@lab.rachadura
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• Consturando pesquisas sobre a sociedade racista-sexista-capitalista • Consultorias • Cursos • Mentorias Por @crisrosacris
Quanto da sua personalidade é/foi produzida pelo racismo? No vídeo, trecho da entrevista no programa Gente de Expressão, @djavanoficial fala sobre como a timidez, característica tantas vezes lida como inata, tem relação direta com o fato de ser um homem negro. Essa discussão, que é apenas uma pílula, nos ajuda a perceber como as discussões sobre as subjetividades negras são múltiplas. E quanto mais o racismo se sofistica, mais entranhadas se tornam as suas introjeções. Como o racismo interferiu no seu jeito de ser?
a minha característica é de uma pessoa tímida, eu sempre fui muito tímido, apesar disso. Eu hoje estou menos, entendeu? Eu hoje me vejo, às vezes até um pouco enxerido, assim digamos, mas eu tenho essa característica de ser muito tímido, é uma coisa muito ligada ao fato de ser negro, sabia?
Me perguntaram sobre os estereótipos racistas (negra raivosa, arrogante, etc) e o meu processo de afirmação intelectual, e imediatamente me lembrei desse mandamento de @duquesa (aproveitei pra espalhar a palavra hahaha) Mas acabei fazendo um breve paralelo entre esse trecho da música Big D!!!! e a proposta de “estudar as coreografias da violência” proposta por @jotamombaca , para explicar como tem sido o meu processo de permanência e atuação não só na universidade, mas em outros espaços onde até pouco tempo atrás a minha presença não seria aceita. A conversa é muito mais longa do que esse breve trecho, e a pergunta veio depois de uma fala sobre os caminhos da nossa produção acadêmica, tendo como base a passagem objeto-sujeito. - Como você tem lidado? A mesa aconteceu na segunda-feira na UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul - Erechim), a convite do @coletivo.beatriznascimento
Início de semana, início de mês e, para alguns, também o ano se inicia pra valer hoje! Sendo assim, compartilho com vocês um trecho de Leda Maria Martins falando sobre a encruzilhada como epistemologia e em Exu como princípio de cognição num vídeo em que ela contextualiza a sua obra. Nessa verdadeira aula, ela fala sobre escrita, oralidade, oralitura, performance, tempo e muito mais. Na descrição do vídeo no canal do Itaú Cultural, de onde foi extraído, consta: “Pesquisadora indispensável para uma investigação do teatro contemporâneo no país e para a nossa percepção da cultura brasileira, Leda Maria Martins conta a sua trajetória do Rio de Janeiro até Minas Gerais, incluindo as passagens por importantes universidades e suas experiências mundo afora. Rainha da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá, marcam a sua vida a tradição afro-brasileira, a poesia e a vontade incessante de aprender. A série “Trajetórias” aborda a carreira e a contribuição de diferentes personalidades brasileiras para as artes e a cultura do país. São abordados temas como teatro, televisão, cinema, experimentação, fotografia, música, gestão cultural, memória, ancestralidade, a luta de povos indígenas, cultura afro-brasileira e questões de gênero.” No canal, você também pode assistir o vídeo com tradução em LIBRAS. Vídeo completo em: https://www.youtube.com/watch?v=Y8T02-dasUc
81 ANOS DE ANGELA DAVIS! Nesta publicação em colaboração com a Lab Rachadura (@lab.rachadura) trazemos uma importante questão: as nossas estratégias políticas nos inserem como sujeitas? Ao falar sobre o autocuidado em suas múltiplas dimensões, Angela Davis reitera a importância de nos sentirmos parte da mudança que queremos construir, especialmente porque há um futuro que se faz aqui, que é produzido no agora. Cuidar de si mesma é uma postura que deve se estabelecer como prática para a liberdade, um percurso inadiável do nosso reconhecimento como sujeitas da transformação social. Completando admiráveis 81 anos em 26 de janeiro, ela continua a nos ensinar sobre a complexidade do engajamento político, deixando rastros de coragem e esperança em contextos onde as desilusões tentam nos paralisar. Não há nada que possamos dizer além de: muito obrigada, Angela Davis! Te celebramos!
Domingos suscitam rituais, já percebeu? Mesmo quando não há intenção, acabamos nos envolvendo em movimentações “de domingo”, sejam religiosas, familiares ou aquele breve contato consigo mesma que, não raro, aparece em forma de melancolia. No vídeo, Grada Kilomba desloca os rituais e as cerimônias para um sentido mais amplo, ressaltando o caráter político e histórico que os compõem, e a sua importância para à construção das nossas identidades, articulando aos processos coloniais. Quais são os rituais que você alimenta? E quantos se perderam no meio do caminho? - Esse é o trecho de “O barco”, gravado a partir da sua instalação artística em Lisboa. Na descrição do vídeo, que é uma produção do BoCA, consta: “O Barco / The Boat” da artista Grada Kilomba é uma instalação composta por 140 blocos, que formam a silhueta do fundo de uma nau e desenham minuciosamente o espaço criado para acomodar os corpos de milhões de africanos, escravizados pelos impérios europeus. Inaugurada na bienal BoCA, a instalação estende-se ao longo de 32 metros, junto ao Rio Tejo, na Praça do Carvão do MAAT. A obra convida o público a entrar num jardim da memória, no qual poemas descansam sobre blocos de madeira queimada, lembrando histórias e identidades esquecidas. Que histórias são contadas? Onde são contadas? Como são contadas? E contadas por quem?“ Postei o link nos stories!
