@joiceberth
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Urbanista, escritora, psicanalista, consultora, curadora, comunicação política, dorameira 📘- Se a cidade fosse nossa 📕- Empoderamento @japensou_cast
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A Netflix argentina anunciou que nessa segunda quinzena de março, iniciou as gravações da terceira temporada da bem-sucedida comédia romântica “Envidiosa”, com estreia prevista para segundo semestre de 2026. A mistura do bom e velho “pastelão”, com personagens excêntricos e igualmente carismáticos, um texto muito humano e direção inteligente, colocou essa série no Top 10 global da Netflix, sendo uma das séries mais vistas de 2024 e já de 2025, não só na Argentina como em diversos países latinos. Tô destacando aqui essa cena que abre o primeiro episódio da primeira temporada, já delineando a personalidade altamente competitiva da protagonista Vick (vivida pela excelente Griselda Siciliani). A competição compulsiva e sem sentido aparente é um traço (ou um sintoma) inegável da inveja e a Vick simplesmente compete com todas as mulheres que ela codifica como ameaça, o tempo TODO. Na verdade, esse comportamento além de sinalizar para a completa falta de autoconfiança da Vick, ainda aponta para um profundo sentimento de inadequação: para a Vick ela só pode ter algum valor se vencer sempre, se estiver sempre no centro das atenções, se tiver todas as validações possíveis, todos os olhares de aprovação. É engraçado, mas ao mesmo tempo muito triste, porque nas coisas mais irrelevantes e corriqueiras a Vick transforma em uma disputa imaginária onde ela tem que ganhar a qualquer custo, nem que isso possa prejudicar ela própria de alguma forma. É legal quando a terapeuta pergunta “o que você ganha com isso?” e ela responde “não importa! eu ganhei!”. É possível concluir o que ela ganha: alguns segundos de alívio na angústia existencial que compõe o seu vazio interior. O grande mérito da série, além da coragem de tratar de um assunto tabu e sempre mal compreendido que é a inveja e seus comportamentos característicos, é não demonizar e contextualizar socialmente e humanamente as ações (na maioria das vezes insuportáveis) da protagonista. Eu gostei muito mais da primeira do que da segunda temporada. Espero que a terceira supere as duas! De qualquer forma, vale muito a pena ver e discutir todas as abordagens que a série traz. #invejosa
“Você não poderia ter sido uma professora melhor? Você não poderia ter sido uma professora brilhante?” Essa é uma das minhas cenas preferidas de ‘Goblin - o grande e solitário deus” (Viki e Fansubs). A professora em questão sabendo que havia na sua turma uma aluna órfã desde os 9 anos de idade, que era criada por uma tia violenta e abusiva, jamais fez qualquer aceno ou teve qualquer gesto de compaixão com ela. Ao contrário, maltratava a menina e era negligente com o bullying que ela sofria das outras alunas por “ver fantasmas”. Nesse dia, da formatura, todas estavam com suas famílias, manos a órfã. Nem assim a professora se comoveu com a solidão da menina e ficou puxando o saco das alunas que nem precisavam dela, já que estavam com suas famílias. Daí chega a Samsin halmeoni para abraçar e parabenizar a menina. Essa mulher linda que aparece de vermelho, representa na trama uma deusa da cultura coreana, a Samsin halmeoni (Avó Samsin), guardiã da vida. Muitas vezes a Samsin é retratada como três mulheres em uma só. No drama ela se apresenta somente em duas versões: a jovem mulher e a avó. Ser brilhante e ser melhor é ter compaixão e consideração com quem mais precisa. É fácil ser legal com quem têm tudo e não precisa de nada. É mais fácil ainda ser legal com quem nos beneficia de alguma forma. Mas ser grandioso é ser amável com quem, aparentemente, não tem nada para nos dar em troca. Com duas perguntas firmes e incisivas a Samsin “desmonta” a professora e deixa claro que as pessoas sabem muito bem o que fazem de errado. Mas não se importam, decidem ser negligentes e omissas com seus erros e se acham no direito de seguir errando. Por isso o mundo não melhora. Falta gente brilhante, nessa definição da Samsin halmeoni. Brilhante e grandioso é o humano que assume a difícil e amarga tarefa de ser melhorar a cada dia, deixando as vaidades de lado e investindo na compaixão e no amor a si e ao próximo. A mensagem mais contundente que tem nesse kdrama é: “cuidado, a qualquer momento você pode estar diante de um deus e não saber, mas sentir” Bom dia e sejam brilhantes, sejam melhores. ♥️✅
