@mbottan
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Jornalista, mãe, ex-dependente de anestesias diversas. Recortes e reflexões de uma vida imperfeita. 📩 [email protected]
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Apesar de situações estressantes muitas vezes serem gatilho para crises de ansiedade, transtornos mentais não dependem disso para aparecer. Muitas vezes (como no meu caso) a predisposição genética já faz o trabalho e os sintomas podem surgir desde muito cedo, por volta dos cinco anos de idade eu já apresentava pensamentos obsessivos e sofria muito com um medo recorrente de que algo de ruim fosse acontecer comigo ou com as pessoas que amava. Durante a adolescência tive várias crises de pânico em momentos normais, tipo vendo um filme segura dentro de casa e demorei anos até entender que tinha uma doença e que aquele medo desproporcional e “sem motivo” vinha de dentro da minha cabeça e precisava de atenção e tratamento. Ter ou não uma doença mental não é algo que a gente possa escolher, assim como qualquer outra doença. O que podemos escolher é buscar ajuda para entender nossa condição, tratar os sintomas e ter qualidade de vida apesar da doença. Se você conhece alguém que passa por isso, não julgue ou diminua o que essa pessoa sente. Ofereça apoio, acolha e incentive-a a procurar tratamento. 🌻 #ansiedade #depressão #tag #saúdemental
Inclusive euzinha já fui essa pessoa e peço perdão a quem convivia comigo e certamente pensava “sai maluco, todo dia isso” Uma adoçadinha no café é uma gota no oceano numa rotina de alimentação equilibrada, muito melhor um café docinho tomado com prazer do que se forçar a consumi-lo puro por causa de terrorismo nutricional, de amargas já bastam as tretas da vida (a não ser, é claro, que vc GOSTE do café sem açúcar, o importante é ser feliz) ✨ #açúcar #dieta #alimentacaosaudavel #projetovidão
Muita gente pensa que compulsão alimentar é sair fora do que tinha planejado comer ou do que considera que é correto/saudável, como por exemplo repetir um prato de comida e ainda comer sobremesa ou gostar muito de comer doces. Eu tive compulsão alimentar dos 13 aos 29 anos (hoje tenho 35, com a doença controlada há 6) e, de uma forma bem resumida, eram momentos em que eu começava a comer e não conseguia mais parar, só parava quando não tivesse mais o que comer ou quando estivesse quase passando mal de tão cheia. Não eram um ou dois pedaços de pizza a mais, era a pizza inteira. Não era um chocolate ou dois a mais, era uma caixa inteira, depois da pizza. Eu pedia comida para duas pessoas para comer sozinha, acompanhado de um litro de refrigerante. Comia comida fria, direto da geladeira, pão duro, alimentos que não gostava, não importava, o importante era continuar comendo. Eu me sentia quase em transe, porque comia tão rápido e sem prestar atenção que às vezes o que eu estava comendo acabava sem que eu percebesse. E além de todo o estresse físico e emocional, eu ainda gastava o que não tinha durante os episódios de orgia alimentar. A compulsão alimentar é um transtorno psiquiátrico complexo e os motivos pra que ela ocorra são variados: pode ser uma resposta do corpo a longos períodos de fome ou restrição alimentar, uma busca por alívio emocional de traumas ou contextos difíceis e pode ser até uma forma de rebeldia, de tentar recuperar um controle (ilusório) quando você se sente sem controle de nada ou sendo controlada por outros, pode ser uma forma de dizer ao mundo que você decide o que quer fazer, mesmo que seja algo prejudicial (por muito tempo esse foi um dos meus motivos). Mas independente da causa, a compulsão não vai resolver nenhuma delas e invariavelmente vai gerar muitos problemas. O que vai tratar a causa é… tratar a causa. Com acompanhamento psicológico e nutricional especializados, é possível aprender novas maneiras de processar e lidar com os sentimentos, de comer e viver, que não sejam viver andando na corda bamba, entre o caos e a restrição total. Busque ajuda 💛 #projetovidão #compulsaoalimentar
É que tinha que ser ela. Feliz seis meses, minha princesa bolotinha, eu passaria por tudo de novo para te conhecer. 💞
Diversos fatores podem levar ao aparecimento de transtornos alimentares, incluindo até predisposição genética. Porém mensagens constantes de preocupação excessiva com o peso em relação à imagem corporal (própria ou alheia) ou de supervalorização de corpos magros são gatilho mais que suficiente para muitas pessoas (principalmente mulheres, que são 9 entre 10 pacientes). E quando essa visão parte de um responsável, especialmente da figura materna, que durante muito tempo será o modelo de comportamento para a filha (como também pode ser o caso da avó, tia ou outra figura feminina que seja um espelho para a menina), é amplamente observado que o impacto pode ser muito maior. Importante deixar claro que a ideia desse post não é condenar as mães que apresentam esse tipo de comportamento, pois geralmente apenas transferem de forma automática o próprio aprendizado/ bagagem de uma visão adoecida e problemática que atravessa gerações. Mas é importante também ter em mente que essa dinâmica existe e pode ter consequências perigosas, não só para prevenir, mas também para que mães nesse contexto possam, através da compreensão e mudança de mentalidade, facilitar a recuperação de suas filhas de um quadro de transtorno alimentar. Ou quem sabe ainda, para que possam elas mesmas buscar ajuda especializada e terem a oportunidade de desconstruir essa bagagem, tornando a relação com a própria aparência mais gentil e tranquila. 💛 #projetovidão