Quanto da sua personalidade é/foi produzida pelo racismo? No vídeo, trecho da entrevista no programa Gente de Expressão, @djavanoficial fala sobre como a timidez, característica tantas vezes lida como inata, tem relação direta com o fato de ser um homem negro. Essa discussão, que é apenas uma pílula, nos ajuda a perceber como as discussões sobre as subjetividades negras são múltiplas. E quanto mais o racismo se sofistica, mais entranhadas se tornam as suas introjeções. Como o racismo interferiu no seu jeito de ser?
a minha característica é de uma pessoa tímida, eu sempre fui muito tímido, apesar disso. Eu hoje estou menos, entendeu? Eu hoje me vejo, às vezes até um pouco enxerido, assim digamos, mas eu tenho essa característica de ser muito tímido, é uma coisa muito ligada ao fato de ser negro, sabia?
Me perguntaram sobre os estereótipos racistas (negra raivosa, arrogante, etc) e o meu processo de afirmação intelectual, e imediatamente me lembrei desse mandamento de @duquesa (aproveitei pra espalhar a palavra hahaha) Mas acabei fazendo um breve paralelo entre esse trecho da música Big D!!!! e a proposta de “estudar as coreografias da violência” proposta por @jotamombaca , para explicar como tem sido o meu processo de permanência e atuação não só na universidade, mas em outros espaços onde até pouco tempo atrás a minha presença não seria aceita. A conversa é muito mais longa do que esse breve trecho, e a pergunta veio depois de uma fala sobre os caminhos da nossa produção acadêmica, tendo como base a passagem objeto-sujeito. - Como você tem lidado? A mesa aconteceu na segunda-feira na UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul - Erechim), a convite do @coletivo.beatriznascimento
Início de semana, início de mês e, para alguns, também o ano se inicia pra valer hoje! Sendo assim, compartilho com vocês um trecho de Leda Maria Martins falando sobre a encruzilhada como epistemologia e em Exu como princípio de cognição num vídeo em que ela contextualiza a sua obra. Nessa verdadeira aula, ela fala sobre escrita, oralidade, oralitura, performance, tempo e muito mais. Na descrição do vídeo no canal do Itaú Cultural, de onde foi extraído, consta: “Pesquisadora indispensável para uma investigação do teatro contemporâneo no país e para a nossa percepção da cultura brasileira, Leda Maria Martins conta a sua trajetória do Rio de Janeiro até Minas Gerais, incluindo as passagens por importantes universidades e suas experiências mundo afora. Rainha da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá, marcam a sua vida a tradição afro-brasileira, a poesia e a vontade incessante de aprender. A série “Trajetórias” aborda a carreira e a contribuição de diferentes personalidades brasileiras para as artes e a cultura do país. São abordados temas como teatro, televisão, cinema, experimentação, fotografia, música, gestão cultural, memória, ancestralidade, a luta de povos indígenas, cultura afro-brasileira e questões de gênero.” No canal, você também pode assistir o vídeo com tradução em LIBRAS. Vídeo completo em: https://www.youtube.com/watch?v=Y8T02-dasUc
81 ANOS DE ANGELA DAVIS! Nesta publicação em colaboração com a Lab Rachadura (@lab.rachadura) trazemos uma importante questão: as nossas estratégias políticas nos inserem como sujeitas? Ao falar sobre o autocuidado em suas múltiplas dimensões, Angela Davis reitera a importância de nos sentirmos parte da mudança que queremos construir, especialmente porque há um futuro que se faz aqui, que é produzido no agora. Cuidar de si mesma é uma postura que deve se estabelecer como prática para a liberdade, um percurso inadiável do nosso reconhecimento como sujeitas da transformação social. Completando admiráveis 81 anos em 26 de janeiro, ela continua a nos ensinar sobre a complexidade do engajamento político, deixando rastros de coragem e esperança em contextos onde as desilusões tentam nos paralisar. Não há nada que possamos dizer além de: muito obrigada, Angela Davis! Te celebramos!
Domingos suscitam rituais, já percebeu? Mesmo quando não há intenção, acabamos nos envolvendo em movimentações “de domingo”, sejam religiosas, familiares ou aquele breve contato consigo mesma que, não raro, aparece em forma de melancolia. No vídeo, Grada Kilomba desloca os rituais e as cerimônias para um sentido mais amplo, ressaltando o caráter político e histórico que os compõem, e a sua importância para à construção das nossas identidades, articulando aos processos coloniais. Quais são os rituais que você alimenta? E quantos se perderam no meio do caminho? - Esse é o trecho de “O barco”, gravado a partir da sua instalação artística em Lisboa. Na descrição do vídeo, que é uma produção do BoCA, consta: “O Barco / The Boat” da artista Grada Kilomba é uma instalação composta por 140 blocos, que formam a silhueta do fundo de uma nau e desenham minuciosamente o espaço criado para acomodar os corpos de milhões de africanos, escravizados pelos impérios europeus. Inaugurada na bienal BoCA, a instalação estende-se ao longo de 32 metros, junto ao Rio Tejo, na Praça do Carvão do MAAT. A obra convida o público a entrar num jardim da memória, no qual poemas descansam sobre blocos de madeira queimada, lembrando histórias e identidades esquecidas. Que histórias são contadas? Onde são contadas? Como são contadas? E contadas por quem?“ Postei o link nos stories!
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