@dr.evertonsouza
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🧩|TELAS - TEA - TDAH - TOD 🧠|Desenvolva a melhor versão do seu filho 👩🏻💻|Curso Pais Digitais - Fila de Espera (link ⬇️)
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👶🏼“Meu bebê tá estranho” Trata-se de lactente, masculino, 6 meses de vida, internado na uti para suporte neurointensivo. Admitido com alteração de movimento tipo “salvas de espasmo” com flexão cervical e membros, padrão simétrico. Ao EEG interictal caracteriza-se ondas lentas de alta voltagem assíncronas e pontas multifocais, denominado hipsarritmia. 💊Iniciado prontamente tratamento com Vigabatrina e prednisolona. Importante que a regressão no desenvolvimento nos casos de West é esperada, e o tratamento imediato com ACTH, glicocorticoides, ou Vigabatrina visa resolver os espasmos e hipsarritmia no EEG. Vale destacar, quase metade dos casos de West evoluem para outra síndrome de epilepsia denominada Lennox- Gastaut. ⁉️A pergunta que restava, estaria este bebê com apresentação de epilepsia diferente de salvas de espasmo? Ao exame clínico observa-se o movimento ser não intencional, rítmico e provocado após flexão do tornozelo, fenômeno chamado “clonus”. Embora nos adultos o “clonus” quase sempre implica em patologia do cérebro ou seus tratos córtico espinhais. Nos bebês a história guarda alguns cuidados: O “clonus” não sustentado do tornozelo de até 6 batimentos é frequentemente presente no período neonatal, e não indica doença. E deverá desaparecer até os 2 meses de idade. ✅Por outro lado, a persistência do clonus do tornozelo e a resposta plantar em extensão sugerem doença do Neurônio Motor Superior, mesmo na ausência de hiperreflexia (aumento dos reflexos). Sendo assim, por mais que não estejamos diante do quadro de nova epilepsia, como pensado incialmente, faz-se peremptório e urgente rastreio metabólico, infeccioso, inflamatório e neuroimagem do sistema nervoso central para descartar lesões no cérebro e medula neste bebê. #mae #bebe #pediatria #neurologia
#️⃣Os 07 Passos para Retirar as Telas do seu filho: 1️⃣Tenha clareza no seu propósito. Pois, o seu filho tem no dele! 2️⃣Deixe ele saber antes o momento de desligar 3️⃣Sugira ele escolher a última atividade 4️⃣Dê a oportunidade dele liderar o processo 5️⃣Ofereça alternativas interessantes 6️⃣Estabeleça rotinas 7️⃣Faça atividades na natureza 📵Para saber como aplicar cada um destes 07 Passos. Siga @pediatriapod. Fonte: Martinelli, K. (n.d.). Why do kids have trouble with transitions? Child Mind Institute. #mae #família #escola #professor #ensino #psicologa #pedagogia #medicina #tdah #autismo #criança
🧠”Diferenças” no autismo: Nesta entrevista ao canal Triggernometry, o Professor Sir Simon Baron-Cohen, um dos maiores especialistas no autismo do mundo, discute-o sob a perspectiva de “neurodiversidade”. Equilibra o reconhecimento das dificuldades com a valorização dos pontos fortes. Baron-Cohen define o autismo como combinação de “deficiência” - em relações sociais, comunicação e adaptação a mudanças inesperadas, e… “diferença” - muitas vezes positiva, como excelente atenção a detalhes, memória e reconhecimento de padrões. Enfatiza que o diagnóstico deve ser o sinal de que a pessoa precisa de apoio, e não definição limitadora. Baron-Cohen discute seu livro “The Pattern Seekers”, onde argumenta que a mente autista é altamente “sistematizadora”. Isso significa capacidade superior de analisar sistemas, sejam motores, matemáticos, musicais ou tecnológicos, para entender as leis que os governam. Sugere que essa característica foi fundamental para a história das invenções humanas, cita Thomas Edison como exemplo provável de alguém com traços autistas marcantes. Esclarece o mito de que autistas não têm empatia. Distingue entre: 1️⃣Empatia Cognitiva: Dificuldade em “ler” o que o outro pensa/sente (onde autistas costumam ter dificuldade). 