@manualdalongevidade
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Médico Geriatra CRM-PR 32124 RQE 25768 Guio para uma vida longeva e de qualidade Consultas presenciais e on-line acesse o site 👇
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Ele tá sentado na sala da casa onde mora há 40 anos. Mas não reconhece mais. E todo dia, às vezes várias vezes por dia, pede pra ir embora. A esposa chegou no meu consultório destruída: “Doutor, ele não me quer mais? Ele não quer mais ficar comigo?” E eu precisei explicar uma coisa que mudou tudo pra ela. Quando alguém com Alzheimer pede pra “ir pra casa”, quase nunca tá falando de um lugar físico. Tá pedindo um sentimento. A “casa” que ele procura é a época em que o mundo fazia sentido. Em que ele sabia quem era, onde estava, o que viria depois. É a casa da infância, a segurança da rotina, o tempo em que ele não se sentia perdido. Ele não quer uma parede. Quer pertencimento. E o erro mais natural do mundo é tentar convencer com lógica. “Amor, você tá em casa. Olha a nossa sala.” Mas isso não funciona. Porque o cérebro dele não processa mais essa informação. Ele só sente que está num lugar estranho — e ninguém tá entendendo o desespero dele. O que funciona é entrar no mundo dele. “Me conta da sua casa. Como era lá?” Deixa ele falar. Deixa a memória afetiva trabalhar. E fica ao lado, com calma. Porque o que ele realmente precisa não é chegar em casa. É se sentir em casa. E muitas vezes a única coisa capaz de fazer isso é a presença de alguém que transmita segurança. Quando eu expliquei isso pra esposa dele, ela chorou. Mas de alívio. Porque entendeu que o marido não tava rejeitando ela. Tava perdido. E que ela, sem saber, já era o pedaço de casa que ele ainda conseguia sentir. Se você conhece alguém que ouve esse pedido todo dia e não sabe o que responder, manda esse vídeo. Às vezes uma explicação muda a forma como a pessoa cuida — e a forma como ela se sente cuidando. Dr. Alexandre Casco Pietsch Médico Geriatra CRM-PR 32124 RQE 25768 💜 Salva esse post. No dia que ele pedir pra ir embora, volta aqui.
⚠️ Atenção ao uso de medicamentos! ⚠️ Você sabia que o Dorflex, um medicamento comum para alívio de dores musculares, contém Orfenadrina, um componente potencialmente inapropriado para uso por idosos? Segundo os Critérios de Beers, essa substância pode aumentar o risco de efeitos colaterais como confusão mental, boca seca, prisão de ventre e até quedas. Se você tem mais de 60 anos ou cuida de alguém nessa faixa etária, converse com seu médico sobre alternativas mais seguras para o tratamento da dor. Fonte: Sociedade Americana de Geriatria. Critérios Beers atualizados de 2023 para o uso potencialmente inapropriado de medicamentos em adultos mais velhos. J Am Geriatr Soc. 2023 Jul;71(7):2052-2081. doi: 10.1111/jgs.18372. Dr. Alexandre Casco Pietsch Médico Geriatra CRM-PR 32124 RQE 25768 Você já teve algum efeito colateral ao usar Dorflex? Conta nos comentários.