Sydney Gifford é uma influenciadora de 24 anos que está processando Alyssa Sheil, 21 anos, por plagiar sua estética, imitando sua personalidade online, e se apropriando de toda sua estética. Isso gerou uma discussão que parece bobinha (para os superficiais tudo é bobinho né?!), mas que pode ser importante para detectar fragilidades no comportamento humano atual, sobretudo nas redes sociais. Os psicólogos e estudiosos do comportamento humano trabalham o termo Mirroring ou Espelhamento, que é quando uma pessoa imita inconscientemente os gestos, expressões faciais, fala ou postura de outra pessoa. Este é um tópico complexo que vai muito além da simples reprodução da dinâmica do movimento, e a principal característica é a distorção do comportamento para copiar a atividade de outra pessoa. Mas não podemos deixar de considerar que a saturação na criatividade é um fenômeno visível nas redes sociais e está piorando cada vez mais, já que as pessoas simplesmente não conseguem criar nada de novo (e realmente relevante). Parece que se assumiu de vez aquele piada muito mal compreendida do saudoso Chacrinha: “Nada se cria, tudo se copia”. Mas não só nas redes sociais… Essa semana a cantora Adele foi condenada por plagiar o compositor da música canta da por Martinho da Vila. E quantas vezes a mídia hegemônica vêm copiando discussões, criadores de conteúdo e “pautas” de redes sociais descaradamente. No caso das duas influenciadoras estamos falando de algo que só os realmente atentos conseguem perceber e é abundante nas redes. Eu simplesmente rejeito qualquer tipo de cópia ou plágio, por mais sutil que seja. Acho um insulto a inteligência humana, uma manipulação da nossa percepção. Ah, sim, além do plágio ser tudo de ruim, ele ainda pode esconder debilidades emocionais dos copiadores. E o mundo, especialmente o Brasil que tem sérios problemas com sua educação, deveria pensar com mais sobriedade a respeito dessa prática se quiser sair desse limbo criativo que está tornando tudo cansativo, repetitivo e nada produtivo. É possível SIM copiar ou plagiar uma “vibe” porque por trás dessa “vibe” há gente pensando, produzindo, pesquisando, ou seja, trabalhando! Bom dia!☀️🫶🏾
Vocês lembram que na série “Invejosa” a protagonista não conseguia acompanhar e se sentia excluída das conversas entre amigas por ser a única solteira? Pois é…isso é uma critica sutil a algo que acontece muito com as mulheres. Bom dia! ☀️ #invejosanetflix
Joice Berth, arquiteta, urbanista, escritora e psicanalista, fala como o discurso de que “São Paulo não foi planejado” é uma falácia: São Paulo foi estruturada para ser esse espaço de segregação dos indesejados. O Provocação Histórica vai ao ar às quartas, das 19h às 20h, nos canais do Instituto Conhecimento Liberta. Acompanhe o nosso jornalismo independente nas redes e no portal iclnoticias.com.br. #noticias #icl #notícias
A Netflix argentina anunciou que nessa segunda quinzena de março, iniciou as gravações da terceira temporada da bem-sucedida comédia romântica “Envidiosa”, com estreia prevista para segundo semestre de 2026. A mistura do bom e velho “pastelão”, com personagens excêntricos e igualmente carismáticos, um texto muito humano e direção inteligente, colocou essa série no Top 10 global da Netflix, sendo uma das séries mais vistas de 2024 e já de 2025, não só na Argentina como em diversos países latinos. Tô destacando aqui essa cena que abre o primeiro episódio da primeira temporada, já delineando a personalidade altamente competitiva da protagonista Vick (vivida pela excelente Griselda Siciliani). A competição compulsiva e sem sentido aparente é um traço (ou um sintoma) inegável da inveja e a Vick simplesmente compete com todas as mulheres que ela codifica como ameaça, o tempo TODO. Na verdade, esse comportamento além de sinalizar para a completa falta de autoconfiança da Vick, ainda aponta para um profundo sentimento de inadequação: para a Vick ela só pode ter algum valor se vencer sempre, se estiver sempre no centro das atenções, se tiver todas as validações possíveis, todos os olhares de aprovação. É engraçado, mas ao mesmo tempo muito triste, porque nas coisas mais irrelevantes e corriqueiras a Vick transforma em uma disputa imaginária onde ela tem que ganhar a qualquer custo, nem que isso possa prejudicar ela própria de alguma forma. É legal quando a terapeuta pergunta “o que você ganha com isso?” e ela responde “não importa! eu ganhei!”. É possível concluir o que ela ganha: alguns segundos de alívio na angústia existencial que compõe o seu vazio interior. O grande mérito da série, além da coragem de tratar de um assunto tabu e sempre mal compreendido que é a inveja e seus comportamentos característicos, é não demonizar e contextualizar socialmente e humanamente as ações (na maioria das vezes insuportáveis) da protagonista. Eu gostei muito mais da primeira do que da segunda temporada. Espero que a terceira supere as duas! De qualquer forma, vale muito a pena ver e discutir todas as abordagens que a série traz. #invejosa
