Após viralizar cantando o samba-enredo da Unidos da Tijuca nas redes sociais, a vendedora ambulante Liliann Santos irá desfilar na Sapucaí a convite da escola. O desfile, que acontece na próxima segunda-feira (16), tem como tema a escritora Carolina Maria de Jesus, símbolo de resistência e luta das mulheres periféricas. Em vídeo publicado pela escola na noite de ontem (9), Liliann contou que sua história se mistura com a da escritora de "Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada", vítima de maus-tratos na infância e da miséria como catadora de papel e outros objetos recolhidos no lixo, para conseguir sustentar os filhos. "Carolina sou eu... Eu estava fora do mercado de trabalho e fui fazer um curso. No curso, não tinha a série que eles estavam pedindo. Fui voltar a estudar e minha professora pediu para a gente ler Carolina de Jesus. Eu me apaixonei. Sou camelô, fui para a Tijuca trabalhar, e aí, o enredo que eu escuto. Carolina de Jesus é de arrepiar, passou um filme na minha cabeça", disse Liliann. 🎥Reprodução/ @santos.liliann #institutoluizgama #luizgama #direitoshumanos #antirracismo #vidasnegrasimportam
Reginaldo Cordeiro dos Santos Junior (@reginaldocordeirodossantosjr ), doutor em Antropologia e pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi vítima de racismo, intimidação e perseguição por parte de um segurança da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich/UFMG). Ao chegar à Fafich na última segunda-feira (15), ele foi abordado de forma agressiva por um vigia, que o identificou como entregador e questionou, em tom hostil, o conteúdo de uma caixa que carregava. O pesquisador voltava de um trabalho de campo e levava materiais do projeto de mapeamento para a sala de pesquisa. Mesmo após dizer que era pesquisador da universidade, o segurança reagiu com sarcasmo e passou a persegui-lo com um celular em mãos, em tom intimidatório. Ele foi então à direção da Fafich e relatou o ocorrido para o vice-diretor da unidade, Rogério Pateo. Ao deixar o prédio, no entanto, o segurança o abordou novamente e passou a fotografá-lo sem autorização. Diante da ameaça, o professor iniciou uma gravação com seu celular e só conseguiu sair do local após ser acompanhado por servidores da Fafich. “Eu tenho 44 anos, sou mestre e doutor em Antropologia pela UFMG. Venho de uma realidade de periferia, sempre lutei pelo estudo e nunca me envolvi com nada ilícito. Hoje sigo batalhando para conquistar um concurso público como professor universitário efetivo. E, ainda assim, nos tratam dessa forma? Cheguei à direção chorando, em completo desespero”, contou Reginaldo ao g1. "É muita coisa que a gente vive no contexto do cotidiano. São pequenas doses de racismo, mas o que aconteceu comigo na Fafich foi algo que me tocou muito. Me lembrou das abordagens da polícia que eu já vivi. Não era sobre a caixa, nunca foi sobre a caixa", disse. Em nota, a UFMG disse que está apurando a denúncia de ato discriminatório e que afastou o profissional terceirizado envolvido. O pesquisador registrou boletim de ocorrência. 🎥Reprodução/ movimentonegroufmg #institutoluizgama #luizgama #direitoshumanos #antirracismo #vidasnegrasimportam
Um episódio de racismo voltou a expor um problema persistente no futebol brasileiro. Durante partida do Campeonato Paulista da Série A4, torcedores dirigiram ofensas racistas ao jogador Yan Gabriel, do Colorado Caieiras, no estádio em Leme (SP). De acordo com o registro da partida, o atleta foi insultado com expressões relacionadas ao seu cabelo, o que levou à interrupção do jogo após a aplicação do protocolo antirracismo. Após o ocorrido, o presidente do Lemense, Alexandre Barbosa, gravou um vídeo ao lado do jogador pedindo desculpas públicas e condenando a atitude de parte da torcida. No pronunciamento, afirmou que, se episódios semelhantes voltarem a acontecer, poderá retirar o próprio clube da competição. A Federação Paulista de Futebol divulgou nota repudiando o caso e defendendo a apuração e punição dos responsáveis. O episódio evidencia como o racismo ainda atravessa espaços de convivência pública — inclusive o esporte — e reforça a necessidade de responsabilização, educação antirracista e compromisso institucional para que estádios não continuem sendo ambientes de violência e discriminação. 🎥Reprodução/ ge/ Globo #RacismoNoFutebol #RacismoNão #InstitutoLuizGama #DireitosHumanos #IgualdadeRacial