Dorflex não é remédio para idoso. Quando uma pessoa idosa vai na farmácia e pede um Dorflex, ela está correndo o risco de ter uma fratura de fêmur. Lá na composição do Dorflex está incluído um relaxante muscular considerado inapropriado para uso por pessoas mais velhas, a órfã nadrena. Esse relaxante tem um efeito direto
💉 Vacinação contra Herpes Zoster reduz risco de Alzheimer Um novo estudo publicado na Nature Medicine revelou achados promissores sobre a vacina recombinante contra herpes zoster e sua relação com a redução do risco de demência, incluindo Alzheimer. Aqui estão os detalhes mais relevantes: 🔹 Redução no risco de demência: O estudo mostra que aqueles que receberam a vacina recombinante têm 20% mais tempo livre de diagnóstico de demência nos seis anos seguintes à vacinação. Isso se traduz em 164 dias adicionais sem diagnóstico de demência para os afetados. 🔹 Benefício por gênero: O efeito foi mais pronunciado em mulheres, que viveram, em média, 222 dias a mais sem diagnóstico de demência após a vacinação, enquanto para os homens o ganho foi de 122 dias. 🔹 Mecanismo de proteção: Uma possível explicação para esse efeito é que a vacina protege contra a reativação do vírus herpes, que tem sido associado a processos inflamatórios e danos no cérebro, fatores que podem aumentar o risco de demência. Esses resultados são encorajadores e sugerem que a vacina recombinante contra herpes zoster pode oferecer uma proteção adicional para a saúde cognitiva à medida que envelhecemos. Dr. Alexandre Casco Pietsch Médico Geriatra CRM-PR 32124 RQE 25768 É uma boa ideia compartilhar esse conteúdo com seus amigos e familiares.
“Mãe! Mãe!” Ele tem 78 anos. A mãe morreu há 40. E a família, sem saber o que fazer, diz: “Pai, sua mãe já faleceu.” Eu preciso te explicar o que acontece quando você faz isso. O Alzheimer apagou a memória da morte. Pra ele, a mãe é viva. Quando você conta que morreu, ele não recebe como algo que já sabia e esqueceu. Recebe como notícia. O luto começa do zero. Desespero, choro, dor — como se fosse agora. E vinte minutos depois ele esquece que você contou. E chama de novo. E se corrigem de novo, ele perde a mãe de novo. Mas tem uma camada mais profunda que muda tudo. Quando ele chama pela mãe, não tá pedindo pela pessoa. Tá pedindo pelo que ela representava: a sensação de que alguém maior está ali e tudo vai ficar bem. É o pedido mais primitivo do ser humano — o mesmo de uma criança assustada no escuro. O cérebro dele voltou pra uma época em que o mundo era grande demais e a mãe era a resposta. Ele não precisa da mãe. Precisa do que a mãe fazia ele sentir. Segura a mão dele. Fala baixo. “Eu tô aqui. Pode ficar tranquilo.” Esse sentimento, qualquer pessoa com amor pode oferecer. Manda pra quem vive isso. Uma explicação pode evitar um luto repetido. 💜 Dr Alexandre Casco Pietsch Médico Geriatra CRM-PR 32124 RQE 25768
ATENÇÃO AOS ANTIGRIPAIS APÓS OS 60! 🚫 Muitos antigripais vendidos livremente, como Decongex, Resfenol e Naldecon, contêm um princípio ativo chamado fenilefrina. A fenilefrina é uma substância que provoca a vasoconstrição, ou seja, faz suas artérias se contraírem. Isso pode até aliviar a congestão nasal, mas o custo é alto: aumento da pressão arterial, aceleração dos batimentos, risco de arritmias e, em casos mais graves, até infarto ou AVC. 🔍 E atenção: A American Geriatrics Society, através dos Critérios de Beers, classifica medicamentos como descongestionantes adrenérgicos (fenilefrina, pseudoefedrina, nafazolina, oximetazolina) como potencialmente inapropriados para idosos, devido aos efeitos colaterais cardiovasculares e risco de complicações. Inclusive, a própria FDA (agência reguladora dos EUA) está em processo de retirar a fenilefrina oral do mercado americano, pois ficou comprovado que ela não tem eficácia relevante como descongestionante — ou seja, além de trazer risco, nem funciona tão bem quanto as pessoas pensam. ✅ Gripe e resfriado têm tratamento, mas existem opções mais seguras e eficazes. Sempre busque orientação médica. 🔗 Fontes: * American Geriatrics Society Beers Criteria (2023) * FDA Advisory Committee Meeting — Phenylephrine (2023-2025) 💬 Já sabia disso? Comenta aqui! Compartilha esse post com quem precisa saber. Isso pode proteger vidas!
