@institutoandreavermont
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A infância termina muito antes do que os pais gostariam de acreditar, e é justamente por isso que esse período exige presença, limite, afeto e voz. Se os pais não entendem essa travessia, a relação vira guerra. Se entendem, vira pontuação afetiva que sustenta sem controlar, que orienta sem sufocar e que acompanha sem infantilizar. 📍Crescer exige ruptura, mas exige, sobretudo, referência.
A infância vai até os 12 anos, mais ou menos. Até a infância, a criança vive a vida dos pais. Ela vai onde os pais levam, ela veste a roupa que os pais falam, ela come o que os pais falam que tem que comer. Então, até 12 anos, o mundo dela é o mundo dos pais. Dos 12 aos 21, ela vai em busca do mundo dela, que está de cá. Aqui tem o mundo
Um homem pode ser um pai extraordinário, presente, cuidadoso e afetivamente implicado. Mas o papel da mãe ocupa um lugar próprio, simbólico e insubstituível na constituição psíquica de um filho. Isso não diminui a importância do pai, pelo contrário, organiza as diferenças e dá contorno às funções. Quando o pai não está, a função paterna pode aparecer de outras formas, encarnada por alguém que sustente esse lugar de limite, referência e mediação com o mundo.
É complicado e delicado permanecer em ambientes onde você precisa se encolher para caber. Para a saúde mental, viver num lugar que nunca te cabe é profundamente adoecedor, pois a alma passa mais tempo tentando se adaptar do que escutando a si mesma.
Amar não está apenas no discurso bonito ou na promessa futura, mas na constância do olhar atento, na escolha diária de considerar o outro e de não se ausentar quando é mais fácil ir embora. Onde não há ação, escuta e implicação, o que existe pode até ser desejo ou apego, mas dificilmente pode ser chamado de amor.
A geração atual cresce com tanto medo de quebrar que acaba se quebrando por dentro. Na tentativa de proteger demais, criamos jovens que não toleram frustrações simples, que se desfazem diante de qualquer queda, porque não aprenderam a suportar a dor necessária do crescimento. Nossos pais erraram em excesso, e nós erramos fugindo de tudo que lembrava o passado. Só que o caminho do meio foi esquecido. O resultado está diante de nós, adultos inseguros, ansiedade em alta, dificuldade de sustentar responsabilidades. Ainda dá tempo de construir equilíbrio, mas isso começa admitindo onde erramos e retomando a coragem de educar com amor e limite.
Dentro de consultório eu via isso, eu ia apertando as mães e no final eu falava "Você tem medo de ele se matar, não é?" "Ah, não tira isso, não tira aquilo, porque ele pode deprimir." No fundo, morre de medo do criança ou adolescente fazer uma desgraça. A nossa mãe mandava a gente se matar. "Ah, não tá bom, não, morre!" É mesmo, é verdade.
A infância termina muito antes do que os pais gostariam de acreditar, e é justamente por isso que esse período exige presença, limite, afeto e voz. Se os pais não entendem essa travessia, a relação vira guerra. Se entendem, vira pontuação afetiva que sustenta sem controlar, que orienta sem sufocar e que acompanha sem infantilizar. 📍Crescer exige ruptura, mas exige, sobretudo, referência.
A infância vai até os 12 anos, mais ou menos. Até a infância, a criança vive a vida dos pais. Ela vai onde os pais levam, ela veste a roupa que os pais falam, ela come o que os pais falam que tem que comer. Então, até 12 anos, o mundo dela é o mundo dos pais. Dos 12 aos 21, ela vai em busca do mundo dela, que está de cá. Aqui tem o mundo
Um homem pode ser um pai extraordinário, presente, cuidadoso e afetivamente implicado. Mas o papel da mãe ocupa um lugar próprio, simbólico e insubstituível na constituição psíquica de um filho. Isso não diminui a importância do pai, pelo contrário, organiza as diferenças e dá contorno às funções. Quando o pai não está, a função paterna pode aparecer de outras formas, encarnada por alguém que sustente esse lugar de limite, referência e mediação com o mundo.
É complicado e delicado permanecer em ambientes onde você precisa se encolher para caber. Para a saúde mental, viver num lugar que nunca te cabe é profundamente adoecedor, pois a alma passa mais tempo tentando se adaptar do que escutando a si mesma.
Amar não está apenas no discurso bonito ou na promessa futura, mas na constância do olhar atento, na escolha diária de considerar o outro e de não se ausentar quando é mais fácil ir embora. Onde não há ação, escuta e implicação, o que existe pode até ser desejo ou apego, mas dificilmente pode ser chamado de amor.
A geração atual cresce com tanto medo de quebrar que acaba se quebrando por dentro. Na tentativa de proteger demais, criamos jovens que não toleram frustrações simples, que se desfazem diante de qualquer queda, porque não aprenderam a suportar a dor necessária do crescimento. Nossos pais erraram em excesso, e nós erramos fugindo de tudo que lembrava o passado. Só que o caminho do meio foi esquecido. O resultado está diante de nós, adultos inseguros, ansiedade em alta, dificuldade de sustentar responsabilidades. Ainda dá tempo de construir equilíbrio, mas isso começa admitindo onde erramos e retomando a coragem de educar com amor e limite.
Dentro de consultório eu via isso, eu ia apertando as mães e no final eu falava "Você tem medo de ele se matar, não é?" "Ah, não tira isso, não tira aquilo, porque ele pode deprimir." No fundo, morre de medo do criança ou adolescente fazer uma desgraça. A nossa mãe mandava a gente se matar. "Ah, não tá bom, não, morre!" É mesmo, é verdade.
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