@debora_d_diniz
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Sou professora, aqui cultivo uma comunidade de conversa. 🌿
Bianca Francelino é médica e atua na medicina esportiva. Na entrevista, vê-se a miséria que a atravessa: uma misoginia bruta que ainda se imagina recreativa. É aquela expressão simples — “sobre mulheres estarem onde quiserem”. A misoginia é tão vulgar e segura de sua autoridade que não tolera uma mulher em posição de mando e comando: é preciso tornar a vida dela insuportável naquele lugar. Vêm então a intimidação, a ameaça, o assédio —insistentes e grandes violências encadeadas. O fato de o marido de Bianca ter ido pedir aos agressores que cessassem a violência também merece reflexão. O episódio expõe o poder do bando: nem assim os tipos se aquietaram; ao contrário, estenderam as ameaças. É o mecanismo clássico da turba, que se fortalece quando imagina não haver limite. @portalg1
A mãe faz um testemunho amoroso. Daqueles que só as mães fazem. A filha acontece no tablado ainda menina, conta a mãe. Ela lê o que quer dizer, parece emocionar-se. Não quer ser atriz, quer ser mãe. Como é bom ser mãe e filha ou filha e mãe. Como é bom viver muito e ver a filha vinte e cinco anos depois no mesmo palco. Assista a mãe Fernanda adorando que a filha Fernanda Torres é atriz e escritora. Pediu para ler o que tinha a dizer em entrevista ao vivo. Falou da pele própria, da linha abaixo do Equador, pede que aplaudamos a filha de pé. Bravo e bravo. @oficialfernandatorres @fernandamontenegrooficial
São seis meninas estupradas por hora no Brasil. Longe das escolas, longe das casas dos homens do poder — é em Alagoas, Maranhão, Sergipe e Roraima que o Censo revelou mais casos de meninas “em união estável”. É sobre violência, medo e a ruptura de um futuro. Tudo isso alimentado por uma tática política que move multidões com desinformação. Antes um processo político eleitoral que, genuinamente, uma discussão sobre políticas públicas. Não se trata de mudar a legislação sobre o aborto. Trata-se de garantir que uma menina de nove anos se, tragicamente, vítima de violência não seja obrigada a ser mãe — e muito menos obrigada a casar com o agressor. Ouça Adriana Araújo @adrianaaraujo_ em um trecho contundente sobre o horror votado na Câmara dos Deputados.
Imaginem usar a palavra certidão de óbito com “entrega simbólica”. É uma composição linguística para o que não se pensaria ser possível na vida vivida nem na história. Alguém matado, desaparecido, ou com morte fingida como por outra causa, agora terá a verdadeira certidão de óbito. Entrega simbólica, pois o tempo do luto se estendeu para um futuro longo. Importa corrigir os atestados de óbito para os arquivos, para as memórias familiares, para os registros de verdade do que fez um Estado violentador. A notícia é sobre isso: os cartórios passam a emitir certidões de óbito de pessoas que foram matadas e os corpos encontrados ou matadas e desaparecidas pela ditadura militar no Brasil. A certidão de óbito é sobre verdade, memória e reparação. É sobre ter registrado em um documento “morte violenta”. 232 pessoas desaparecidas receberão o atestado de óbito com atestado de “morte violenta”. É o registro que um Estado brutal as matou
2.000 anos caladas, queremos o direito de falar. Fale muito, ministra.
Bianca Francelino é médica e atua na medicina esportiva. Na entrevista, vê-se a miséria que a atravessa: uma misoginia bruta que ainda se imagina recreativa. É aquela expressão simples — “sobre mulheres estarem onde quiserem”. A misoginia é tão vulgar e segura de sua autoridade que não tolera uma mulher em posição de mando e comando: é preciso tornar a vida dela insuportável naquele lugar. Vêm então a intimidação, a ameaça, o assédio —insistentes e grandes violências encadeadas. O fato de o marido de Bianca ter ido pedir aos agressores que cessassem a violência também merece reflexão. O episódio expõe o poder do bando: nem assim os tipos se aquietaram; ao contrário, estenderam as ameaças. É o mecanismo clássico da turba, que se fortalece quando imagina não haver limite. @portalg1
A mãe faz um testemunho amoroso. Daqueles que só as mães fazem. A filha acontece no tablado ainda menina, conta a mãe. Ela lê o que quer dizer, parece emocionar-se. Não quer ser atriz, quer ser mãe. Como é bom ser mãe e filha ou filha e mãe. Como é bom viver muito e ver a filha vinte e cinco anos depois no mesmo palco. Assista a mãe Fernanda adorando que a filha Fernanda Torres é atriz e escritora. Pediu para ler o que tinha a dizer em entrevista ao vivo. Falou da pele própria, da linha abaixo do Equador, pede que aplaudamos a filha de pé. Bravo e bravo. @oficialfernandatorres @fernandamontenegrooficial
São seis meninas estupradas por hora no Brasil. Longe das escolas, longe das casas dos homens do poder — é em Alagoas, Maranhão, Sergipe e Roraima que o Censo revelou mais casos de meninas “em união estável”. É sobre violência, medo e a ruptura de um futuro. Tudo isso alimentado por uma tática política que move multidões com desinformação. Antes um processo político eleitoral que, genuinamente, uma discussão sobre políticas públicas. Não se trata de mudar a legislação sobre o aborto. Trata-se de garantir que uma menina de nove anos se, tragicamente, vítima de violência não seja obrigada a ser mãe — e muito menos obrigada a casar com o agressor. Ouça Adriana Araújo @adrianaaraujo_ em um trecho contundente sobre o horror votado na Câmara dos Deputados.
Imaginem usar a palavra certidão de óbito com “entrega simbólica”. É uma composição linguística para o que não se pensaria ser possível na vida vivida nem na história. Alguém matado, desaparecido, ou com morte fingida como por outra causa, agora terá a verdadeira certidão de óbito. Entrega simbólica, pois o tempo do luto se estendeu para um futuro longo. Importa corrigir os atestados de óbito para os arquivos, para as memórias familiares, para os registros de verdade do que fez um Estado violentador. A notícia é sobre isso: os cartórios passam a emitir certidões de óbito de pessoas que foram matadas e os corpos encontrados ou matadas e desaparecidas pela ditadura militar no Brasil. A certidão de óbito é sobre verdade, memória e reparação. É sobre ter registrado em um documento “morte violenta”. 232 pessoas desaparecidas receberão o atestado de óbito com atestado de “morte violenta”. É o registro que um Estado brutal as matou
2.000 anos caladas, queremos o direito de falar. Fale muito, ministra.
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