Apesar de situações estressantes muitas vezes serem gatilho para crises de ansiedade, transtornos mentais não dependem disso para aparecer. Muitas vezes (como no meu caso) a predisposição genética já faz o trabalho e os sintomas podem surgir desde muito cedo, por volta dos cinco anos de idade eu já apresentava pensamentos obsessivos e sofria muito com um medo recorrente de que algo de ruim fosse acontecer comigo ou com as pessoas que amava. Durante a adolescência tive várias crises de pânico em momentos normais, tipo vendo um filme segura dentro de casa e demorei anos até entender que tinha uma doença e que aquele medo desproporcional e “sem motivo” vinha de dentro da minha cabeça e precisava de atenção e tratamento. Ter ou não uma doença mental não é algo que a gente possa escolher, assim como qualquer outra doença. O que podemos escolher é buscar ajuda para entender nossa condição, tratar os sintomas e ter qualidade de vida apesar da doença. Se você conhece alguém que passa por isso, não julgue ou diminua o que essa pessoa sente. Ofereça apoio, acolha e incentive-a a procurar tratamento. 🌻 #ansiedade #depressão #tag #saúdemental
Inclusive euzinha já fui essa pessoa e peço perdão a quem convivia comigo e certamente pensava “sai maluco, todo dia isso” Uma adoçadinha no café é uma gota no oceano numa rotina de alimentação equilibrada, muito melhor um café docinho tomado com prazer do que se forçar a consumi-lo puro por causa de terrorismo nutricional, de amargas já bastam as tretas da vida (a não ser, é claro, que vc GOSTE do café sem açúcar, o importante é ser feliz) ✨ #açúcar #dieta #alimentacaosaudavel #projetovidão
Muita gente pensa que compulsão alimentar é sair fora do que tinha planejado comer ou do que considera que é correto/saudável, como por exemplo repetir um prato de comida e ainda comer sobremesa ou gostar muito de comer doces. Eu tive compulsão alimentar dos 13 aos 29 anos (hoje tenho 35, com a doença controlada há 6) e, de uma forma bem resumida, eram momentos em que eu começava a comer e não conseguia mais parar, só parava quando não tivesse mais o que comer ou quando estivesse quase passando mal de tão cheia. Não eram um ou dois pedaços de pizza a mais, era a pizza inteira. Não era um chocolate ou dois a mais, era uma caixa inteira, depois da pizza. Eu pedia comida para duas pessoas para comer sozinha, acompanhado de um litro de refrigerante. Comia comida fria, direto da geladeira, pão duro, alimentos que não gostava, não importava, o importante era continuar comendo. Eu me sentia quase em transe, porque comia tão rápido e sem prestar atenção que às vezes o que eu estava comendo acabava sem que eu percebesse. E além de todo o estresse físico e emocional, eu ainda gastava o que não tinha durante os episódios de orgia alimentar. A compulsão alimentar é um transtorno psiquiátrico complexo e os motivos pra que ela ocorra são variados: pode ser uma resposta do corpo a longos períodos de fome ou restrição alimentar, uma busca por alívio emocional de traumas ou contextos difíceis e pode ser até uma forma de rebeldia, de tentar recuperar um controle (ilusório) quando você se sente sem controle de nada ou sendo controlada por outros, pode ser uma forma de dizer ao mundo que você decide o que quer fazer, mesmo que seja algo prejudicial (por muito tempo esse foi um dos meus motivos). Mas independente da causa, a compulsão não vai resolver nenhuma delas e invariavelmente vai gerar muitos problemas. O que vai tratar a causa é… tratar a causa. Com acompanhamento psicológico e nutricional especializados, é possível aprender novas maneiras de processar e lidar com os sentimentos, de comer e viver, que não sejam viver andando na corda bamba, entre o caos e a restrição total. Busque ajuda 💛 #projetovidão #compulsaoalimentar
É que tinha que ser ela. Feliz seis meses, minha princesa bolotinha, eu passaria por tudo de novo para te conhecer. 💞
Diversos fatores podem levar ao aparecimento de transtornos alimentares, incluindo até predisposição genética. Porém mensagens constantes de preocupação excessiva com o peso em relação à imagem corporal (própria ou alheia) ou de supervalorização de corpos magros são gatilho mais que suficiente para muitas pessoas (principalmente mulheres, que são 9 entre 10 pacientes). E quando essa visão parte de um responsável, especialmente da figura materna, que durante muito tempo será o modelo de comportamento para a filha (como também pode ser o caso da avó, tia ou outra figura feminina que seja um espelho para a menina), é amplamente observado que o impacto pode ser muito maior. Importante deixar claro que a ideia desse post não é condenar as mães que apresentam esse tipo de comportamento, pois geralmente apenas transferem de forma automática o próprio aprendizado/ bagagem de uma visão adoecida e problemática que atravessa gerações. Mas é importante também ter em mente que essa dinâmica existe e pode ter consequências perigosas, não só para prevenir, mas também para que mães nesse contexto possam, através da compreensão e mudança de mentalidade, facilitar a recuperação de suas filhas de um quadro de transtorno alimentar. Ou quem sabe ainda, para que possam elas mesmas buscar ajuda especializada e terem a oportunidade de desconstruir essa bagagem, tornando a relação com a própria aparência mais gentil e tranquila. 💛 #projetovidão
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