@nutrimatheussilvestre
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Sal integral refere-se ao sal não refinado, que mantém minerais naturais (como magnésio, cálcio, potássio e traços de outros elementos). O sal de cozinha é refinado, composto quase exclusivamente por cloreto de sódio (NaCl), frequentemente iodado para prevenção de deficiência de iodo. Do ponto de vista de saúde, o consumo excessivo de qualquer tipo de sal está associado ao aumento da pressão arterial e maior risco de doenças cardiovasculares, conforme demonstrado pela literatura. A resposta ao sal é heterogênea, com o conceito de sensibilidade ao sal sendo fundamental: indivíduos sensíveis apresentam maior elevação da pressão arterial com o aumento da ingestão de sódio, enquanto outros são mais resistentes. A popularização da adição de sal integral à água está relacionada principalmente a tendências de bem-estar e à percepção de que minerais traço presentes no sal integral (como magnésio, cálcio e potássio) poderiam trazer benefícios adicionais à saúde. Essa prática é frequentemente promovida em redes sociais sugerindo que a água com sal integral poderia melhorar hidratação, equilíbrio eletrolítico ou fornecer antioxidantes naturais. No entanto, a literatura demonstra que a quantidade desses minerais no sal integral é pequena e clinicamente irrelevante para a maioria dos indivíduos, não justificando benefícios para saúde. Não há evidências clínicas robustas de que adicionar sal integral à água traga benefícios à saúde, e o principal determinante de risco permanece sendo o consumo total de sódio, independentemente do tipo de sal utilizado.
É muito triste ver o nível a que a “nutrição” chegou. A nutrição, pelo menos nas redes sociais, virou uma verdadeira terra sem lei. Pessoas falam o que querem, sem qualquer embasamento científico, colocando a saúde de outras pessoas em risco e, mesmo assim, sem sofrer nenhum tipo de consequência. Tenho certeza de que nem o mais pessimista entre os bons nutricionistas, há 10 anos, imaginaria que hoje veríamos profissionais da área da saúde dizendo coisas como: “para se hidratar não basta beber água, é preciso beber água com sal integral”; “arroz e feijão são uma ação do governo”; “feijão é um antinutriente”; “brócolis é veneno”; “frutas e vegetais não são saudáveis”; “fibras não são necessárias”; “saudável é consumir diariamente grandes quantidades de carne vermelha gorda”. Infelizmente, esse tipo de desinformação vem sendo cada vez mais propagado. Por isso, cabe a você, bom nutricionista, bom estudante, profissional da área da saúde que se baseia em evidências, combater essas desinformações e divulgar o conteúdo de outros bons profissionais. Assim, aos poucos, talvez essa avalanche de desinformação comece a diminuir.
Para aqueles que desejam saber mais sobre o acompanhamento online, basta clicar no link da BIO que serão direcionados para o whats. No destaques aqui do feed também deixei uma explicação mais detalhada sobre como funciona para aqueles que têm interesse 💪💪
A literatura científica relata que o consumo regular de feijão está associado à diminuição do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e possivelmente câncer, além de contribuir para uma melhor qualidade nutricional da dieta. Esses benefícios são atribuídos à combinação de fibras, proteínas, micronutrientes e compostos bioativos presentes no feijão. As substâncias presentes no feijão que contribuem para sua saudabilidade incluem: Fibras: promovem saciedade, regulam o trânsito intestinal e reduzem a absorção de glicose e colesterol. Polifenóis: têm ação antioxidante, anti-inflamatória e potencial anticarcinogênico. Saponinas e taninos: auxiliam na redução do colesterol e têm efeito protetor cardiovascular. Os efeitos do consumo de feijão na saúde são amplamente documentados: - Redução do LDL, colesterol total e do risco de doenças cardiovasculares. - Melhora do controle glicêmico, devido a presença fibras e à presença de inibidores de α-amilase e α-glicosidase. - Auxílio no controle do peso corporal - Potencial efeito protetor contra alguns tipos de câncer, embora os dados sejam heterogêneos. - Melhora da ingestão de nutrientes e redução da pressão arterial sistólica.
