@aline.provensi
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💌 Psicóloga CRP 08/23928 ✨️Neurociência com humor 🦄 TEA TDAH AH/SD 📚 Avaliação diagnóstica (link) ⏩️ Parcerias: [email protected]
Sabe quando a pessoa reage mal a um simples pedido? Isso em partes acontece quando o cérebro tem dificuldade de se adaptar a mudanças de foco, planos ou contextos inesperados, especialmente quando há estresse, fadiga ou sobrecarga sensorial. Portanto, é bastante comum no TEA e no TDAH. Receber uma instrução do nada pode gerar sensação de perda de controle, e só o esforço mental para reorganizar tudo já causa estresse. A demanda vira ameaça, e a recusa parece a única saída. Claro que é importante adaptar o ambiente — antecipar demandas e oferecer mais previsibilidade ajuda muito. Mas tão importante quanto isso é trabalhar o repertório de flexibilidade aos poucos. Isso pode incluir: • Terapias que estimulem tolerância ao erro e à frustração • Situações seguras para praticar escolha e negociação A flexibilidade é uma habilidade treinável. E quanto mais ela se desenvolve, menor o impacto das demandas imprevistas. #rigidezcognitiva #autismo #TDAH #TCC #neurociência
Planejar, adaptar, organizar, começar e terminar tarefas: tudo isso faz parte das chamadas funções executivas — um conjunto de habilidades cognitivas que ajudam o cérebro a colocar ordem no caos. Tanto pessoas com TDAH quanto com TEA tem dificuldades nessas funções. Mas aí vem o detalhe importante: mesmo que o comportamento pareça igual, as razões por trás dele são bem diferentes. No TDAH, o problema costuma estar na dificuldade de inibição: o cérebro quer fazer tudo ao mesmo tempo e acaba não fazendo nada, tudo é uma prioridade e assim é difícil de traçar um plano de ação. Já no TEA, a dificuldade vem da rigidez: se o plano do dia é interrompido, a pessoa pode travar, porque não consegue reorganizar tudo em cima da hora e adaptar o planejamento inicial. O resultado? Muitas vezes os dois acabam sem fazer nada. Mas por motivos completamente distintos. Isso mostra como o comportamento é só a pontinha do iceberg. Por trás dele, existem caminhos cerebrais diferentes, que pedem estratégias diferentes #autismo #tdah #funçõesexecutivas #neurociência #ciênciacomhumor #psicoeducacao
A sudorese excessiva é frequentemente atribuída aos antidepressivos, ocorrendo de forma mais consistente com os de ação noradrenérgica, como os SNRIs (uma das classes existentes desse medicamento). Avaliar intensidade, persistência, prejuízo funcional e o contexto clínico é fundamental antes de atribuir causalidade ao fármaco, o que é especialmente relevante durante ondas de calor. Nesse momento, o organismo já está sob maior demanda para regular a temperatura corporal. O uso de antidepressivos pode intensificar a percepção do suor ou dificultar a adaptação térmica, mesmo quando o medicamento não é a causa primária da sudorese. Por isso, monitorar aumento súbito, persistente ou desproporcional do suor, especialmente quando acompanhado de mal-estar, fadiga ou tontura, é fundamental, pois pode se tratar de uma desidratação. Hidratem-se e mantenham sempre seus médicos informados sobre isso! Referências: DOI: 10.1177/104012371302500304 DOI: 10.1002/da.22680 DOI: 10.1016/j.euroneuro.2013.05.001 #neurociência #depressão #ansiedade #ciênciacomhumor
O sistema sensorial de uma pessoa autista ou com Disfunção na Integração Sensorial (DIS) pode processar estímulos com muito mais intensidade: luzes comuns podem parecer ofuscantes, cheiros persistem por muito mais tempo, tecidos e texturas incomodam profundamente. Essas não são “manhas” ou “frescuras”, mas sinais de um cérebro que processa de modo confuso os sinais do ambiente. Entender essas reações ajuda a oferecer um ambiente mais acolhedor, respeitando as necessidades sensoriais. Acolher não significa evitar tudo, muito pelo contrário! Significa encontrar meios de adaptar, a validação é o primeiro passo para qualquer melhora. #autismo #autista #espectroautista #neurodivergencia #neurociencia #ciênciacomhumor
Em casos de alta rigidez cognitiva, como no autismo (principalmente, mas pode ocorrer com qualquer pessoa pelos mais variados motivos), pode existir uma dificuldade maior em lidar de modo flexível com informações sociais. O cérebro cria regras rígidas para as interações e que continuam intactas mesmo quando a situação muda. Esse rancor todo não tem a ver com maldade ou falta de empatia. É um mecanismo cognitivo: dificuldade em flexibilizar, reinterpretar, integrar novos dados e modificar conclusões antigas. Isso pode gerar uma série de desafios, incluindo maior frequência de conflitos sociais, medo intenso de errar (“Se eu pisar na bola, a pessoa nunca mais vai falar comigo?”) e uma extensão desnecessária do sofrimento. A boa notícia é que a flexibilidade cognitiva pode ser treinada ✨️ e é uma habilidade fundamental pra nossa regulação emocional e para construirmos relacionamentos saudáveis. E não se engane... aceitar tudo o que os outros fazem e desconsiderar nosso incômodo com as atitudes das outras pessoas para “ficar tudo bem” não é ser flexível, tá? 😅 #autismo #psicologia #neurociência
