus resultados, então qualquer comparação é injusta. . EDIT: Não é para julgar quem opta por tais recursos. É para incentivar quem busca seus resultados sem atalhos, por não terem motivos concretos (ex.: uma carreira profissional) para trocar a própria saúde em prol de estética, porque essa galera é sim pouco valorizada e merece reconhecimento.
Meninas, eu tô fazendo modulação hormonal. É uso de esteroide anabolizante para fins estéticos. Meninas, eu coloquei um chip da beleza. É esteroide anabolizante para fins estéticos. Meninas, eu tenho 59 quilos, mas tô usando um monjaro para tratar o meu descontrole com doces. É uso indevido para fins estéticos, até porque não existe diagnóstico.
Tá tudo bem reconhecer que não se estudou sobre um assunto afundo - lembrando que assistir muitos vídeos de rede social/youtube sobre determinado assunto não significa estudar sobre aquilo. . O problema mesmo é a autoconfiança elevada conferida pelo desconhecimento sobre a complexidade do assunto, que nos leva a superestimar nossa própria competencia para falar sobre algo - o famoso efeito Dunning-Kruger. . Ter muita certeza sobre algo pode ser um indicativo maior de desconhecimento do que de conhecimento.
Outro dia, vi um comentário numa página em que a pessoa afirmava que glúten era tóxico, porque ela apresentou problemas de saúde e, ao retirar glúten, parar de beber e fumar, teve uma melhora significativa de saúde. . Semanalmente, leio essas correlações sendo utilizadas para duvidar da segurança e eficácia das vacinas, afinal sempre foi “do nada”, já que pessoa estava vivendo normalmente antes. . Quando se passa anos negligenciando a própria saúde, um desfecho negativo é esperado. É chato, mas é a realidade. . Compreendo aqui que existem pessoas que não acesso a ferramentas para cuidarem da própria saúde, e isso deve ser debatido e solucionado como problema coletivo e não culpa individual, entretanto, é importante reconhecer os impactos do estilo de vida ao invés de culpar elementos isolados. . Isso me trouxe toda uma reflexão sobre como normalizamos hábitos que comprovadamente são deletérios para saúde - e pior, culpamos qualquer outra coisa aleatória que esteve presente próximo do momento em que a bomba estourou. . Que fique claro que não estou falando de casos específicos quando realmente ocorrem eventos súbitos.
Domingo, eu postei um story falando sobre frases de efeito que parecem explicar profundamente algo, mas na verdade, não fazem sentindo. . Dentre essas, mencionei “o ser humano é o único animal que bebe leite depois de adulto”. Para minha surpresa, devo ter recebido em torno de 100 mensagens questionando o que há de errado com essa frase. . Para começar, é uma frase que ignora toda nossa evolução como espécie. Somos os únicos animais que fazem muita coisa, inclusive os únicos animais a criarem a tecnologia dos alimentos. . Não existe benefício de exclusão de leite e derivados para pessoas que não apresentam um grau de intolerância. Acrescento que é importante não usar da sua experiência pessoal como se esta fosse um dado científico. A existência de pessoas com intolerância que sentem melhora ao retirar laticínios, não justifica extrapolar essa condição para todos. .
Você sabia que o ser humano é o único animal que, depois de adulto, consegue aquecer o leite em uma temperatura acima de 135 graus por alguns segundos e depois resfriá-lo? Em seguida, passar esse leite para um recipiente esterilizado com camadas de proteção contra o ar e contra a luz, sem que o líquido tenha tido qualquer contato com o ambiente externo.
