@dr.thiagocastro
2.6Kposts
1.6Mfollowers
13following
🩺| CRM/PR 42029 RQE 25362 🧠| Autismo Baseado em Evidências. 🧩| Marido da Gabi e pai de 3. 👇🏻| Cursos, palestras, GC e suporte ↓
O uso de telas de forma precoce, intensa com conteúdo pouco selecionados, literalmente lesam o cérebro da criança. Você já percebeu esse comportamento do seu filho? Quando está sem telas ele é uma criança que está sempre na busca dela?! Já percebeu as telas atrasando a fala? Compartilhe esse vídeo com que sempre fica oferecendo o celular para seu filho. E se prepare para 12º JCA nos dias 07,08 e 09 de junho. Será uma formação totalmente gratuita.
Por que crianças autistas têm tanta dificuldade com o “não”? Uma das situações mais desafiadoras para famílias e profissionais que convivem com crianças autistas é a reação desproporcional quando recebem um “não” — seja para negar um pedido, interromper uma atividade ou estabelecer um limite. Mas por que isso acontece? Alterações na flexibilidade cognitiva Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam maior rigidez comportamental e dificuldades com flexibilidade cognitiva — a capacidade de lidar com mudanças, imprevistos ou regras que variam (Geurts, Corbett, & Solomon, 2009). O “não” muitas vezes representa uma quebra de expectativa, gerando frustração intensa. Dificuldades na autorregulação emocional Estudos apontam que crianças autistas possuem déficits importantes na autorregulação emocional (Mazefsky et al., 2013). Assim, emoções como raiva, tristeza ou frustração podem ser expressas de forma mais explosiva ou desproporcional frente a uma negativa. Compreensão literal da linguagem Muitas crianças autistas interpretam a linguagem de forma mais concreta. Um “não” sem uma explicação clara ou alternativa pode soar abrupto e difícil de entender, gerando insegurança (Tager-Flusberg et al., 2005). Histórico de reforçamento de comportamentos desafiadores Em alguns casos, comportamentos desafiadores frente ao “não” acabam sendo reforçados inadvertidamente: o adulto cede, a criança aprende que reagir com crise pode resultar em conseguir o que queria (Carr et al., 1994). Isso fortalece o ciclo de comportamento desafiador. O que fazer? ✅ Antecipar mudanças e preparar a criança; ✅ Usar linguagem visual e concreta; ✅ Oferecer alternativas quando possível (“não isso, mas podemos fazer aquilo”); ✅ Trabalhar com estratégias de promoção da tolerância à frustração e flexibilidade; ✅ Evitar reforçar crises, mantendo consistência. A dificuldade com o “não” não é “birra”. É uma manifestação das alterações cognitivas e emocionais típicas do autismo. Com compreensão, estratégias adequadas e consistência, é possível ajudar a criança a lidar melhor com essas situações.
O autismo não nasceu hoje. Durante décadas, pessoas com autismo foram silenciadas, escondidas, torturadas. Trancadas em hospitais como o Juqueri, sem diagnóstico, sem nome, sem chance. Hoje, não há mais camisas de força. Mas ainda existem piadas. Julgamentos. Capacitismo disfarçado de opinião. Forte né?
Ontem, o Brasil assinou um decreto que pode arrancar o chão de milhares de famílias. O Decreto 12.686, da nova Política Nacional de Educação Inclusiva, foi apresentado como avanço. Mas quem vive na pele a realidade da deficiência sabe: ele pode ser o fim silencioso das escolas especializadas. Sabe aquela escola que acolhe crianças com deficiência intelectual severa? Aquela que tem turmas pequenas, profissionais capacitados, estrutura pensada para quem precisa de apoio concreto? Esse decreto rebaixa tudo isso. Retira a obrigatoriedade do tempo mínimo de atendimento especializado. Dá liberdade para que municípios ofereçam 30, 40 ou até 15 minutos semanais, e chamem isso de inclusão. E mais grave: pode forçar crianças com autismo severo, com síndromes genéticas complexas, com múltiplas deficiências, a deixarem o único lugar onde progrediam. Para serem colocadas em salas regulares, sem suporte, sem preparo, sem respaldo. A escola regular, sem equipe adequada, vira cenário de regressão. De crise. De exclusão dentro da inclusão. Estudos como os de Neihart et al. (2016) já mostraram: quando não há suporte específico, o resultado é sofrimento emocional, queda de desempenho e evasão. Isso não é inclusão. Isso é invisibilizar quem mais precisa. Orgulho de servir, ser padrinho e continuar lutando pelas APAEs
E foi assim que um decreto assinado no dia de ontem, dia 20 de outubro, pode literalmente acabar com as rapazes. Você já deve entender o papel fundamental da escola especializada. Aquelas crianças com mais dificuldades de adaptabilidade, aquelas crianças com grandes alterações genéticas, deficiência intelectual
Andar nas pontas dos pés ou chacoalhar as mãos, é sempre sinal de autismo? Siga @dr.thiagocastro #autismo #pontadopé #mãos
O uso de telas de forma precoce, intensa com conteúdo pouco selecionados, literalmente lesam o cérebro da criança. Você já percebeu esse comportamento do seu filho? Quando está sem telas ele é uma criança que está sempre na busca dela?! Já percebeu as telas atrasando a fala? Compartilhe esse vídeo com que sempre fica oferecendo o celular para seu filho. E se prepare para 12º JCA nos dias 07,08 e 09 de junho. Será uma formação totalmente gratuita.