“Você não poderia ter sido uma professora melhor? Você não poderia ter sido uma professora brilhante?” Essa é uma das minhas cenas preferidas de ‘Goblin - o grande e solitário deus” (Viki e Fansubs). A professora em questão sabendo que havia na sua turma uma aluna órfã desde os 9 anos de idade, que era criada por uma tia violenta e abusiva, jamais fez qualquer aceno ou teve qualquer gesto de compaixão com ela. Ao contrário, maltratava a menina e era negligente com o bullying que ela sofria das outras alunas por “ver fantasmas”. Nesse dia, da formatura, todas estavam com suas famílias, manos a órfã. Nem assim a professora se comoveu com a solidão da menina e ficou puxando o saco das alunas que nem precisavam dela, já que estavam com suas famílias. Daí chega a Samsin halmeoni para abraçar e parabenizar a menina. Essa mulher linda que aparece de vermelho, representa na trama uma deusa da cultura coreana, a Samsin halmeoni (Avó Samsin), guardiã da vida. Muitas vezes a Samsin é retratada como três mulheres em uma só. No drama ela se apresenta somente em duas versões: a jovem mulher e a avó. Ser brilhante e ser melhor é ter compaixão e consideração com quem mais precisa. É fácil ser legal com quem têm tudo e não precisa de nada. É mais fácil ainda ser legal com quem nos beneficia de alguma forma. Mas ser grandioso é ser amável com quem, aparentemente, não tem nada para nos dar em troca. Com duas perguntas firmes e incisivas a Samsin “desmonta” a professora e deixa claro que as pessoas sabem muito bem o que fazem de errado. Mas não se importam, decidem ser negligentes e omissas com seus erros e se acham no direito de seguir errando. Por isso o mundo não melhora. Falta gente brilhante, nessa definição da Samsin halmeoni. Brilhante e grandioso é o humano que assume a difícil e amarga tarefa de ser melhorar a cada dia, deixando as vaidades de lado e investindo na compaixão e no amor a si e ao próximo. A mensagem mais contundente que tem nesse kdrama é: “cuidado, a qualquer momento você pode estar diante de um deus e não saber, mas sentir” Bom dia e sejam brilhantes, sejam melhores. ♥️✅
Sydney Gifford é uma influenciadora de 24 anos que está processando Alyssa Sheil, 21 anos, por plagiar sua estética, imitando sua personalidade online, e se apropriando de toda sua estética. Isso gerou uma discussão que parece bobinha (para os superficiais tudo é bobinho né?!), mas que pode ser importante para detectar fragilidades no comportamento humano atual, sobretudo nas redes sociais. Os psicólogos e estudiosos do comportamento humano trabalham o termo Mirroring ou Espelhamento, que é quando uma pessoa imita inconscientemente os gestos, expressões faciais, fala ou postura de outra pessoa. Este é um tópico complexo que vai muito além da simples reprodução da dinâmica do movimento, e a principal característica é a distorção do comportamento para copiar a atividade de outra pessoa. Mas não podemos deixar de considerar que a saturação na criatividade é um fenômeno visível nas redes sociais e está piorando cada vez mais, já que as pessoas simplesmente não conseguem criar nada de novo (e realmente relevante). Parece que se assumiu de vez aquele piada muito mal compreendida do saudoso Chacrinha: “Nada se cria, tudo se copia”. Mas não só nas redes sociais… Essa semana a cantora Adele foi condenada por plagiar o compositor da música canta da por Martinho da Vila. E quantas vezes a mídia hegemônica vêm copiando discussões, criadores de conteúdo e “pautas” de redes sociais descaradamente. No caso das duas influenciadoras estamos falando de algo que só os realmente atentos conseguem perceber e é abundante nas redes. Eu simplesmente rejeito qualquer tipo de cópia ou plágio, por mais sutil que seja. Acho um insulto a inteligência humana, uma manipulação da nossa percepção. Ah, sim, além do plágio ser tudo de ruim, ele ainda pode esconder debilidades emocionais dos copiadores. E o mundo, especialmente o Brasil que tem sérios problemas com sua educação, deveria pensar com mais sobriedade a respeito dessa prática se quiser sair desse limbo criativo que está tornando tudo cansativo, repetitivo e nada produtivo. É possível SIM copiar ou plagiar uma “vibe” porque por trás dessa “vibe” há gente pensando, produzindo, pesquisando, ou seja, trabalhando! Bom dia!☀️🫶🏾
Vocês lembram que na série “Invejosa” a protagonista não conseguia acompanhar e se sentia excluída das conversas entre amigas por ser a única solteira? Pois é…isso é uma critica sutil a algo que acontece muito com as mulheres. Bom dia! ☀️ #invejosanetflix
Joice Berth, arquiteta, urbanista, escritora e psicanalista, fala como o discurso de que “São Paulo não foi planejado” é uma falácia: São Paulo foi estruturada para ser esse espaço de segregação dos indesejados. O Provocação Histórica vai ao ar às quartas, das 19h às 20h, nos canais do Instituto Conhecimento Liberta. Acompanhe o nosso jornalismo independente nas redes e no portal iclnoticias.com.br. #noticias #icl #notícias
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