@jeanwyllys_real
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Escritor e jornalista de @open_democracy , doutorando em Ciência Política na UB (Barcelona); pesquisador no ALARI at HC de Harvard. Artista visual.
Vocês viram o que rolou na festa do líder no BBB 26? Matheus imitando trejeitos afeminados de forma pejorativa, deixando Marcelo aos prantos e gerando acusações de homofobia por Juliano Floss e Babu. Isso não é "brincadeira", é preconceito puro! Em 2019, o STF decidiu que discriminação contra pessoas LGBTQ+ é crime, equiparado ao racismo pela Lei 7.716/1989. Ofensas, piadas ou "homofobia recreativa" não são opinião, são violações de direitos humanos! Antes de 2019, no BBB 10, por exemplo, homofobia era normalizada como "polêmica". Hoje, com a lei do nosso lado, não podemos mais aceitar isso em um programa que é espelho da sociedade brasileira. O BBB não é só entretenimento é um palco que expõe (e poderia perpetuar) preconceitos e discriminações. A edição do participante Jean Wyllys foi do ano de 2005. Até quando vamos tratar discriminação como roteiro de reality? Denúncias ao Ministério Público Federal sobre o caso de Matheus BBB 26 já foram registradas, aguardando uma resposta.
BBB não é só entretenimento! Emoção pura esse depoimento que o querido @jeanwyllys_real deu para o #BBBoDOC, documentário sobre os 22 anos do reality 🌈 Pra quem acha que um BBB histórico só surgiu durante a pandemia, saibam que há 20 anos, Jean fez uma verdadeira mudança social com sua participação e vitória na edição de maior audiência da história. Jean já entrou no programa orgulhoso da sua orientação sexual. E não teve medo de dizer para todo o país a razão pela qual ele recebeu a maioria dos votos que o colocou no primeiro paredão: homofobia. Um debate que ainda era tímido naquela época, entrou nas famílias brasileiras, nas conversas de bares e acabou encorajando muitas pessoas LGBTI+ a se aceitarem. "Se minha mãe, meu pai, está torcendo por alguém que é gay, talvez seja a hora de eu aproveitar e contar que sou como o Jean". Com certeza essa foi uma experiência que muitos de nós vivemos durante o #BBB5. Muitos familiares também foram provocados a olhar para dentro de suas próprias casas e enxergarem os "Jeans" que existiam nos seus círculos de convivência. Pela primeira vez a maioria do Brasil torceu e ficou admirado com um homem gay - o único a ganhar o título de campeão em 24 temporadas. A trajetória de Jean quebrou o estereótipo que havia no imaginário popular de que LGBT+ só servia pra ser motivo de chacota, piada e humilhação. Mais do que isso, também ajudou a fortalecer o ativismo político e a nossa luta por respeito e cidadania. Inspirando milhares de jovens como eu, que se viram na tela da TV e acreditavam que é possível transformar a nossa sociedade para melhorar. Tanto o documentário quanto a íntegra do BBB de 2005 estão disponíveis no Globoplay. Vai lá dar aquela espiadinha! 😉
Aprender a viver sob as tormentas (incluindo as climáticas), segundo Donna Haraway em “Ficar com o problema”, implica em perceber e identificar o que pode haver de bom em eventos devastadores. Neste que atingiu o Rio Grande do Sul, podemos ver a queda do pastiche da estátua da liberdade de uma das lojas da Havan (a que fica de frente para o Rio Guaíba), a empresa que financiou o fascismo no Brasil. Esta imagem é uma metáfora do ocaso da mais recente temporada do fascismo no país, conhecida como bolsonarismo; e do declínio do império americano na política global. Tempo bom!
Alguém sabe quem é essa cantora? De que parte do Ceará? Eu a adorei! Voz linda, agreste, afinada e boa dicção. Ela é bonita também. E a música não é de se desperdiçar também, não. Se alguém a conhece, marque-a aqui.
Ou pensamos seriamente no aquecimento global e na crise climática decorrente deste ou enfrentaremos cada vez mais eventos extremos como esse. Pensemos em quem vai herdar este mundo: as crianças! Deixemos um mundo melhor para elas e façamos delas pessoas melhores.