2️⃣Empatia Afetiva: A resposta emocional ao sofrimento alheio (que é normal em autistas; se importam, mas podem não saber como reagir). O professor Baron-Cohen também alerta para as altas taxas de depressão e ideação suicid@ (1 em cada 4 autistas já planejou ou tentou $uicídi0), frequentemente devido à falta de apoio e ao bullying. 👒Explica que o autismo em meninas é frequentemente subdiagnosticado porque são melhores em “mascarar” ou camuflar seus traços para se encaixarem socialmente. No entanto, esse esforço constante pode levar ao esgotamento mental severo e problemas de saúde mental ainda mais graves do que nos homens. #tea #mulher #menina #psicologia
📑Como os tumores podem simular comportamentos no autismo / TDAH? Existem vários níveis neste debate, desde os mais preliminares, como: isso não tem relação alguma, até o mais extremo: existe intrínseca relação. Mas qual a verdade por trás de todo esse fenômeno? 🐣Ao espírito do que veio primeiro, “o ovo ou a galinha”? O que veio primeiro: genes com transcrição molecular que faria interrelação às duas condições, algo como gatilho para o tecido cerebral já propenso a uma e outra condição? ⏳Por outro lado, a mudança inflamatória com tempestade de citocinas, imunidade humoral, inata e HLA, proveniente da neuroinflamação do ambiente neural no processo do tumor, alteraria a malha de variedades (“manifolds”) neural, e algo ainda para ser descrito, resultaria em comportamentos do TEA e/ou TDAH? O conceito de que interações imunes e hormonais pré-natais entre mãe e feto podem influenciar o desenvolvimento cerebral, nos distúrbios neuroimunológicos, foi proposto por Geschwind e Galaburda (1985). A hipótese sugeria que tais interações podem levar a distúrbios neurodesenvolvimentais, como autismo na infância ou esquizofrenia na adolescência (Pearlson, 2000). ✅Até agora, a principal evidência neuroimunológica no autismo é a “ativação microglial no tecido cerebral”, indica que o autismo pode ter aspectos neuroimunológicos, embora não seja distúrbio típico dessa categoria. ——————————————————- 🧠O caso em tela: Trata-se de escolar, 5 anos, menina. De forma gradativa tornou-se mais desligada, esquecida, com reflexo no rendimento acadêmico. A mãe procurou apoio pedagógico e avaliação neuropsicológica para TDAH. As dores de cabeça constantes, problema de visão? Mas no momento da tomografia, veio transferida com suspeita de meningoencefalite. Por alteração comportamental e cefaleia incapacitante, no contexto recente de resfriado e afecção respiratória. 🩻À ressonância, BINGO: Lesão expansiva intra axial sólido-cística em pré-cuneos esquerdo. Neste caso não pode-se desconsiderar origem neuroglial e embrionária do tumor. 🎯Qual a lição? “Nem tudo parece o que é, e pouco sabemos sobre o que quer que seja!” #autismo #tdah #familia #maes #filhos
Em entrevista, Trump afirma que o Dep. Saúde e Serviços Humanos dos EUA envidará esforços para aumentar as pesquisas no autismo. Embora, RFK Jr. chefe da pasta tenha posicionamento contrário à vacinação infantil, quero ressaltar que vacinas não causam autismo. Desde a farsa do médico britânico Andrew Wakefield publicada em 1998 na Lancet, fato que fez a própria revista publicar retratação em fevereiro de 2010, ao apontar elementos falsos no documento original de Wakefield que associava a vacina TriViral ao diagnóstico de autismo. Por mais que se discuta até mesmo nas redes sociais sobre essa mentira de Wakefield, o estrago já tá feito! E no imaginário de muitos ainda paira a ideia de vacinas causarem autismo, mais uma vez, isso é mentira! Por fim, nossa esperança é de alguma forma a ciência se impor, e as pesquisas caminhem para o lado correto da história, por que se assim não for, o tempo o fará. Já ouviu fala na farsa de Wakefield nas vacinas? #familia #mae #pai #filhos #vacina