Ninguém escolhe ter obesidade. Existe oportunidade de tratamento, mas esse ainda segue inacessível para muita gente. . Reconhecer e tratar obesidade como doença não é opcional, ao mesmo tempo que reconhecer a existência da estigma do peso e seu impacto negativo na promoção do tratamento da obesidade é urgente. . Parece lógico falar que “é só comer menos calorias”, mas esse pensamento é raso, já que o comer mais calorias é justamente resultado da presença da obesidade. . A sensação que eu tenho é que existe pouco interesse em falar sobre obesidade, e muito interesse em falar sobre o indivíduo que tem obesidade. . Gostaria de ver essa mesma mobilização do vídeo sensacionalista de “1 x 30” para debates sobre políticas públicas de prevenção da obesidade, por exemplo. . Por isso, trouxe alguns recortes com base em dados para mostrar a urgência de falarmos sobre obesidade como questão de saúde pública, e não como escolha individual. .
não tenho tempo pra consulta. A obesidade é
Não tem comparação. . Se você não utiliza de recursos que aceleram a chegada dos seus resultados, então qualquer comparação é injusta. . EDIT: Não é para julgar quem opta por tais recursos. É para incentivar quem busca seus resultados sem atalhos, por não terem motivos concretos (ex.: uma carreira profissional) para trocar a própria saúde em prol de estética, porque essa galera é sim pouco valorizada e merece reconhecimento.
Meninas, eu tô fazendo modulação hormonal. É uso de esteroide anabolizante para fins estéticos. Meninas, eu coloquei um chip da beleza. É esteroide anabolizante para fins estéticos. Meninas, eu tenho 59 quilos, mas tô usando um monjaro para tratar o meu descontrole com doces. É uso indevido para fins estéticos, até porque não existe diagnóstico.
Tá tudo bem reconhecer que não se estudou sobre um assunto afundo - lembrando que assistir muitos vídeos de rede social/youtube sobre determinado assunto não significa estudar sobre aquilo. . O problema mesmo é a autoconfiança elevada conferida pelo desconhecimento sobre a complexidade do assunto, que nos leva a superestimar nossa própria competencia para falar sobre algo - o famoso efeito Dunning-Kruger. . Ter muita certeza sobre algo pode ser um indicativo maior de desconhecimento do que de conhecimento.
Outro dia, vi um comentário numa página em que a pessoa afirmava que glúten era tóxico, porque ela apresentou problemas de saúde e, ao retirar glúten, parar de beber e fumar, teve uma melhora significativa de saúde. . Semanalmente, leio essas correlações sendo utilizadas para duvidar da segurança e eficácia das vacinas, afinal sempre foi “do nada”, já que pessoa estava vivendo normalmente antes. . Quando se passa anos negligenciando a própria saúde, um desfecho negativo é esperado. É chato, mas é a realidade. . Compreendo aqui que existem pessoas que não acesso a ferramentas para cuidarem da própria saúde, e isso deve ser debatido e solucionado como problema coletivo e não culpa individual, entretanto, é importante reconhecer os impactos do estilo de vida ao invés de culpar elementos isolados. . Isso me trouxe toda uma reflexão sobre como normalizamos hábitos que comprovadamente são deletérios para saúde - e pior, culpamos qualquer outra coisa aleatória que esteve presente próximo do momento em que a bomba estourou. . Que fique claro que não estou falando de casos específicos quando realmente ocorrem eventos súbitos.
Domingo, eu postei um story falando sobre frases de efeito que parecem explicar profundamente algo, mas na verdade, não fazem sentindo. . Dentre essas, mencionei “o ser humano é o único animal que bebe leite depois de adulto”. Para minha surpresa, devo ter recebido em torno de 100 mensagens questionando o que há de errado com essa frase. . Para começar, é uma frase que ignora toda nossa evolução como espécie. Somos os únicos animais que fazem muita coisa, inclusive os únicos animais a criarem a tecnologia dos alimentos. . Não existe benefício de exclusão de leite e derivados para pessoas que não apresentam um grau de intolerância. Acrescento que é importante não usar da sua experiência pessoal como se esta fosse um dado científico. A existência de pessoas com intolerância que sentem melhora ao retirar laticínios, não justifica extrapolar essa condição para todos. .
Você sabia que o ser humano é o único animal que, depois de adulto, consegue aquecer o leite em uma temperatura acima de 135 graus por alguns segundos e depois resfriá-lo? Em seguida, passar esse leite para um recipiente esterilizado com camadas de proteção contra o ar e contra a luz, sem que o líquido tenha tido qualquer contato com o ambiente externo.
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