Vocês viram o que rolou na festa do líder no BBB 26? Matheus imitando trejeitos afeminados de forma pejorativa, deixando Marcelo aos prantos e gerando acusações de homofobia por Juliano Floss e Babu. Isso não é "brincadeira", é preconceito puro! Em 2019, o STF decidiu que discriminação contra pessoas LGBTQ+ é crime, equiparado ao racismo pela Lei 7.716/1989. Ofensas, piadas ou "homofobia recreativa" não são opinião, são violações de direitos humanos! Antes de 2019, no BBB 10, por exemplo, homofobia era normalizada como "polêmica". Hoje, com a lei do nosso lado, não podemos mais aceitar isso em um programa que é espelho da sociedade brasileira. O BBB não é só entretenimento é um palco que expõe (e poderia perpetuar) preconceitos e discriminações. A edição do participante Jean Wyllys foi do ano de 2005. Até quando vamos tratar discriminação como roteiro de reality? Denúncias ao Ministério Público Federal sobre o caso de Matheus BBB 26 já foram registradas, aguardando uma resposta.
BBB não é só entretenimento! Emoção pura esse depoimento que o querido @jeanwyllys_real deu para o #BBBoDOC, documentário sobre os 22 anos do reality 🌈 Pra quem acha que um BBB histórico só surgiu durante a pandemia, saibam que há 20 anos, Jean fez uma verdadeira mudança social com sua participação e vitória na edição de maior audiência da história. Jean já entrou no programa orgulhoso da sua orientação sexual. E não teve medo de dizer para todo o país a razão pela qual ele recebeu a maioria dos votos que o colocou no primeiro paredão: homofobia. Um debate que ainda era tímido naquela época, entrou nas famílias brasileiras, nas conversas de bares e acabou encorajando muitas pessoas LGBTI+ a se aceitarem. "Se minha mãe, meu pai, está torcendo por alguém que é gay, talvez seja a hora de eu aproveitar e contar que sou como o Jean". Com certeza essa foi uma experiência que muitos de nós vivemos durante o #BBB5. Muitos familiares também foram provocados a olhar para dentro de suas próprias casas e enxergarem os "Jeans" que existiam nos seus círculos de convivência. Pela primeira vez a maioria do Brasil torceu e ficou admirado com um homem gay - o único a ganhar o título de campeão em 24 temporadas. A trajetória de Jean quebrou o estereótipo que havia no imaginário popular de que LGBT+ só servia pra ser motivo de chacota, piada e humilhação. Mais do que isso, também ajudou a fortalecer o ativismo político e a nossa luta por respeito e cidadania. Inspirando milhares de jovens como eu, que se viram na tela da TV e acreditavam que é possível transformar a nossa sociedade para melhorar. Tanto o documentário quanto a íntegra do BBB de 2005 estão disponíveis no Globoplay. Vai lá dar aquela espiadinha! 😉
Aprender a viver sob as tormentas (incluindo as climáticas), segundo Donna Haraway em “Ficar com o problema”, implica em perceber e identificar o que pode haver de bom em eventos devastadores. Neste que atingiu o Rio Grande do Sul, podemos ver a queda do pastiche da estátua da liberdade de uma das lojas da Havan (a que fica de frente para o Rio Guaíba), a empresa que financiou o fascismo no Brasil. Esta imagem é uma metáfora do ocaso da mais recente temporada do fascismo no país, conhecida como bolsonarismo; e do declínio do império americano na política global. Tempo bom!
Alguém sabe quem é essa cantora? De que parte do Ceará? Eu a adorei! Voz linda, agreste, afinada e boa dicção. Ela é bonita também. E a música não é de se desperdiçar também, não. Se alguém a conhece, marque-a aqui.
Ou pensamos seriamente no aquecimento global e na crise climática decorrente deste ou enfrentaremos cada vez mais eventos extremos como esse. Pensemos em quem vai herdar este mundo: as crianças! Deixemos um mundo melhor para elas e façamos delas pessoas melhores.
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