David Fernandes e Marcelle Turan, pais de uma bebê batizada em uma igreja católica do Leblon (RJ), viveram um episódio de racismo causado pelo próprio religioso que realizou a cerimônia. Minutos antes do batizado, o padre Wagner Augusto, da Paróquia Santos Anjos, avisou aos familiares que não pronunciaria o nome escolhido pelos pais, Yaminah. “O padre chamou a minha sogra antes de começar o batismo e falou que ele não falaria o nome da nossa filha porque não era um nome cristão. A gente foi conversar na sacristia com ele e ele falou que o nome dela estava ligado a um culto religioso e que por isso não falaria o nome dela”, disse a mãe da bebê ao g1. Segundo Marcelle, o padre disse que falaria Maria e o nome da criança, mas que ela e o marido não aceitaram a opção. O religioso decidiu realizar o batizado como se tivesse respeitado o desejo dos pais, mas, durante a cerimônia, não disse o nome da bebê sequer uma vez. “Ele falava ‘a criança’, ‘a filha de vocês. Ele não falava o nome dela de jeito nenhum. E no momento mais importante, que é quando você joga água na cabeça, você fala ‘eu te batizo, o nome da criança’, ele não falou”, relatou Marcelle. Um vídeo, gravado por uma tia, mostra que ela chegou a pedir que o padre falasse o nome de Yaminah. Ele, então, responde que já tinha falado, o que o vídeo da cerimônia prova ser falso. A família registrou ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, classificando o caso como preconceito por raça, cor ou religião. A Arquidiocese reforçou que repudia qualquer forma de discriminação e reafirmou o compromisso com o acolhimento, o diálogo e o respeito à diversidade cultural. 🎥Reprodução/ g1 #institutoluizgama #luizgama #direitoshumanos #antirracismo #vidasnegrasimportam
@globonews CARNAVAL - Mulheres nascidas nas comunidades do Rio brilham na em Sapucaí e que conquistaram também as redes sociai, como Carolina Macharethe, musa da Viradouro, eis Mayara Lima, rainha de bateria da Paraíso do Tuiuti. Veja como é a rotina dessas influenciadoras do samba. 🎥Reprodução/ globonews #institutoluizgama #luizgama #direitoshumanos #antirracismo #vidasnegrasimportam
Após viralizar cantando o samba-enredo da Unidos da Tijuca nas redes sociais, a vendedora ambulante Liliann Santos irá desfilar na Sapucaí a convite da escola. O desfile, que acontece na próxima segunda-feira (16), tem como tema a escritora Carolina Maria de Jesus, símbolo de resistência e luta das mulheres periféricas. Em vídeo publicado pela escola na noite de ontem (9), Liliann contou que sua história se mistura com a da escritora de "Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada", vítima de maus-tratos na infância e da miséria como catadora de papel e outros objetos recolhidos no lixo, para conseguir sustentar os filhos. "Carolina sou eu... Eu estava fora do mercado de trabalho e fui fazer um curso. No curso, não tinha a série que eles estavam pedindo. Fui voltar a estudar e minha professora pediu para a gente ler Carolina de Jesus. Eu me apaixonei. Sou camelô, fui para a Tijuca trabalhar, e aí, o enredo que eu escuto. Carolina de Jesus é de arrepiar, passou um filme na minha cabeça", disse Liliann. 🎥Reprodução/ @santos.liliann #institutoluizgama #luizgama #direitoshumanos #antirracismo #vidasnegrasimportam
Reginaldo Cordeiro dos Santos Junior (@reginaldocordeirodossantosjr ), doutor em Antropologia e pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi vítima de racismo, intimidação e perseguição por parte de um segurança da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich/UFMG). Ao chegar à Fafich na última segunda-feira (15), ele foi abordado de forma agressiva por um vigia, que o identificou como entregador e questionou, em tom hostil, o conteúdo de uma caixa que carregava. O pesquisador voltava de um trabalho de campo e levava materiais do projeto de mapeamento para a sala de pesquisa. Mesmo após dizer que era pesquisador da universidade, o segurança reagiu com sarcasmo e passou a persegui-lo com um celular em mãos, em tom intimidatório. Ele foi então à direção da Fafich e relatou o ocorrido para o vice-diretor da unidade, Rogério Pateo. Ao deixar o prédio, no entanto, o segurança o abordou novamente e passou a fotografá-lo sem autorização. Diante da ameaça, o professor iniciou uma gravação com seu celular e só conseguiu sair do local após ser acompanhado por servidores da Fafich. “Eu tenho 44 anos, sou mestre e doutor em Antropologia pela UFMG. Venho de uma realidade de