Por que crianças autistas têm tanta dificuldade com o “não”? Uma das situações mais desafiadoras para famílias e profissionais que convivem com crianças autistas é a reação desproporcional quando recebem um “não” — seja para negar um pedido, interromper uma atividade ou estabelecer um limite. Mas por que isso acontece? Alterações na flexibilidade cognitiva Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam maior rigidez comportamental e dificuldades com flexibilidade cognitiva — a capacidade de lidar com mudanças, imprevistos ou regras que variam (Geurts, Corbett, & Solomon, 2009). O “não” muitas vezes representa uma quebra de expectativa, gerando frustração intensa. Dificuldades na autorregulação emocional Estudos apontam que crianças autistas possuem déficits importantes na autorregulação emocional (Mazefsky et al., 2013). Assim, emoções como raiva, tristeza ou frustração podem ser expressas de forma mais explosiva ou desproporcional frente a uma negativa. Compreensão literal da linguagem Muitas crianças autistas interpretam a linguagem de forma mais concreta. Um “não” sem uma explicação clara ou alternativa pode soar abrupto e difícil de entender, gerando insegurança (Tager-Flusberg et al., 2005). Histórico de reforçamento de comportamentos desafiadores Em alguns casos, comportamentos desafiadores frente ao “não” acabam sendo reforçados inadvertidamente: o adulto cede, a criança aprende que reagir com crise pode resultar em conseguir o que queria (Carr et al., 1994). Isso fortalece o ciclo de comportamento desafiador. O que fazer? ✅ Antecipar mudanças e preparar a criança; ✅ Usar linguagem visual e concreta; ✅ Oferecer alternativas quando possível (“não isso, mas podemos fazer aquilo”); ✅ Trabalhar com estratégias de promoção da tolerância à frustração e flexibilidade; ✅ Evitar reforçar crises, mantendo consistência. A dificuldade com o “não” não é “birra”. É uma manifestação das alterações cognitivas e emocionais típicas do autismo. Com compreensão, estratégias adequadas e consistência, é possível ajudar a criança a lidar melhor com essas situações.
O autismo não nasceu hoje. Durante décadas, pessoas com autismo foram silenciadas, escondidas, torturadas. Trancadas em hospitais como o Juqueri, sem diagnóstico, sem nome, sem chance. Hoje, não há mais camisas de força. Mas ainda existem piadas. Julgamentos. Capacitismo disfarçado de opinião. Forte né?
Ontem, o Brasil assinou um decreto que pode arrancar o chão de milhares de famílias. O Decreto 12.686, da nova Política Nacional de Educação Inclusiva, foi apresentado como avanço. Mas quem vive na pele a realidade da deficiência sabe: ele pode ser o fim silencioso das escolas especializadas. Sabe aquela escola que acolhe crianças com deficiência intelectual severa? Aquela que tem turmas pequenas, profissionais capacitados, estrutura pensada para quem precisa de apoio concreto? Esse decreto rebaixa tudo isso. Retira a obrigatoriedade do tempo mínimo de atendimento especializado. Dá liberdade para que municípios ofereçam 30, 40 ou até 15 minutos semanais, e chamem isso de inclusão. E mais grave: pode forçar crianças com autismo severo, com síndromes genéticas complexas, com múltiplas deficiências, a deixarem o único lugar onde progrediam. Para serem colocadas em salas regulares, sem suporte, sem preparo, sem respaldo. A escola regular, sem equipe adequada, vira cenário de regressão. De crise. De exclusão dentro da inclusão. Estudos como os de Neihart et al. (2016) já mostraram: quando não há suporte específico, o resultado é sofrimento emocional, queda de desempenho e evasão. Isso não é inclusão. Isso é invisibilizar quem mais precisa. Orgulho de servir, ser padrinho e continuar lutando pelas APAEs
E foi assim que um decreto assinado no dia de ontem, dia 20 de outubro, pode literalmente acabar com as rapazes. Você já deve entender o papel fundamental da escola especializada. Aquelas crianças com mais dificuldades de adaptabilidade, aquelas crianças com grandes alterações genéticas, deficiência intelectual
Andar nas pontas dos pés ou chacoalhar as mãos, é sempre sinal de autismo? Siga @dr.thiagocastro #autismo #pontadopé #mãos
Unlock full access to all creators
You're viewing the first 5 creators. Subscribe to see all results and access advanced filters.
Upgrade to ProThis account appears as recommended in the profiles of these creators: