Nunca vai ser gostosinho. Não vai ser como um mergulho em piscina de bolinhas. Nem sessão de cinema do filme tão aguardado com balde de pipoca. Ou cerveja gelada com os amigos num dia de verão. A palavra DIFÍCIL no conceito de uma conversa difícil não vem do nada. Se é difícil é porque a gente não está falando daquele papo de elevador sobre como está quente hoje. Nem sobre aquela conversa da última temporada da série preferida do Netflix. Nem sobre a fofoca do que o primo Carlos fez na festa da tia Zuleide. Se é difícil, é porque envolvem temas delicados. É porque estamos conversando com gente que nos importa – e queremos a certeza de que vai ficar tudo bem. É porque as opiniões se mostram diferentes, e com isso nasce preocupação com a reação da outra parte. E com o rumo e as consequências da tal conversa. Então, se o frio na barriga é inevitável, lidemos com ele! Já que ignorar ou evitar o desconforto significa só postergar e escalar o transtorno no futuro. E transformar ele em palavras mais feias. Reconheçamos o tal desconforto como a natureza da conversa difícil. E respiremos no desconforto. Quem sabe assim, fica mais fácil... >>> E lembrete importante! Tem turma nova do Conversas Corajosas nos dias 09 e 10/marco! Vem junto! As informações todas estão na bio.
Sabe quando, em uma conversa, você se percebe defendendo a sua ideia com unhas e dentes? Agarrado à sua opinião, rígido, lutando ferozmente pelo seu ponto de vista? Em que você responde com prontidão a tudo o que os outros trazem como errado ou pequeno? Então, ótimo momento para... se auto-trucar e duvidar de você mesmo! Afinal, bem tênue o limite em que a nossa convicção se transforma em puro apego! Em que, dominado pelo ego, o medo de perder nos faz reagir com nosso pior comportamento em uma discussão. Fazer boas perguntas para si mesmo, quem sabe te ajudem a sair desse lugar estanque e inflexível: Por que será que estou tão apegado a essa opinião? O que eu perderia se mudasse de opinião agora? Há algo que a outra pessoa disse que eu ainda não entendi completamente? Estou evitando mudar de opinião por medo de parecer fraco ou indeciso? Quais são as consequências de não ceder? O que eu poderia aprender com essa pessoa, se fosse mais aberto? E lembre-se sempre: caso se permita escutar e compreender o outro de verdade, você sempre poderá seguir sendo de sua mesma opinião! Ou, quem sabe, também experimentar a delícia que é deixar-se atravessar pelos argumentos do outro e mudar de ideia! #conversascorajosas
Outro dia me vi bem encafifado. Já esperando há quase 40 minutos por um amigo que ia me encontrar bem cedo, recebo um WhatsApp: “Tô indo agora. Meu despertador que não tocou!”. Fiquei pensando como é mais fácil culpar o celular do que mandar um “Tava tão exausto ontem que esqueci de colocar o despertador. Desculpa!”. Parece só uma escolha de palavras, mas diz muito sobre como a gente se coloca no mundo — e nas relações. Fiquei brabo, mas parei para pensar que bobeou eu, saindo atrasado, com cabelo bagunçado e escovando o dente no carro, puto comigo mesmo pelo vacilo, iria agir igual. Temos todos uma certa tendência a colocar o erro fora de nós: no trânsito, no acaso, no outro. Afinal, em pleno 2025, com celular na nossa cabeceira praticamente beijando nossa orelha… por que será que ele ainda caiu nessa de culpar o despertador que “não tocou”? Refleti que a gente aprende desde cedo que errar pode gerar punição ou rejeição. Aprendemos a buscar culpados. Nos ensinaram direitinho a parecer fortes e infalíveis. E deslocar quase que automaticamente a responsabilidade acaba virando uma defesa — inclusive do nosso próprio ego, que tenta proteger a nossa autoimagem a todo custo. Se admitir erro pode ativar sentimentos de culpa, vergonha e inadequação; projetar a falha no exterior (“foi o despertador!”) vira um escudo. Só que olha o contrassenso: é essa proteção do ego — e não o erro em si — o que mais nos afasta. Quando a gente tira a culpa do acaso e se implica, algo muda. Com vulnerabilidade, o diálogo aprofunda. O outro se sente considerado. E a gente, mais inteiro. Afinal, assumir responsabilidade não é se culpar — é se implicar. É dizer: “- Eu vejo o que aconteceu! E me vejo nisso!”. Trocar a desculpa automática pela verdade simples — “me confundi”, “não priorizei”, “tava exausto” — não nos diminui. Pelo contrário: Humaniza. Mostra maturidade. Aproxima. E, num tempo de culpas jogadas pra todo lado, é um ato de coragem — e de conexão! #conversascorajosas #autoimplicação #dialogo
