@revistatpm
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Há 20 anos a Tpm investiga a fundo as mulheres e seu universo e insiste que lugar de mulher é em todo e qualquer lugar. Tpm é outra conversa!
O guarda-chuva, a maior chave do chaveiro, um objeto pontiagudo na carteira ou até a própria bolsa… Quem nunca pensou no que poderia usar para se defender ao sentir medo caminhando sozinha na rua? Para chamar atenção para a sensação de vulnerabilidade que as mulheres enfrentam o tempo todo, a criadora de conteúdo @grecha_grecha deu sua receita para afastar qualquer perigo que apareça pelo caminho. Dá o play! Vídeo: Reprodução/@grecha_grecha
[MÚSICA DE FUNDO]
“O que as mulheres seguram? O lar, a família, as crianças, a comida, as amizades, o trabalho, o trabalho do mundo e o trabalho de ser humana, as memórias, as dificuldades, as tristezas, os triunfos e o amor”, diz Maira Kalman (@mairakalman) no áudio deste compilado de cenas criado pelo perfil do Messy Nessy Chic (@messynessychic). A narração da artista, designer, ilustradora e escritora norte-americana conta um pouco do que inspirou a criação do projeto “Women Holding Things”, uma coletânea de pinturas de mulheres segurando coisas, de flores à mão de seus filhos, que se transformou em um livro homônimo. “Um dia, em uma feira de agricultores, vi uma mulher carregando um repolho gigantesco. Quando pedi para fotografá-la, ela parecia realmente irritada. Por alguma razão, seu mau humor me encantou, era muito autêntico e verdadeiro”, contou a artista em uma palestra no TED Talks em 2023. Ela passou a registrar mulheres que encontrava segurando coisas, “fisicamente e metaforicamente”. Ela declarou ao jornal britânico The Guardian que, de todas as imagens que já produziu, sua favorita é a de sua avó, que, mesmo carregando o peso do mundo, ainda conseguia encontrar espaço na vida para a doçura – literalmente. “Esse peso não a impedia de cuidar de tudo em casa. Ainda consigo sentir o perfume maravilhoso dos bolos de canela que ela fazia às sextas-feiras”, disse a artista. Vídeo: Reprodução/@messynessychic
Women holding things. What do women hold? The home and the family and the children and the food, the friendships, the work, the work of the world and the work of being human, the memories and the troubles and the sorrows and the triumphs and the love. Men do as well
A atriz Paolla Oliveira (@paollaoliveirareal) é conhecida não só por entregar seu corpo a personagens de televisão, mas também por desfilar lindamente como rainha de bateria na Sapucaí. Mas, ainda que ela seja uma mulher bem sucedida e, acima de tudo, feliz com suas escolhas, ainda é rodeada por expectativas sociais – assim como todas nós. Na última edição da #CasaTpm, ela contou que o que mais a incomoda é a cobrança estética e a necessidade de ser uma super-mulher. “Quando a gente fala da estética, é sempre uma expectativa que a gente nunca vai ser, vai ser sempre um lugar de insuficiência”, disse. E ela sabe de quem cobrar: “é uma sociedade com uma estrutura de valores muito arcaicos, machistas, preconceituosos, misóginos. E a gente tem que lidar com isso o tempo inteiro.”
[⚠️AVISO DE GATILHO] É tão fácil reconhecer essas cenas que dá até um embrulho no estômago. O vídeo da comunicadora Luiza Mendonça (@prefirolu) mostra situações tão corriqueiras na vida das mulheres que poderiam ter sido filmadas ontem, há 20 anos, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. É um compilado de microviolências que muita gente prefere ignorar: o olhar que dura segundos demais, a aproximação silenciosa que parece acidental, mas nunca é. E, pior, as encaradas e gestos explícitos de estranhos que se sentem autorizados a invadir o nosso espaço. “A gente não consegue nem fazer coisas básicas em público sem sentir medo”, escreveu Luiza — e é impossível não concordar. Cada cena é um lembrete amargo de que o espaço público, para nós, é um campo minado onde não dá pra baixar a guarda nem por um segundo. É a sensação de nunca estar totalmente segura, relaxada, em paz. Vídeo: #repost @prefirolu
Till it happens to you, you don't know how it feels How it feels Till it happens to you, you won't know it won't be real
A unha do pé está descascando o esmalte de duas semanas atrás, tem louça suja na pia te esperando em casa pós-trabalho, não importa quão cansada você esteja, pó pra todos os lados, geladeira vazia porque você esqueceu de ir ao mercado e o jantar vai ser pipoca se depender da sua despensa? A vida real definitivamente nem sempre é como os filmes ou os posts que inundam as redes sociais. Afinal, ela é atravessada pelo trabalho, responsabilidades, afazeres domésticos, pressões, decepções e todos os outros pratos que tentamos equilibrar diariamente. Para nos lembrar que a vida não é um conto de fadas – no máximo um drama com uma pitada de romance ou comédia –, a criadora de conteúdo Bella Davis (@isabelladavis6) gravou um vídeo de uma rotina que não costumamos assistir no Instagram. Qual foi a última vez que você comparou a sua vida aos registros “perfeitos” de alguém nas redes sociais?