É triste ver cada vez mais conteúdos de nutrição nesse estilo…
Sal integral refere-se ao sal não refinado, que mantém minerais naturais (como magnésio, cálcio, potássio e traços de outros elementos). O sal de cozinha é refinado, composto quase exclusivamente por cloreto de sódio (NaCl), frequentemente iodado para prevenção de deficiência de iodo. Do ponto de vista de saúde, o consumo excessivo de qualquer tipo de sal está associado ao aumento da pressão arterial e maior risco de doenças cardiovasculares, conforme demonstrado pela literatura. A resposta ao sal é heterogênea, com o conceito de sensibilidade ao sal sendo fundamental: indivíduos sensíveis apresentam maior elevação da pressão arterial com o aumento da ingestão de sódio, enquanto outros são mais resistentes. A popularização da adição de sal integral à água está relacionada principalmente a tendências de bem-estar e à percepção de que minerais traço presentes no sal integral (como magnésio, cálcio e potássio) poderiam trazer benefícios adicionais à saúde. Essa prática é frequentemente promovida em redes sociais sugerindo que a água com sal integral poderia melhorar hidratação, equilíbrio eletrolítico ou fornecer antioxidantes naturais. No entanto, a literatura demonstra que a quantidade desses minerais no sal integral é pequena e clinicamente irrelevante para a maioria dos indivíduos, não justificando benefícios para saúde. Não há evidências clínicas robustas de que adicionar sal integral à água traga benefícios à saúde, e o principal determinante de risco permanece sendo o consumo total de sódio, independentemente do tipo de sal utilizado.
É muito triste ver o nível a que a “nutrição” chegou. A nutrição, pelo menos nas redes sociais, virou uma verdadeira terra sem lei. Pessoas falam o que querem, sem qualquer embasamento científico, colocando a saúde de outras pessoas em risco e, mesmo assim, sem sofrer nenhum tipo de consequência. Tenho certeza de que nem o mais pessimista entre os bons nutricionistas, há 10 anos, imaginaria que hoje veríamos profissionais da área da saúde dizendo coisas como: “para se hidratar não basta beber água, é preciso beber água com sal integral”; “arroz e feijão são uma ação do governo”; “feijão é um antinutriente”; “brócolis é veneno”; “frutas e vegetais não são saudáveis”; “fibras não são necessárias”; “saudável é consumir diariamente grandes quantidades de carne vermelha gorda”. Infelizmente, esse tipo de desinformação vem sendo cada vez mais propagado. Por isso, cabe a você, bom nutricionista, bom estudante, profissional da área da saúde que se baseia em evidências, combater essas desinformações e divulgar o conteúdo de outros bons profissionais. Assim, aos poucos, talvez essa avalanche de desinformação comece a diminuir.
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A literatura científica relata que o consumo regular de feijão está associado à diminuição do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e possivelmente câncer, além de contribuir para uma melhor qualidade nutricional da dieta. Esses benefícios são atribuídos à combinação de fibras, proteínas, micronutrientes e compostos bioativos presentes no feijão. As substâncias presentes no feijão que contribuem para sua saudabilidade incluem: Fibras: promovem saciedade, regulam o trânsito intestinal e reduzem a absorção de glicose e colesterol. Polifenóis: têm ação antioxidante, anti-inflamatória e potencial anticarcinogênico. Saponinas e taninos: auxiliam na redução do colesterol e têm efeito protetor cardiovascular. Os efeitos do consumo de feijão na saúde são amplamente documentados: - Redução do LDL, colesterol total e do risco de doenças cardiovasculares. - Melhora do controle glicêmico, devido a presença fibras e à presença de inibidores de α-amilase e α-glicosidase. - Auxílio no controle do peso corporal - Potencial efeito protetor contra alguns tipos de câncer, embora os dados sejam heterogêneos. - Melhora da ingestão de nutrientes e redução da pressão arterial sistólica.
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