Quantas conversas você evita por medo de estragar a relação? E se a gente te disser que quando temos Conversas Corajosas o que acontece é o contrário: criam-se relações mais fortes e autênticas! Inscrições abertas para nova turma do CONVERSAS CORAJOSAS ONLINE iniciando dia 18 de setembro. E no vídeo, com a palavra os participantes da nossa última turma! Se você tem vontade de investigar a si mesmo e se desenvolver na arte do diálogo, vem junto! E que as conversas que precisam acontecer, aconteçam! O link com todas as informações + inscrições está na bio. #dialogo #conversascorajosas #comunicacaonaoviolenta #autodesenvolvimento
“- Precisamos achar o caminho do meio!”. “- Vamos chegar a um meio termo!”. Temos percebido que, para dar conta dos conflitos, parece que o único sinônimo de sucesso é conseguir traçar o caminho dourado até a tal “solução intermediária”. Eu abro mão um pouco, você abre mão outro tanto e magicamente nos encontramos lá no meio. Mas será? Toda divergência deve ser resolvida com uma solução que contemple “metade do que eu quero e metade do que você quer”? Se eu quero passar férias em Santos e você no Rio de Janeiro, então devemos viajar para Parati? Se eu quero comprar 10 ovos e você nenhum, tudo resolvido se a gente comprar 5? Eu sei, os exemplos podem parecer um tanto esdrúxulos. Para colocar tinta forte nisso que temos percebido: as pessoas entendem esse “lugar mágico do meio” como o caminho único e correto para a resolução de problemas. E a gente aqui entende diferente! Entendemos que conciliar posições divergentes e chegar a uma solução genuína é um caminho que pode ser árduo e não deve ser descuidado! É perigoso entender que a solução deve se basear em concessões rápidas... Em algumas situações, as diferenças entre as partes são fundamentais e não podem ser conciliadas de forma fácil, negligenciando as necessidades e os valores dos envolvidos. Além disso, tão importante entender que a solução pode não estar no “meio”! Se eu quero A e você quer B, talvez metade de A e metade de B seja uma solução meio ornitorrinco. Um bicho estranho que tem bico de pato… mas é um mamífero! Ao invés disso, se realmente dialogamos e permitimos que as nossas ideias se friccionem, pode ser que novos pensamentos emerjam! Pode ser que ao te escutar, eu abra mão e entenda que o melhor caminho é mesmo o B! Ou você entenda que é realmente A! Ou melhor, que encontremos juntos alternativas criativas e nada convencionais em que os interesses de ambos os lados possam ser atendidos! Quem sabe a melhor opção não seja nem A nem B… mas C! Ou alfa! Caminhos que não estavam sequer sendo percebidos antes da nossa conversa começar. Vamos então explorar tudo aquilo que é possível existir entre e além ao que eu quero e ao que você quer? #conversascorajosas
Nunca vai ser gostosinho. Não vai ser como um mergulho em piscina de bolinhas. Nem sessão de cinema do filme tão aguardado com balde de pipoca. Ou cerveja gelada com os amigos num dia de verão. A palavra DIFÍCIL no conceito de uma conversa difícil não vem do nada. Se é difícil é porque a gente não está falando daquele papo de elevador sobre como está quente hoje. Nem sobre aquela conversa da última temporada da série preferida do Netflix. Nem sobre a fofoca do que o primo Carlos fez na festa da tia Zuleide. Se é difícil, é porque envolvem temas delicados. É porque estamos conversando com gente que nos importa – e queremos a certeza de que vai ficar tudo bem. É porque as opiniões se mostram diferentes, e com isso nasce preocupação com a reação da outra parte. E com o rumo e as consequências da tal conversa. Então, se o frio na barriga é inevitável, lidemos com ele! Já que ignorar ou evitar o desconforto significa só postergar e escalar o transtorno no futuro. E transformar ele em palavras mais feias. Reconheçamos o tal desconforto como a natureza da conversa difícil. E respiremos no desconforto. Quem sabe assim, fica mais fácil... >>> E lembrete importante! Tem turma nova do Conversas Corajosas nos dias 09 e 10/marco! Vem junto! As informações todas estão na bio.