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O guarda-chuva, a maior chave do chaveiro, um objeto pontiagudo na carteira ou até a própria bolsa… Quem nunca pensou no que poderia usar para se defender ao sentir medo caminhando sozinha na rua? Para chamar atenção para a sensação de vulnerabilidade que as mulheres enfrentam o tempo todo, a criadora de conteúdo @grecha_grecha deu sua receita para afastar qualquer perigo que apareça pelo caminho. Dá o play! Vídeo: Reprodução/@grecha_grecha
[MÚSICA DE FUNDO]
“O que as mulheres seguram? O lar, a família, as crianças, a comida, as amizades, o trabalho, o trabalho do mundo e o trabalho de ser humana, as memórias, as dificuldades, as tristezas, os triunfos e o amor”, diz Maira Kalman (@mairakalman) no áudio deste compilado de cenas criado pelo perfil do Messy Nessy Chic (@messynessychic). A narração da artista, designer, ilustradora e escritora norte-americana conta um pouco do que inspirou a criação do projeto “Women Holding Things”, uma coletânea de pinturas de mulheres segurando coisas, de flores à mão de seus filhos, que se transformou em um livro homônimo. “Um dia, em uma feira de agricultores, vi uma mulher carregando um repolho gigantesco. Quando pedi para fotografá-la, ela parecia realmente irritada. Por alguma razão, seu mau humor me encantou, era muito autêntico e verdadeiro”, contou a artista em uma palestra no TED Talks em 2023. Ela passou a registrar mulheres que encontrava segurando coisas, “fisicamente e metaforicamente”. Ela declarou ao jornal britânico The Guardian que, de todas as imagens que já produziu, sua favorita é a de sua avó, que, mesmo carregando o peso do mundo, ainda conseguia encontrar espaço na vida para a doçura – literalmente. “Esse peso não a impedia de cuidar de tudo em casa. Ainda consigo sentir o perfume maravilhoso dos bolos de canela que ela fazia às sextas-feiras”, disse a artista. Vídeo: Reprodução/@messynessychic
Women holding things. What do women hold? The home and the family and the children and the food, the friendships, the work, the work of the world and the work of being human, the memories and the troubles and the sorrows and the triumphs and the love. Men do as well
A atriz Paolla Oliveira (@paollaoliveirareal) é conhecida não só por entregar seu corpo a personagens de televisão, mas também por desfilar lindamente como rainha de bateria na Sapucaí. Mas, ainda que ela seja uma mulher bem sucedida e, acima de tudo, feliz com suas escolhas, ainda é rodeada por expectativas sociais – assim como todas nós. Na última edição da #CasaTpm, ela contou que o que mais a incomoda é a cobrança estética e a necessidade de ser uma super-mulher. “Quando a gente fala da estética, é sempre uma expectativa que a gente nunca vai ser, vai ser sempre um lugar de insuficiência”, disse. E ela sabe de quem cobrar: “é uma sociedade com uma estrutura de valores muito arcaicos, machistas, preconceituosos, misóginos. E a gente tem que lidar com isso o tempo inteiro.”
[⚠️AVISO DE GATILHO] É tão fácil reconhecer essas cenas que dá até um embrulho no estômago. O vídeo da comunicadora Luiza Mendonça (@prefirolu) mostra situações tão corriqueiras na vida das mulheres que poderiam ter sido filmadas ontem, há 20 anos, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. É um compilado de microviolências que muita gente prefere ignorar: o olhar que dura segundos demais, a aproximação silenciosa que parece acidental, mas nunca é. E, pior, as encaradas e gestos explícitos de estranhos que se sentem autorizados a invadir o nosso espaço. “A gente não consegue nem fazer coisas básicas em público sem sentir medo”, escreveu Luiza — e é impossível não concordar. Cada cena é um lembrete amargo de que o espaço público, para nós, é um campo minado onde não dá pra baixar a guarda nem por um segundo. É a sensação de nunca estar totalmente segura, relaxada, em paz. Vídeo: #repost @prefirolu
Till it happens to you, you don't know how it feels How it feels Till it happens to you, you won't know it won't be real
A unha do pé está descascando o esmalte de duas semanas atrás, tem louça suja na pia te esperando em casa pós-trabalho, não importa quão cansada você esteja, pó pra todos os lados, geladeira vazia porque você esqueceu de ir ao mercado e o jantar vai ser pipoca se depender da sua despensa? A vida real definitivamente nem sempre é como os filmes ou os posts que inundam as redes sociais. Afinal, ela é atravessada pelo trabalho, responsabilidades, afazeres domésticos, pressões, decepções e todos os outros pratos que tentamos equilibrar diariamente. Para nos lembrar que a vida não é um conto de fadas – no máximo um drama com uma pitada de romance ou comédia –, a criadora de conteúdo Bella Davis (@isabelladavis6) gravou um vídeo de uma rotina que não costumamos assistir no Instagram. Qual foi a última vez que você comparou a sua vida aos registros “perfeitos” de alguém nas redes sociais?
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