👶🏼“Meu bebê tá estranho” Trata-se de lactente, masculino, 6 meses de vida, internado na uti para suporte neurointensivo. Admitido com alteração de movimento tipo “salvas de espasmo” com flexão cervical e membros, padrão simétrico. Ao EEG interictal caracteriza-se ondas lentas de alta voltagem assíncronas e pontas multifocais, denominado hipsarritmia. 💊Iniciado prontamente tratamento com Vigabatrina e prednisolona. Importante que a regressão no desenvolvimento nos casos de West é esperada, e o tratamento imediato com ACTH, glicocorticoides, ou Vigabatrina visa resolver os espasmos e hipsarritmia no EEG. Vale destacar, quase metade dos casos de West evoluem para outra síndrome de epilepsia denominada Lennox- Gastaut. ⁉️A pergunta que restava, estaria este bebê com apresentação de epilepsia diferente de salvas de espasmo? Ao exame clínico observa-se o movimento ser não intencional, rítmico e provocado após flexão do tornozelo, fenômeno chamado “clonus”. Embora nos adultos o “clonus” quase sempre implica em patologia do cérebro ou seus tratos córtico espinhais. Nos bebês a história guarda alguns cuidados: O “clonus” não sustentado do tornozelo de até 6 batimentos é frequentemente presente no período neonatal, e não indica doença. E deverá desaparecer até os 2 meses de idade. ✅Por outro lado, a persistência do clonus do tornozelo e a resposta plantar em extensão sugerem doença do Neurônio Motor Superior, mesmo na ausência de hiperreflexia (aumento dos reflexos). Sendo assim, por mais que não estejamos diante do quadro de nova epilepsia, como pensado incialmente, faz-se peremptório e urgente rastreio metabólico, infeccioso, inflamatório e neuroimagem do sistema nervoso central para descartar lesões no cérebro e medula neste bebê. #mae #bebe #pediatria #neurologia
#️⃣Os 07 Passos para Retirar as Telas do seu filho: 1️⃣Tenha clareza no seu propósito. Pois, o seu filho tem no dele! 2️⃣Deixe ele saber antes o momento de desligar 3️⃣Sugira ele escolher a última atividade 4️⃣Dê a oportunidade dele liderar o processo 5️⃣Ofereça alternativas interessantes 6️⃣Estabeleça rotinas 7️⃣Faça atividades na natureza 📵Para saber como aplicar cada um destes 07 Passos. Siga @pediatriapod. Fonte: Martinelli, K. (n.d.). Why do kids have trouble with transitions? Child Mind Institute. #mae #família #escola #professor #ensino #psicologa #pedagogia #medicina #tdah #autismo #criança
🧠”Diferenças” no autismo: Nesta entrevista ao canal Triggernometry, o Professor Sir Simon Baron-Cohen, um dos maiores especialistas no autismo do mundo, discute-o sob a perspectiva de “neurodiversidade”. Equilibra o reconhecimento das dificuldades com a valorização dos pontos fortes. Baron-Cohen define o autismo como combinação de “deficiência” - em relações sociais, comunicação e adaptação a mudanças inesperadas, e… “diferença” - muitas vezes positiva, como excelente atenção a detalhes, memória e reconhecimento de padrões. Enfatiza que o diagnóstico deve ser o sinal de que a pessoa precisa de apoio, e não definição limitadora. Baron-Cohen discute seu livro “The Pattern Seekers”, onde argumenta que a mente autista é altamente “sistematizadora”. Isso significa capacidade superior de analisar sistemas, sejam motores, matemáticos, musicais ou tecnológicos, para entender as leis que os governam. Sugere que essa característica foi fundamental para a história das invenções humanas, cita Thomas Edison como exemplo provável de alguém com traços autistas marcantes. Esclarece o mito de que autistas não têm empatia. Distingue entre: 1️⃣Empatia Cognitiva: Dificuldade em “ler” o que o outro pensa/sente (onde autistas costumam ter dificuldade). 