@dratiellemachado
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👩🏻⚕️ MÉDICA I CRM/RJ: 86811-6 🇧🇷 Transformando vidas e formando especialistas SE INSCREVA NA MINHA PÓS ⬇️ ⬇️
Estenose, não é COMPORTAMENTAL: Essa “faixa” branca que se arrasta na tela é uma videofluoroscopia da deglutição em tempo real. Repare como a coluna de contraste afunila, o calibre do esôfago está fixo, fibrosado. Resultado de uma esofagite eosinofílica (EEo ) esquecida, que virou estenose. Cada gole dói como lixa; cada migalha parece arame farpado… por isso essa criança só aceita líquidos e vive em alerta. A gravação ainda mostra uma barra cricofaríngea (músculo cricofaríngeo hipertrofiado) que salta quando a consistência engrossa, elevando risco de aspiração. “Raríssima” em pediatria (será mesmo?), só aparece se alguém pede o exame, não em gráfico de reforço comportamental. ▪️ Inflamação crônica → fibrose → estenose é a via rápida de quem trata dor com “adesivo de elogio” ▪️ Proteína do leite de vaca lidera os gatilhos: eliminação isolada induz remissão histológica em >50 % das crianças (AGA Clinical Practice Update, 2024, doi.org/10.1016/j.gie.2024.02.012). ▪️ Antipsicótico e “compliance training” não alargam esôfago. Endoscopia, dieta de eliminação dirigida e, se preciso, dilatação balonada sim. Pérola clínica: criança que vive de smoothies, engasga em farelos ou ataca à mesa merece EDA com biópsias 🆘 não rótulo de “seletivo crônico”. Dor lateja em silêncio até alguém procurar a lesão. Dor não é birra — é diagnóstico🤚🏼
Ser mãe de uma criança atípica é viver diariamente entre o amor imenso e as dores invisíveis. A dor do meu menino refletida em mim… a dor da exclusão, do olhar que desvia, do convite que nunca chega. Nada fere mais do que perceber que seu filho não é visto, não é compreendido, não é incluído. Na escola, no parquinho, nas festinhas de aniversário – quantas vezes nos pegamos segurando as lágrimas, sufocando o nó na garganta ao ver nossos filhos tentando se encaixar em um mundo que, muitas vezes, não faz esforço algum para abraçá-los? O que para algumas famílias é rotina, para nós, mães atípicas, é um milagre raro: ver uma criança estender a mão, puxar nosso filho para brincar, incluir de verdade. Não por obrigação, não por piedade, mas por empatia genuína. Por isso, faço aqui um apelo às mães de crianças típicas: ensinem seus filhos a olhar para o outro com o coração. Ensinem que nem todos falam da mesma forma, brincam do mesmo jeito ou reagem igual às situações. Mas todos sentem. Todos precisam pertencer. A empatia não nasce sozinha – ela é ensinada, cultivada dentro de casa, no exemplo diário, nas palavras e gestos que vocês demonstram. As marcas que a exclusão deixa em nossos filhos são feridas que carregamos juntas, no peito, na alma. Cada vez que um amiguinho se afasta, que uma atividade não é adaptada, que uma mão não se estende, um pedaço da nossa esperança se desfaz. Mas quando a inclusão acontece, como nesse vídeo (escrevo cheia de lágrimas), e enxerga nossos filhos como eles realmente são – com suas belezas, suas particularidades, suas formas únicas de ver o mundo – sentimos algo que só pode ser descrito como um milagre. Que esse milagre se torne rotina. Que a inclusão não seja exceção, mas regra. Que possamos ensinar nossas crianças a serem amorosas, gentis e empáticas, para que um dia elas cresçam e construam um mundo onde ninguém precise pedir para ser aceito. Porque ensinar empatia não muda apenas a vida de uma criança atípica. Muda o mundo inteiro. ♥️ Vídeo @neetunomusic
Amanhã, 2 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Um dia simbólico, mas para nós ele representa um chamado: um convite à escuta, ao respeito, à empatia real. Hoje, quero falar de um filme que, para mim, é um verdadeiro farol em meio às névoas da desinformação. Uma dessas obras que nos fazem respirar mais fundo e lembrar: mesmo diante dos maiores desafios, cada ser humano carrega dentro de si um potencial único e precioso. Temple Grandin é mais do que um nome. É um marco. Uma mulher autista que, diagnosticada numa época em que o autismo era quase um silêncio, ousou existir com toda a sua verdade. “Eu vejo o mundo em imagens”, disse ela. E com essas imagens, ela