Em outubro de 2012, o jovem ativista Pedro Henrique Santos Cruz estava visitando sua família em Tucano, na Bahia, quando foi abordado pela polícia. Ele foi levado para um bairro vizinho e espancado brutalmente. O jovem ouviu dos policiais: vaza, não pisa mais aqui. Mas esse rapaz, o Pedro Henrique Santos Cruz, fez o contrário: ele decidiu ficar em Tucano. E as consequências foram drásticas para todos os envolvidos. Neste episódio, a gente traz de volta a história do Pedro Henrique, que foi publicada no Rádio Novelo Apresenta um ano atrás. Essa história acaba de ganhar um dos prêmios jornalísticos mais importantes do país: o prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo e Direitos Humanos 2024. E nós queremos que mais pessoas conheçam a história do Pedro Henrique. É uma história exemplar da rotina de perseguições e violência da polícia que mais mata no Brasil. Depois da publicação dessa reportagem, Tailane Muniz continuou acompanhando o caso do Pedro Henrique. O Ministério Público da Bahia ainda não ofereceu denúncia contra ninguém pelo assassinato do Pedro. Em abril de 2024, o MP baiano informou à família que existem “indícios de participação policial, mas que seguem com as investigações”. Em paralelo, a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia fez duas visitas recentes a Tucano, a última em outubro de 2024. Depois das visitas da Corregedoria, a família do Pedro observou movimentações de intimidação por parte dos PMs, direcionadas principalmente ao pai do Pedro, o Aguiar. A Anistia Internacional Brasil disse que solicitou recentemente “proteção para o pai e a mãe do Pedro Henrique, tanto para o governo da Bahia quanto para o Ministério Público estadual”, e que espera que essa demanda seja atendida o quanto antes para “impedir mais uma violência contra defensores de direitos humanos”. Ouça o ep. “Fincar o pé” - Vencedor do Prêmio Vladimir Herzog. Está no nosso site e nos apps de áudio. (Essa história teve o apoio da Anistia Internacional, um movimento global com mais de 10 milhões de pessoas, que realiza ações e campanhas em mais de 150 países para que os direitos humanos internacionalmente reconhecidos sejam respeitados e protegidos. Saiba mais em anistia.org.br)
Em outubro de 2012, o jovem ativista Pedro Henrique Santos Cruz estava visitando sua família em Tucano, na Bahia, quando foi abordado pela polícia. Ele foi levado para um bairro vizinho e espancado brutalmente. O jovem ouviu dos policiais: vaza, não pisa mais aqui. Mas esse rapaz, o Pedro Henrique Santos Cruz, fez o contrário: ele decidiu ficar em Tucano. E as consequências foram drásticas para todos os envolvidos. Neste episódio, a gente traz de volta a história do Pedro Henrique, que foi publicada no Rádio Novelo Apresenta um ano atrás. Essa história acaba de ganhar um dos prêmios jornalísticos mais importantes do país: o prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo e Direitos Humanos 2024. E nós queremos que mais pessoas conheçam a história do Pedro Henrique. É uma história exemplar da rotina de perseguições e violência da polícia que mais mata no Brasil. Depois da publicação dessa reportagem, Tailane Muniz continuou acompanhando o caso do Pedro Henrique. O Ministério Público da Bahia ainda não ofereceu denúncia contra ninguém pelo assassinato do Pedro. Em abril de 2024, o MP baiano informou à família que existem “indícios de participação policial, mas que seguem com as investigações”. Em paralelo, a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia fez duas visitas recentes a Tucano, a última em outubro de 2024. Depois das visitas da Corregedoria, a família do Pedro observou movimentações de intimidação por parte dos PMs, direcionadas principalmente ao pai do Pedro, o Aguiar. A Anistia Internacional Brasil disse que solicitou recentemente “proteção para o pai e a mãe do Pedro Henrique, tanto para o governo da Bahia quanto para o Ministério Público estadual”, e que espera que essa demanda seja atendida o quanto antes para “impedir mais uma violência contra defensores de direitos humanos”. Ouça o ep. “Fincar o pé” - Vencedor do Prêmio Vladimir Herzog. Está no nosso site e nos apps de áudio. (Essa história teve o apoio da Anistia Internacional, um movimento global com mais de 10 milhões de pessoas, que realiza ações e campanhas em mais de 150 países para que os direitos humanos internacionalmente reconhecidos sejam respeitados e protegidos. Saiba mais em anistia.org.br)
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