Ele tá sentado na sala da casa onde mora há 40 anos. Mas não reconhece mais. E todo dia, às vezes várias vezes por dia, pede pra ir embora. A esposa chegou no meu consultório destruída: “Doutor, ele não me quer mais? Ele não quer mais ficar comigo?” E eu precisei explicar uma coisa que mudou tudo pra ela. Quando alguém com Alzheimer pede pra “ir pra casa”, quase nunca tá falando de um lugar físico. Tá pedindo um sentimento. A “casa” que ele procura é a época em que o mundo fazia sentido. Em que ele sabia quem era, onde estava, o que viria depois. É a casa da infância, a segurança da rotina, o tempo em que ele não se sentia perdido. Ele não quer uma parede. Quer pertencimento. E o erro mais natural do mundo é tentar convencer com lógica. “Amor, você tá em casa. Olha a nossa sala.” Mas isso não funciona. Porque o cérebro dele não processa mais essa informação. Ele só sente que está num lugar estranho — e ninguém tá entendendo o desespero dele. O que funciona é entrar no mundo dele. “Me conta da sua casa. Como era lá?” Deixa ele falar. Deixa a memória afetiva trabalhar. E fica ao lado, com calma. Porque o que ele realmente precisa não é chegar em casa. É se sentir em casa. E muitas vezes a única coisa capaz de fazer isso é a presença de alguém que transmita segurança. Quando eu expliquei isso pra esposa dele, ela chorou. Mas de alívio. Porque entendeu que o marido não tava rejeitando ela. Tava perdido. E que ela, sem saber, já era o pedaço de casa que ele ainda conseguia sentir. Se você conhece alguém que ouve esse pedido todo dia e não sabe o que responder, manda esse vídeo. Às vezes uma explicação muda a forma como a pessoa cuida — e a forma como ela se sente cuidando. Dr. Alexandre Casco Pietsch Médico Geriatra CRM-PR 32124 RQE 25768 💜 Salva esse post. No dia que ele pedir pra ir embora, volta aqui.
⚠️ Atenção ao uso de medicamentos! ⚠️ Você sabia que o Dorflex, um medicamento comum para alívio de dores musculares, contém Orfenadrina, um componente potencialmente inapropriado para uso por idosos? Segundo os Critérios de Beers, essa substância pode aumentar o risco de efeitos colaterais como confusão mental, boca seca, prisão de ventre e até quedas. Se você tem mais de 60 anos ou cuida de alguém nessa faixa etária, converse com seu médico sobre alternativas mais seguras para o tratamento da dor. Fonte: Sociedade Americana de Geriatria. Critérios Beers atualizados de 2023 para o uso potencialmente inapropriado de medicamentos em adultos mais velhos. J Am Geriatr Soc. 2023 Jul;71(7):2052-2081. doi: 10.1111/jgs.18372. Dr. Alexandre Casco Pietsch Médico Geriatra CRM-PR 32124 RQE 25768 Você já teve algum efeito colateral ao usar Dorflex? Conta nos comentários.