não apenas traduziu o seu universo — ela mudou o nosso. Temple não tentou ser como os outros. Ela foi ela mesma. Com sua forma única de pensar, criou soluções que revolucionaram o tratamento de animais no mundo inteiro. Com sua coragem, abriu portas que estavam fechadas há décadas. Com sua existência, provou: nossas diferenças podem ser nossas maiores forças. Ela nos ensinou que o autismo não define uma pessoa — ele é parte dela. Assim como somos todos feitos de partes diversas, histórias entrelaçadas, jeitos próprios de ver e sentir o mundo. Assistir à sua história me lembra todos os dias que nossos filhos, irmãos, amigos e alunos no espectro carregam dons valiosos. Que cada obstáculo pode se tornar um degrau. Que, com apoio, escuta e espaço, eles podem brilhar com a luz própria que já têm. Hoje, deixo meu abraço afetuoso e minha palavra de esperança a todas as famílias e pessoas autistas: Vocês não estão sozinhos. Sim, é difícil. Sim, há dias pesados. Mas também há descobertas, conexões profundas, amor em estado bruto. Vamos continuar lutando por um mundo mais justo, acessível e sensível. Porque o autismo não precisa ser compreendido por completo para ser acolhido com amor 🧡
Eles disseram que ela nunca seria independente. Que talvez nunca tivesse emprego, que só conseguiria se relacionar com alguém “como ela”. Mas esqueceram de dizer o mais importante: que amor de pai e mãe não conhece limites, não aceita rótulos, e não recua diante de nenhum prognóstico. Mães de autistas são isso. Somos isso. Resistência vestida de cuidado, ciência feita de afeto, sono trocado por artigos e madrugadas de pesquisa. Brigamos com o plano, com o médico, com o mundo — e seguimos. Porque há alguém que merece o melhor de nós: nossos filhos. A cada crise sensorial, cada meltdown, cada olhar que julga sem entender… estamos ali. Porque sabemos que por trás de cada reação, há um mundo interno pedindo calma, presença, empatia. Queremos que nossos filhos sejam aceitos sim, incluídos sim, mas acima de tudo: RESPEITADOS. Que tenham amigos. Que tenham um espaço no mundo. Que possam ser quem são, sem que isso seja um desafio para ninguém. O vídeo que você acabou de ver é sobre isso. Sobre superação real. Sobre o autismo como parte do ser, e não algo a ser superado. Sobre o direito de pedir ajuda sem vergonha, e de ser amparado sem julgamento. Este Instagram é para vocês: autistas, famílias, profissionais dedicados. Todos os dias do ano, e não apenas em abril, nos dedicamos a ampliar a consciência, a espalhar informação, a lutar por qualidade de vida. Porque o amor não se cansa. Porque eu e seu pai, Matheus; dedicamos nossa vida a você. Porque seu sorriso é o nosso propósito.
Se você se identificou nos primeiros 3 segundos, é porque provavelmente já esqueceu por que clicou nesse vídeo — parabéns, você é um dos nossos. Ser TDAH é acordar com uma ideia genial, ir até a cozinha cheio de motivação, e lá, no meio do caminho, você já esqueceu por que levantou. E agora você mora ali, encostado na geladeira, questionando a própria existência com um copo vazio na mão e a cara de quem acabou de sair de um portal dimensional. Você tá ali, vivendo, e de repente… “que que é isso?” Exatamente como essa criança no vídeo. Porque essa é a frase que acompanha todo TDAH ao longo da vida: Desde quando a gente esquece onde botou o celular (que tá na mão), até o momento em que tenta lembrar em qual aba mental deixou a motivação. A gente se distrai com um som, uma luz, uma ideia, um pensamento, um passarinho, um meme, um “e se”, um “depois eu vejo isso”. E quando volta… o presente já mudou de endereço. A verdade é que nosso cérebro não é bagunçado. É multitarefa em modo randômico com playlist mental remixada. E a gente vive assim: tentando entender o que tá acontecendo, enquanto parece que a vida tá acontecendo sem avisar. Se você também se sente assim, com a mente pulando entre 87 assuntos por minuto, com ideias geniais em horários impraticáveis e foco só quando o deadline morde o tornozelo… fica tranquila: você não tá sozinha. Você só tá operando no modo “que que é isso” em HD. E tá tudo bem. Porque no meio do caos, a gente cria. A gente entrega. A gente vive com intensidade — e um “leve” atraso.