periferia, sempre lutei pelo estudo e nunca me envolvi com nada ilícito. Hoje sigo batalhando para conquistar um concurso público como professor universitário efetivo. E, ainda assim, nos tratam dessa forma? Cheguei à direção chorando, em completo desespero”, contou Reginaldo ao g1. "É muita coisa que a gente vive no contexto do cotidiano. São pequenas doses de racismo, mas o que aconteceu comigo na Fafich foi algo que me tocou muito. Me lembrou das abordagens da polícia que eu já vivi. Não era sobre a caixa, nunca foi sobre a caixa", disse. Em nota, a UFMG disse que está apurando a denúncia de ato discriminatório e que afastou o profissional terceirizado envolvido. O pesquisador registrou boletim de ocorrência. 🎥Reprodução/ movimentonegroufmg #institutoluizgama #luizgama #direitoshumanos #antirracismo #vidasnegrasimportam
Um episódio de racismo voltou a expor um problema persistente no futebol brasileiro. Durante partida do Campeonato Paulista da Série A4, torcedores dirigiram ofensas racistas ao jogador Yan Gabriel, do Colorado Caieiras, no estádio em Leme (SP). De acordo com o registro da partida, o atleta foi insultado com expressões relacionadas ao seu cabelo, o que levou à interrupção do jogo após a aplicação do protocolo antirracismo. Após o ocorrido, o presidente do Lemense, Alexandre Barbosa, gravou um vídeo ao lado do jogador pedindo desculpas públicas e condenando a atitude de parte da torcida. No pronunciamento, afirmou que, se episódios semelhantes voltarem a acontecer, poderá retirar o próprio clube da competição. A Federação Paulista de Futebol divulgou nota repudiando o caso e defendendo a apuração e punição dos responsáveis. O episódio evidencia como o racismo ainda atravessa espaços de convivência pública — inclusive o esporte — e reforça a necessidade de responsabilização, educação antirracista e compromisso institucional para que estádios não continuem sendo ambientes de violência e discriminação. 🎥Reprodução/ ge/ Globo #RacismoNoFutebol #RacismoNão #InstitutoLuizGama #DireitosHumanos #IgualdadeRacial
David Fernandes e Marcelle Turan, pais de uma bebê batizada em uma igreja católica do Leblon (RJ), viveram um episódio de racismo causado pelo próprio religioso que realizou a cerimônia. Minutos antes do batizado, o padre Wagner Augusto, da Paróquia Santos Anjos, avisou aos familiares que não pronunciaria o nome escolhido pelos pais, Yaminah. “O padre chamou a minha sogra antes de começar o batismo e falou que ele não falaria o nome da nossa filha porque não era um nome cristão. A gente foi conversar na sacristia com ele e ele falou que o nome dela estava ligado a um culto religioso e que por isso não falaria o nome dela”, disse a mãe da bebê ao g1. Segundo Marcelle, o padre disse que falaria Maria e o nome da criança, mas que ela e o marido não aceitaram a opção. O religioso decidiu realizar o batizado como se tivesse respeitado o desejo dos pais, mas, durante a cerimônia, não disse o nome da bebê sequer uma vez. “Ele falava ‘a criança’, ‘a filha de vocês. Ele não falava o nome dela de jeito nenhum. E no momento mais importante, que é quando você joga água na cabeça, você fala ‘eu te batizo, o nome da criança’, ele não falou”, relatou Marcelle. Um vídeo, gravado por uma tia, mostra que ela chegou a pedir que o padre falasse o nome de Yaminah. Ele, então, responde que já tinha falado, o que o vídeo da cerimônia prova ser falso. A família registrou ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, classificando o caso como preconceito por raça, cor ou religião. A Arquidiocese reforçou que repudia qualquer forma de discriminação e reafirmou o compromisso com o acolhimento, o diálogo e o respeito à diversidade cultural. 🎥Reprodução/ g1 #institutoluizgama #luizgama #direitoshumanos #antirracismo #vidasnegrasimportam
@globonews CARNAVAL - Mulheres nascidas nas comunidades do Rio brilham na em Sapucaí e que conquistaram também as redes sociai, como Carolina Macharethe, musa da Viradouro, eis Mayara Lima, rainha de bateria da Paraíso do Tuiuti. Veja como é a rotina dessas influenciadoras do samba. 🎥Reprodução/ globonews #institutoluizgama #luizgama #direitoshumanos #antirracismo #vidasnegrasimportam
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Portal de notícias do Instituto Luiz Gama, associação civil que atua na defesa das minorias e dos direitos humanos Fundador Silvio Almeida
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