@psi.julianamatos
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💡despertando mulheres, (re)pensando as relações & desejando 📖 autora do livro: o poder libertador de se amar 👇🏼análise | supervisão | grupos
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Marina Ruy Barbosa apareceu com os braços roxos, sem circulação, por usar um vestido de 15kg em um evento de gala. Andrea Dworkin já dizia que quem acredita que o padrão de beleza é sobre estética, se engana. Normas de beleza não regulam o que é ou não belo, mas como um corpo pode se mover, respirar, existir. Um vestido que tira a circulação do braço é um símbolo perfeito de como o mito da beleza aprisiona: sufoca a mobilidade, a espontaneidade e define até onde uma mulher pode ir — literalmente. O mito da beleza é um sedativo político. Uma armadilha. E como toda armadilha bem feita, ela parece escolha. Marina está sufocada, mas ainda assim sustenta um ideal de elegância e sucesso. Talvez o pesado não seja só o vestido.
Boa parte das nossas neuroses vem dos devaneios sobre outras vidas possíveis: outras profissões, outros amores, outras formas de vida, outras escolhas… O “e se” é uma das fontes do nosso mal-estar porque, ao renunciarmos a certas possibilidades, elas permanecem nos atormentando no universo paralelo das fantasias. Eu costumo brincar, em supervisão, que ninguém chega à análise se queixando de não conseguir respirar debaixo d’água. Afinal, não supomos que deveríamos fazer isso para sermos amados, felizes e reconhecidos, e, principalmente, não achamos que alguém o faça. Sofremos pelo que acreditamos que deveríamos conseguir, e não pelo impossível. nem pela falta, mas pelo que pensamos que aquela falta nos impede de viver ou ser. O sujeito neurótico organiza seu desejo a partir da falta. Queixamo-nos daquilo que pensamos que deveria estar ali, mas não está. Por isso, a queixa é o avesso do desejo. Na análise, diferentemente da terapia, o trabalho não é encontrar soluções para as razões da insatisfação, mas revelar o ideal recalcado que a sustenta. O real da vida é que, como disse Kundera, “não há nenhuma possibilidade de verificar qual a boa decisão, porque não existe nenhuma comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação.” O desejo circula, o real insiste na não satisfação. Por isso, tentamos dar um nome para essa falta e supomos que, em outra vida, sendo outra pessoa, de outro jeito, não nos angustiaríamos. Cada um com sua criatividade neurótica… Mas a verdade é que, sim, se você tivesse escolhido outro caminho, não viveria essas tristezas. Mas viveria outras. Cada escolha traz consigo as angústias que lhe são próprias. A paralisia da neurose vem da ideia de que existe uma vida — ou alguém que viva uma vida — onde as angústias são eliminadas. Ficar preso ao potencial de uma vida que você deixou para trás — ou que imagina que alguém tem — não apenas te paralisa, como rouba a satisfação (parcial) da vida que você tem para viver. O que desfavorece tanto o compromisso com o desejo como o sentimento de existência. Estamos nos tornando infelizes por não estarmos felizes o tempo todo. Vídeo via @dosecinefila
You know, I met a version of you that never married me. Yeah? What did I do? You're an artist. I met you at the opening for your newest show. You lived in a really cool loft. You had a
Eu preciso assumir a importância de exercitar a energia feminina, mulheres! E me conta, como você trabalha e fortalece sua energia feminina no dia a dia?