Estenose, não é COMPORTAMENTAL: Essa “faixa” branca que se arrasta na tela é uma videofluoroscopia da deglutição em tempo real. Repare como a coluna de contraste afunila, o calibre do esôfago está fixo, fibrosado. Resultado de uma esofagite eosinofílica (EEo ) esquecida, que virou estenose. Cada gole dói como lixa; cada migalha parece arame farpado… por isso essa criança só aceita líquidos e vive em alerta. A gravação ainda mostra uma barra cricofaríngea (músculo cricofaríngeo hipertrofiado) que salta quando a consistência engrossa, elevando risco de aspiração. “Raríssima” em pediatria (será mesmo?), só aparece se alguém pede o exame, não em gráfico de reforço comportamental. ▪️ Inflamação crônica → fibrose → estenose é a via rápida de quem trata dor com “adesivo de elogio” ▪️ Proteína do leite de vaca lidera os gatilhos: eliminação isolada induz remissão histológica em >50 % das crianças (AGA Clinical Practice Update, 2024, doi.org/10.1016/j.gie.2024.02.012). ▪️ Antipsicótico e “compliance training” não alargam esôfago. Endoscopia, dieta de eliminação dirigida e, se preciso, dilatação balonada sim. Pérola clínica: criança que vive de smoothies, engasga em farelos ou ataca à mesa merece EDA com biópsias 🆘 não rótulo de “seletivo crônico”. Dor lateja em silêncio até alguém procurar a lesão. Dor não é birra — é diagnóstico🤚🏼
Ser mãe de uma criança atípica é viver diariamente entre o amor imenso e as dores invisíveis. A dor do meu menino refletida em mim… a dor da exclusão, do olhar que desvia, do convite que nunca chega. Nada fere mais do que perceber que seu filho não é visto, não é compreendido, não é incluído. Na escola, no parquinho, nas festinhas de aniversário – quantas vezes nos pegamos segurando as lágrimas, sufocando o nó na garganta ao ver nossos filhos tentando se encaixar em um mundo que, muitas vezes, não faz esforço algum para abraçá-los? O que para algumas famílias é rotina, para nós, mães atípicas, é um milagre raro: ver uma criança estender a mão, puxar nosso filho para brincar, incluir de verdade. Não por obrigação, não por piedade, mas por empatia genuína. Por isso, faço aqui um apelo às mães de crianças típicas: ensinem seus filhos a olhar para o outro com o coração. Ensinem que nem todos falam da mesma forma, brincam do mesmo jeito ou reagem igual às situações. Mas todos sentem. Todos precisam pertencer. A empatia não nasce sozinha – ela é ensinada, cultivada dentro de casa, no exemplo diário, nas palavras e gestos que vocês demonstram. As marcas que a exclusão deixa em nossos filhos são feridas que carregamos juntas, no peito, na alma. Cada vez que um amiguinho se afasta, que uma atividade não é adaptada, que uma mão não se estende, um pedaço da nossa esperança se desfaz. Mas quando a inclusão acontece, como nesse vídeo (escrevo cheia de lágrimas), e enxerga nossos filhos como eles realmente são – com suas belezas, suas particularidades, suas formas únicas de ver o mundo – sentimos algo que só pode ser descrito como um milagre. Que esse milagre se torne rotina. Que a inclusão não seja exceção, mas regra. Que possamos ensinar nossas crianças a serem amorosas, gentis e empáticas, para que um dia elas cresçam e construam um mundo onde ninguém precise pedir para ser aceito. Porque ensinar empatia não muda apenas a vida de uma criança atípica. Muda o mundo inteiro. ♥️ Vídeo @neetunomusic
Amanhã, 2 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Um dia simbólico, mas para nós ele representa um chamado: um convite à escuta, ao respeito, à empatia real. Hoje, quero falar de um filme que, para mim, é um verdadeiro farol em meio às névoas da desinformação. Uma dessas obras que nos fazem respirar mais fundo e lembrar: mesmo diante dos maiores desafios, cada ser humano carrega dentro de si um potencial único e precioso. Temple Grandin é mais do que um nome. É um marco. Uma mulher autista que, diagnosticada numa época em que o autismo era quase um silêncio, ousou existir com toda a sua verdade. “Eu vejo o mundo em imagens”, disse ela. E com essas imagens, ela não apenas traduziu o seu universo — ela mudou o nosso. Temple não tentou ser como os outros. Ela foi ela mesma. Com