Sabe quando a pessoa reage mal a um simples pedido? Isso em partes acontece quando o cérebro tem dificuldade de se adaptar a mudanças de foco, planos ou contextos inesperados, especialmente quando há estresse, fadiga ou sobrecarga sensorial. Portanto, é bastante comum no TEA e no TDAH. Receber uma instrução do nada pode gerar sensação de perda de controle, e só o esforço mental para reorganizar tudo já causa estresse. A demanda vira ameaça, e a recusa parece a única saída. Claro que é importante adaptar o ambiente — antecipar demandas e oferecer mais previsibilidade ajuda muito. Mas tão importante quanto isso é trabalhar o repertório de flexibilidade aos poucos. Isso pode incluir: • Terapias que estimulem tolerância ao erro e à frustração • Situações seguras para praticar escolha e negociação A flexibilidade é uma habilidade treinável. E quanto mais ela se desenvolve, menor o impacto das demandas imprevistas. #rigidezcognitiva #autismo #TDAH #TCC #neurociência
Planejar, adaptar, organizar, começar e terminar tarefas: tudo isso faz parte das chamadas funções executivas — um conjunto de habilidades cognitivas que ajudam o cérebro a colocar ordem no caos. Tanto pessoas com TDAH quanto com TEA tem dificuldades nessas funções. Mas aí vem o detalhe importante: mesmo que o comportamento pareça igual, as razões por trás dele são bem diferentes. No TDAH, o problema costuma estar na dificuldade de inibição: o cérebro quer fazer tudo ao mesmo tempo e acaba não fazendo nada, tudo é uma prioridade e assim é difícil de traçar um plano de ação. Já no TEA, a dificuldade vem da rigidez: se o plano do dia é interrompido, a pessoa pode travar, porque não consegue reorganizar tudo em cima da hora e adaptar o planejamento inicial. O resultado? Muitas vezes os dois acabam sem fazer nada. Mas por motivos completamente distintos. Isso mostra como o comportamento é só a pontinha do iceberg. Por trás dele, existem caminhos cerebrais diferentes, que pedem estratégias diferentes #autismo #tdah #funçõesexecutivas #neurociência #ciênciacomhumor #psicoeducacao
A sudorese excessiva é frequentemente atribuída aos antidepressivos, ocorrendo de forma mais consistente com os de ação noradrenérgica, como os SNRIs (uma das classes existentes desse medicamento). Avaliar intensidade, persistência, prejuízo funcional e o contexto clínico é fundamental antes de atribuir causalidade ao fármaco, o que é especialmente relevante durante ondas de calor. Nesse momento, o organismo já está sob maior demanda para regular a temperatura corporal. O uso de antidepressivos pode intensificar a percepção do suor ou dificultar a adaptação térmica, mesmo quando o medicamento não é a causa primária da sudorese. Por isso, monitorar aumento súbito, persistente ou desproporcional do suor, especialmente quando acompanhado de mal-estar, fadiga ou tontura, é fundamental, pois pode se tratar de uma desidratação. Hidratem-se e mantenham sempre seus médicos informados sobre isso! Referências: DOI: 10.1177/104012371302500304 DOI: 10.1002/da.22680 DOI: 10.1016/j.euroneuro.2013.05.001 #neurociência #depressão #ansiedade #ciênciacomhumor
O sistema sensorial de uma pessoa autista ou com Disfunção na Integração Sensorial (DIS) pode processar estímulos com muito mais intensidade: luzes comuns podem parecer ofuscantes, cheiros persistem por muito mais tempo, tecidos e texturas incomodam profundamente. Essas não são “manhas” ou “frescuras”, mas sinais de um cérebro que processa de modo confuso os sinais do ambiente. Entender essas reações ajuda a oferecer um ambiente mais acolhedor, respeitando as necessidades sensoriais. Acolher não significa evitar tudo, muito pelo contrário! Significa encontrar meios de adaptar, a validação é o primeiro passo para qualquer melhora. #autismo #autista #espectroautista #neurodivergencia #neurociencia #ciênciacomhumor
Em casos de alta rigidez cognitiva, como no autismo (principalmente, mas pode ocorrer com qualquer pessoa pelos mais variados motivos), pode existir uma dificuldade maior em lidar de modo flexível com informações sociais. O cérebro cria regras rígidas para as interações e que continuam intactas mesmo quando a situação muda. Esse rancor todo não tem a ver com maldade ou falta de empatia. É um mecanismo cognitivo: dificuldade em flexibilizar, reinterpretar, integrar novos dados e modificar conclusões antigas. Isso pode gerar uma série de desafios, incluindo maior frequência de conflitos sociais, medo intenso de errar (“Se eu pisar na bola, a pessoa nunca mais vai falar comigo?”) e uma extensão desnecessária do sofrimento. A boa notícia é que a flexibilidade cognitiva pode ser treinada ✨️ e é uma habilidade fundamental pra nossa regulação emocional e para construirmos relacionamentos saudáveis. E não se engane... aceitar tudo o que os outros fazem e desconsiderar nosso incômodo com as atitudes das outras pessoas para “ficar tudo bem” não é ser flexível, tá? 😅 #autismo #psicologia #neurociência
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