Quando o ciúme se torna recorrente e intenso, a pessoa passa a viver sob a constante crença de que há sempre uma ameaça invisível capaz de afastar o parceiro. Esse medo pode não ter uma justificativa concreta, mas ainda assim gera comportamentos controladores, tentativas de validar o amor do outro o tempo todo e uma dificuldade de confiar genuinamente. O que está em jogo aqui não é apenas o comportamento do parceiro, mas a relação da própria pessoa com sua autoestima e segurança emocional. Muitas vezes, acreditamos que o problema está no outro: “Se ele me desse mais atenção, eu não sentiria ciúme.” “Se ela não fosse tão sociável, eu não ficaria assim.” Mas, na realidade, o ciúme costuma falar mais sobre quem sente do que sobre quem o provoca. Ele pode estar ligado a experiências passadas, feridas emocionais e crenças sobre o próprio valor. O bom relacionamento não é aquele onde não existe ciúme, mas aquele onde existe confiança — tanto no outro quanto em si mesmo. A segurança emocional não nasce da certeza absoluta de que nunca perderemos alguém, mas da capacidade de lidar com os medos e construir um vínculo baseado em liberdade e respeito mútuo. Se você sente que o ciúme tem impactado sua relação e sua paz interior, esse pode ser um convite para olhar para dentro e compreender melhor suas inseguranças. A terapia é um espaço para transformar esse sentimento, trazendo mais equilíbrio e confiança para seus relacionamentos. Se quiser aprofundar essa jornada, nossa clínica está disponível para ajudá-lo a compreender e transformar esse padrão emocional. Afinal, relacionamentos saudáveis começam com uma relação saudável consigo mesmo.
As mulheres são capturadas por uma nova narrativa: Houve um paraíso perdido. Mas a ideia de que um dia mulheres não trabalharam e foram sustentadas é uma falácia. Essa nostalgia do passado vendida pelas esposas troféu é um cenário imaginado. Mulheres sempre contribuíram para a subsistência da família e para a economia. O trabalho feminino sempre esteve presente em diversas atividades produtivas, mesmo que invisibilizado. E a divisão de papéis entre “homem provedor” e “mulher cuidadora” não é natural, mas sim uma construção social e econômica que se altera a cada época. Hoje, o que parece um retorno ao tradicionalismo familiar não passa de um resgate a lógica de exploração do trabalho feminino disfarçada de escolha moderna, ignorando as desigualdades estruturais desse modelo. A romantização da desigualdade vem com filtro bonito e legenda motivacional pra mulheres que estão exaustas de anos de exploração da sua força de trabalho. Parecendo uma boa ideia largar uma carga exaustiva de trabalho por uma relação onde sua única preocupação é ficar linda. O casamento nesse discurso surge como seguro de vida, garantia de sustento, proteção e cuidado. Mas se quer ser sustentada, seja inteligente. Se o dono do dinheiro é o dono do poder, garanta uma fatia para você: um salário, uma porcentagem do que ele ganha, bens no seu nome. Caso contrario, esse acordo te vulnerabiliza. E se ele paga por tudo, você também é um dos bens dele.
Marina Ruy Barbosa apareceu com os braços roxos, sem circulação, por usar um vestido de 15kg em um evento de gala. Andrea Dworkin já dizia que quem acredita que o padrão de beleza é sobre estética, se engana. Normas de beleza não regulam o que é ou não belo, mas como um corpo pode se mover, respirar, existir. Um vestido que tira a circulação do braço é um símbolo perfeito de como o mito da beleza aprisiona: sufoca a mobilidade, a espontaneidade e define até onde uma mulher pode ir — literalmente. O mito da beleza é um sedativo político. Uma armadilha. E como toda armadilha bem feita, ela parece escolha. Marina está sufocada, mas ainda assim sustenta um ideal de elegância e sucesso. Talvez o pesado não seja só o vestido.