sua forma única de pensar, criou soluções que revolucionaram o tratamento de animais no mundo inteiro. Com sua coragem, abriu portas que estavam fechadas há décadas. Com sua existência, provou: nossas diferenças podem ser nossas maiores forças. Ela nos ensinou que o autismo não define uma pessoa — ele é parte dela. Assim como somos todos feitos de partes diversas, histórias entrelaçadas, jeitos próprios de ver e sentir o mundo. Assistir à sua história me lembra todos os dias que nossos filhos, irmãos, amigos e alunos no espectro carregam dons valiosos. Que cada obstáculo pode se tornar um degrau. Que, com apoio, escuta e espaço, eles podem brilhar com a luz própria que já têm. Hoje, deixo meu abraço afetuoso e minha palavra de esperança a todas as famílias e pessoas autistas: Vocês não estão sozinhos. Sim, é difícil. Sim, há dias pesados. Mas também há descobertas, conexões profundas, amor em estado bruto. Vamos continuar lutando por um mundo mais justo, acessível e sensível. Porque o autismo não precisa ser compreendido por completo para ser acolhido com amor 🧡
Eles disseram que ela nunca seria independente. Que talvez nunca tivesse emprego, que só conseguiria se relacionar com alguém “como ela”. Mas esqueceram de dizer o mais importante: que amor de pai e mãe não conhece limites, não aceita rótulos, e não recua diante de nenhum prognóstico. Mães de autistas são isso. Somos isso. Resistência vestida de cuidado, ciência feita de afeto, sono trocado por artigos e madrugadas de pesquisa. Brigamos com o plano, com o médico, com o mundo — e seguimos. Porque há alguém que merece o melhor de nós: nossos filhos. A cada crise sensorial, cada meltdown, cada olhar que julga sem entender… estamos ali. Porque sabemos que por trás de cada reação, há um mundo interno pedindo calma, presença, empatia. Queremos que nossos filhos sejam aceitos sim, incluídos sim, mas acima de tudo: RESPEITADOS. Que tenham amigos. Que tenham um espaço no mundo. Que possam ser quem são, sem que isso seja um desafio para ninguém. O vídeo que você acabou de ver é sobre isso. Sobre superação real. Sobre o autismo como parte do ser, e não algo a ser superado. Sobre o direito de pedir ajuda sem vergonha, e de ser amparado sem julgamento. Este Instagram é para vocês: autistas, famílias, profissionais dedicados. Todos os dias do ano, e não apenas em abril, nos dedicamos a ampliar a consciência, a espalhar informação, a lutar por qualidade de vida. Porque o amor não se cansa. Porque eu e seu pai, Matheus; dedicamos nossa vida a você. Porque seu sorriso é o nosso propósito.
Se você se identificou nos primeiros 3 segundos, é porque provavelmente já esqueceu por que clicou nesse vídeo — parabéns, você é um dos nossos. Ser TDAH é acordar com uma ideia genial, ir até a cozinha cheio de motivação, e lá, no meio do caminho, você já esqueceu por que levantou. E agora você mora ali, encostado na geladeira, questionando a própria existência com um copo vazio na mão e a cara de quem acabou de sair de um portal dimensional. Você tá ali, vivendo, e de repente… “que que é isso?” Exatamente como essa criança no vídeo. Porque essa é a frase que acompanha todo TDAH ao longo da vida: Desde quando a gente esquece onde botou o celular (que tá na mão), até o momento em que tenta lembrar em qual aba mental deixou a motivação. A gente se distrai com um som, uma luz, uma ideia, um pensamento, um passarinho, um meme, um “e se”, um “depois eu vejo isso”. E quando volta… o presente já mudou de endereço. A verdade é que nosso cérebro não é bagunçado. É multitarefa em modo randômico com playlist mental remixada. E a gente vive assim: tentando entender o que tá acontecendo, enquanto parece que a vida tá acontecendo sem avisar. Se você também se sente assim, com a mente pulando entre 87 assuntos por minuto, com ideias geniais em horários impraticáveis e foco só quando o deadline morde o tornozelo… fica tranquila: você não tá sozinha. Você só tá operando no modo “que que é isso” em HD. E tá tudo bem. Porque no meio do caos, a gente cria. A gente entrega. A gente vive com intensidade — e um “leve” atraso.
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