2️⃣Empatia Afetiva: A resposta emocional ao sofrimento alheio (que é normal em autistas; se importam, mas podem não saber como reagir). O professor Baron-Cohen também alerta para as altas taxas de depressão e ideação suicid@ (1 em cada 4 autistas já planejou ou tentou $uicídi0), frequentemente devido à falta de apoio e ao bullying. 👒Explica que o autismo em meninas é frequentemente subdiagnosticado porque são melhores em “mascarar” ou camuflar seus traços para se encaixarem socialmente. No entanto, esse esforço constante pode levar ao esgotamento mental severo e problemas de saúde mental ainda mais graves do que nos homens. #tea #mulher #menina #psicologia
📑Como os tumores podem simular comportamentos no autismo / TDAH? Existem vários níveis neste debate, desde os mais preliminares, como: isso não tem relação alguma, até o mais extremo: existe intrínseca relação. Mas qual a verdade por trás de todo esse fenômeno? 🐣Ao espírito do que veio primeiro, “o ovo ou a galinha”? O que veio primeiro: genes com transcrição molecular que faria interrelação às duas condições, algo como gatilho para o tecido cerebral já propenso a uma e outra condição? ⏳Por outro lado, a mudança inflamatória com tempestade de citocinas, imunidade humoral, inata e HLA, proveniente da neuroinflamação do ambiente neural no processo do tumor, alteraria a malha de variedades (“manifolds”) neural, e algo ainda para ser descrito, resultaria em comportamentos do TEA e/ou TDAH? O conceito de que interações imunes e hormonais pré-natais entre mãe e feto podem influenciar o desenvolvimento cerebral, nos distúrbios neuroimunológicos, foi proposto por Geschwind e Galaburda (1985). A hipótese sugeria que tais interações podem levar a distúrbios neurodesenvolvimentais, como autismo na infância ou esquizofrenia na adolescência (Pearlson, 2000). ✅Até agora, a principal evidência neuroimunológica no autismo é a “ativação microglial no tecido cerebral”, indica que o autismo pode ter aspectos neuroimunológicos, embora não seja distúrbio típico dessa categoria. ——————————————————- 🧠O caso em tela: Trata-se de escolar, 5 anos, menina. De forma gradativa tornou-se mais desligada, esquecida, com reflexo no rendimento acadêmico. A mãe procurou apoio pedagógico e avaliação neuropsicológica para TDAH. As dores de cabeça constantes, problema de visão? Mas no momento da tomografia, veio transferida com suspeita de meningoencefalite. Por alteração comportamental e cefaleia incapacitante, no contexto recente de resfriado e afecção respiratória. 🩻À ressonância, BINGO: Lesão expansiva intra axial sólido-cística em pré-cuneos esquerdo. Neste caso não pode-se desconsiderar origem neuroglial e embrionária do tumor. 🎯Qual a lição? “Nem tudo parece o que é, e pouco sabemos sobre o que quer que seja!” #autismo #tdah #familia #maes #filhos
Em entrevista, Trump afirma que o Dep. Saúde e Serviços Humanos dos EUA envidará esforços para aumentar as pesquisas no autismo. Embora, RFK Jr. chefe da pasta tenha posicionamento contrário à vacinação infantil, quero ressaltar que vacinas não causam autismo. Desde a farsa do médico britânico Andrew Wakefield publicada em 1998 na Lancet, fato que fez a própria revista publicar retratação em fevereiro de 2010, ao apontar elementos falsos no documento original de Wakefield que associava a vacina TriViral ao diagnóstico de autismo. Por mais que se discuta até mesmo nas redes sociais sobre essa mentira de Wakefield, o estrago já tá feito! E no imaginário de muitos ainda paira a ideia de vacinas causarem autismo, mais uma vez, isso é mentira! Por fim, nossa esperança é de alguma forma a ciência se impor, e as pesquisas caminhem para o lado correto da história, por que se assim não for, o tempo o fará. Já ouviu fala na farsa de Wakefield nas vacinas? #familia #mae #pai #filhos #vacina
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