Sabe quando, em uma conversa, você se percebe defendendo a sua ideia com unhas e dentes? Agarrado à sua opinião, rígido, lutando ferozmente pelo seu ponto de vista? Em que você responde com prontidão a tudo o que os outros trazem como errado ou pequeno? Então, ótimo momento para... se auto-trucar e duvidar de você mesmo! Afinal, bem tênue o limite em que a nossa convicção se transforma em puro apego! Em que, dominado pelo ego, o medo de perder nos faz reagir com nosso pior comportamento em uma discussão. Fazer boas perguntas para si mesmo, quem sabe te ajudem a sair desse lugar estanque e inflexível: Por que será que estou tão apegado a essa opinião? O que eu perderia se mudasse de opinião agora? Há algo que a outra pessoa disse que eu ainda não entendi completamente? Estou evitando mudar de opinião por medo de parecer fraco ou indeciso? Quais são as consequências de não ceder? O que eu poderia aprender com essa pessoa, se fosse mais aberto? E lembre-se sempre: caso se permita escutar e compreender o outro de verdade, você sempre poderá seguir sendo de sua mesma opinião! Ou, quem sabe, também experimentar a delícia que é deixar-se atravessar pelos argumentos do outro e mudar de ideia! #conversascorajosas
Outro dia me vi bem encafifado. Já esperando há quase 40 minutos por um amigo que ia me encontrar bem cedo, recebo um WhatsApp: “Tô indo agora. Meu despertador que não tocou!”. Fiquei pensando como é mais fácil culpar o celular do que mandar um “Tava tão exausto ontem que esqueci de colocar o despertador. Desculpa!”. Parece só uma escolha de palavras, mas diz muito sobre como a gente se coloca no mundo — e nas relações. Fiquei brabo, mas parei para pensar que bobeou eu, saindo atrasado, com cabelo bagunçado e escovando o dente no carro, puto comigo mesmo pelo vacilo, iria agir igual. Temos todos uma certa tendência a colocar o erro fora de nós: no trânsito, no acaso, no outro. Afinal, em pleno 2025, com celular na nossa cabeceira praticamente beijando nossa orelha… por que será que ele ainda caiu nessa de culpar o despertador que “não tocou”? Refleti que a gente aprende desde cedo que errar pode gerar punição ou rejeição. Aprendemos a buscar culpados. Nos ensinaram direitinho a parecer fortes e infalíveis. E deslocar quase que automaticamente a responsabilidade acaba virando uma defesa — inclusive do nosso próprio ego, que tenta proteger a nossa autoimagem a todo custo. Se admitir erro pode ativar sentimentos de culpa, vergonha e inadequação; projetar a falha no exterior (“foi o despertador!”) vira um escudo. Só que olha o contrassenso: é essa proteção do ego — e não o erro em si — o que mais nos afasta. Quando a gente tira a culpa do acaso e se implica, algo muda. Com vulnerabilidade, o diálogo aprofunda. O outro se sente considerado. E a gente, mais inteiro. Afinal, assumir responsabilidade não é se culpar — é se implicar. É dizer: “- Eu vejo o que aconteceu! E me vejo nisso!”. Trocar a desculpa automática pela verdade simples — “me confundi”, “não priorizei”, “tava exausto” — não nos diminui. Pelo contrário: Humaniza. Mostra maturidade. Aproxima. E, num tempo de culpas jogadas pra todo lado, é um ato de coragem — e de conexão! #conversascorajosas #autoimplicação #dialogo
Quantas conversas você evita por medo de estragar a relação? E se a gente te disser que quando temos Conversas Corajosas o que acontece é o contrário: criam-se relações mais fortes e autênticas! Inscrições abertas para nova turma do CONVERSAS CORAJOSAS ONLINE iniciando dia 18 de setembro. E no vídeo, com a palavra os participantes da nossa última turma! Se você tem vontade de investigar a si mesmo e se desenvolver na arte do diálogo, vem junto! E que as conversas que precisam acontecer, aconteçam! O link com todas as informações + inscrições está na bio. #dialogo #conversascorajosas #comunicacaonaoviolenta #autodesenvolvimento
“- Precisamos achar o caminho do meio!”. “- Vamos chegar a um meio termo!”. Temos percebido que, para dar conta dos conflitos, parece que o único sinônimo de sucesso é conseguir traçar o caminho dourado até a tal “solução intermediária”. Eu abro mão um pouco, você abre mão outro tanto e magicamente nos encontramos lá no meio. Mas será? Toda divergência deve ser resolvida com uma solução que contemple “metade do que eu quero e metade do que você quer”? Se eu quero passar férias em Santos e você no Rio de Janeiro, então devemos viajar para Parati? Se eu quero comprar 10 ovos e você nenhum, tudo resolvido se a gente comprar 5? Eu sei, os exemplos podem parecer um tanto esdrúxulos. Para colocar tinta forte nisso que temos percebido: as pessoas entendem esse “lugar mágico do meio” como o caminho único e correto para a resolução de problemas. E a gente aqui entende diferente! Entendemos que conciliar posições divergentes e chegar a uma solução genuína é um caminho que pode ser árduo e não deve ser descuidado! É perigoso entender que a solução deve se basear em concessões rápidas... Em algumas situações, as diferenças entre as partes são fundamentais e não podem ser conciliadas de forma fácil, negligenciando as necessidades e os valores dos envolvidos. Além disso, tão importante entender que a solução pode não estar no “meio”! Se eu quero A e você quer B, talvez metade de A e metade de B seja uma solução meio ornitorrinco. Um bicho estranho que tem bico de pato… mas é um mamífero! Ao invés disso, se realmente dialogamos e permitimos que as nossas ideias se friccionem, pode ser que novos pensamentos emerjam! Pode ser que ao te escutar, eu abra mão e entenda que o melhor caminho é mesmo o B! Ou você entenda que é realmente A! Ou melhor, que encontremos juntos alternativas criativas e nada convencionais em que os interesses de ambos os lados possam ser atendidos! Quem sabe a melhor opção não seja nem A nem B… mas C! Ou alfa! Caminhos que não estavam sequer sendo percebidos antes da nossa conversa começar. Vamos então explorar tudo aquilo que é possível existir entre e além ao que eu quero e ao que você quer? #conversascorajosas
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