Dorflex não é remédio para idoso. Quando uma pessoa idosa vai na farmácia e pede um Dorflex, ela está correndo o risco de ter uma fratura de fêmur. Lá na composição do Dorflex está incluído um relaxante muscular considerado inapropriado para uso por pessoas mais velhas, a órfã nadrena. Esse relaxante tem um efeito direto
💉 Vacinação contra Herpes Zoster reduz risco de Alzheimer Um novo estudo publicado na Nature Medicine revelou achados promissores sobre a vacina recombinante contra herpes zoster e sua relação com a redução do risco de demência, incluindo Alzheimer. Aqui estão os detalhes mais relevantes: 🔹 Redução no risco de demência: O estudo mostra que aqueles que receberam a vacina recombinante têm 20% mais tempo livre de diagnóstico de demência nos seis anos seguintes à vacinação. Isso se traduz em 164 dias adicionais sem diagnóstico de demência para os afetados. 🔹 Benefício por gênero: O efeito foi mais pronunciado em mulheres, que viveram, em média, 222 dias a mais sem diagnóstico de demência após a vacinação, enquanto para os homens o ganho foi de 122 dias. 🔹 Mecanismo de proteção: Uma possível explicação para esse efeito é que a vacina protege contra a reativação do vírus herpes, que tem sido associado a processos inflamatórios e danos no cérebro, fatores que podem aumentar o risco de demência. Esses resultados são encorajadores e sugerem que a vacina recombinante contra herpes zoster pode oferecer uma proteção adicional para a saúde cognitiva à medida que envelhecemos. Dr. Alexandre Casco Pietsch Médico Geriatra CRM-PR 32124 RQE 25768 É uma boa ideia compartilhar esse conteúdo com seus amigos e familiares.
“Mãe! Mãe!” Ele tem 78 anos. A mãe morreu há 40. E a família, sem saber o que fazer, diz: “Pai, sua mãe já faleceu.” Eu preciso te explicar o que acontece quando você faz isso. O Alzheimer apagou a memória da morte. Pra ele, a mãe é viva. Quando você conta que morreu, ele não recebe como algo que já sabia e esqueceu. Recebe como notícia. O luto começa do zero. Desespero, choro, dor — como se fosse agora. E vinte minutos depois ele esquece que você contou. E chama de novo. E se corrigem de novo, ele perde a mãe de novo. Mas tem uma camada mais profunda que muda tudo. Quando ele chama pela mãe, não tá pedindo pela pessoa. Tá pedindo pelo que ela representava: a sensação de que alguém maior está ali e tudo vai ficar bem. É o pedido mais primitivo do ser humano — o mesmo de uma criança assustada no escuro. O cérebro dele voltou pra uma época em que o mundo era grande demais e a mãe era a resposta. Ele não precisa da mãe. Precisa do que a mãe fazia ele sentir. Segura a mão dele. Fala baixo. “Eu tô aqui. Pode ficar tranquilo.” Esse sentimento, qualquer pessoa com amor pode oferecer. Manda pra quem vive isso. Uma explicação pode evitar um luto repetido. 💜 Dr Alexandre Casco Pietsch Médico Geriatra CRM-PR 32124 RQE 25768
ATENÇÃO AOS ANTIGRIPAIS APÓS OS 60! 🚫 Muitos antigripais vendidos livremente, como Decongex, Resfenol e Naldecon, contêm um princípio ativo chamado fenilefrina. A fenilefrina é uma substância que provoca a vasoconstrição, ou seja, faz suas artérias se contraírem. Isso pode até aliviar a congestão nasal, mas o custo é alto: aumento da pressão arterial, aceleração dos batimentos, risco de arritmias e, em casos mais graves, até infarto ou AVC. 🔍 E atenção: A American Geriatrics Society, através dos Critérios de Beers, classifica medicamentos como descongestionantes adrenérgicos (fenilefrina, pseudoefedrina, nafazolina, oximetazolina) como potencialmente inapropriados para idosos, devido aos efeitos colaterais cardiovasculares e risco de complicações. Inclusive, a própria FDA (agência reguladora dos EUA) está em processo de retirar a fenilefrina oral do mercado americano, pois ficou comprovado que ela não tem eficácia relevante como descongestionante — ou seja, além de trazer risco, nem funciona tão bem quanto as pessoas pensam. ✅ Gripe e resfriado têm tratamento, mas existem opções mais seguras e eficazes. Sempre busque orientação médica. 🔗 Fontes: * American Geriatrics Society Beers Criteria (2023) * FDA Advisory Committee Meeting — Phenylephrine (2023-2025) 💬 Já sabia disso? Comenta aqui! Compartilha esse post com quem precisa saber. Isso pode proteger vidas!
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