Boa parte das nossas neuroses vem dos devaneios sobre outras vidas possíveis: outras profissões, outros amores, outras formas de vida, outras escolhas… O “e se” é uma das fontes do nosso mal-estar porque, ao renunciarmos a certas possibilidades, elas permanecem nos atormentando no universo paralelo das fantasias. Eu costumo brincar, em supervisão, que ninguém chega à análise se queixando de não conseguir respirar debaixo d’água. Afinal, não supomos que deveríamos fazer isso para sermos amados, felizes e reconhecidos, e, principalmente, não achamos que alguém o faça. Sofremos pelo que acreditamos que deveríamos conseguir, e não pelo impossível. nem pela falta, mas pelo que pensamos que aquela falta nos impede de viver ou ser. O sujeito neurótico organiza seu desejo a partir da falta. Queixamo-nos daquilo que pensamos que deveria estar ali, mas não está. Por isso, a queixa é o avesso do desejo. Na análise, diferentemente da terapia, o trabalho não é encontrar soluções para as razões da insatisfação, mas revelar o ideal recalcado que a sustenta. O real da vida é que, como disse Kundera, “não há nenhuma possibilidade de verificar qual a boa decisão, porque não existe nenhuma comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação.” O desejo circula, o real insiste na não satisfação. Por isso, tentamos dar um nome para essa falta e supomos que, em outra vida, sendo outra pessoa, de outro jeito, não nos angustiaríamos. Cada um com sua criatividade neurótica… Mas a verdade é que, sim, se você tivesse escolhido outro caminho, não viveria essas tristezas. Mas viveria outras. Cada escolha traz consigo as angústias que lhe são próprias. A paralisia da neurose vem da ideia de que existe uma vida — ou alguém que viva uma vida — onde as angústias são eliminadas. Ficar preso ao potencial de uma vida que você deixou para trás — ou que imagina que alguém tem — não apenas te paralisa, como rouba a satisfação (parcial) da vida que você tem para viver. O que desfavorece tanto o compromisso com o desejo como o sentimento de existência. Estamos nos tornando infelizes por não estarmos felizes o tempo todo. Vídeo via @dosecinefila
You know, I met a version of you that never married me. Yeah? What did I do? You're an artist. I met you at the opening for your newest show. You lived in a really cool loft. You had a
Eu preciso assumir a importância de exercitar a energia feminina, mulheres! E me conta, como você trabalha e fortalece sua energia feminina no dia a dia?
Quando o ciúme se torna recorrente e intenso, a pessoa passa a viver sob a constante crença de que há sempre uma ameaça invisível capaz de afastar o parceiro. Esse medo pode não ter uma justificativa concreta, mas ainda assim gera comportamentos controladores, tentativas de validar o amor do outro o tempo todo e uma dificuldade de confiar genuinamente. O que está em jogo aqui não é apenas o comportamento do parceiro, mas a relação da própria pessoa com sua autoestima e segurança emocional. Muitas vezes, acreditamos que o problema está no outro: “Se ele me desse mais atenção, eu não sentiria ciúme.” “Se ela não fosse tão sociável, eu não ficaria assim.” Mas, na realidade, o ciúme costuma falar mais sobre quem sente do que sobre quem o provoca. Ele pode estar ligado a experiências passadas, feridas emocionais e crenças sobre o próprio valor. O bom relacionamento não é aquele onde não existe ciúme, mas aquele onde existe confiança — tanto no outro quanto em si mesmo. A segurança emocional não nasce da certeza absoluta de que nunca perderemos alguém, mas da capacidade de lidar com os medos e construir um vínculo baseado em liberdade e respeito mútuo. Se você sente que o ciúme tem impactado sua relação e sua paz interior, esse pode ser um convite para olhar para dentro e compreender melhor suas inseguranças. A terapia é um espaço para transformar esse sentimento, trazendo mais equilíbrio e confiança para seus relacionamentos. Se quiser aprofundar essa jornada, nossa clínica está disponível para ajudá-lo a compreender e transformar esse padrão emocional. Afinal, relacionamentos saudáveis começam com uma relação saudável consigo mesmo.
As mulheres são capturadas por uma nova narrativa: Houve um paraíso perdido. Mas a ideia de que um dia mulheres não trabalharam e foram sustentadas é uma falácia. Essa nostalgia do passado vendida pelas esposas troféu é um cenário imaginado. Mulheres sempre contribuíram para a subsistência da família e para a economia. O trabalho feminino sempre esteve presente em diversas atividades produtivas, mesmo que invisibilizado. E a divisão de papéis entre “homem provedor” e “mulher cuidadora” não é natural, mas sim uma construção social e econômica que se altera a cada época. Hoje, o que parece um retorno ao tradicionalismo familiar não passa de um resgate a lógica de exploração do trabalho feminino disfarçada de escolha moderna, ignorando as desigualdades estruturais desse modelo. A romantização da desigualdade vem com filtro bonito e legenda motivacional pra mulheres que estão exaustas de anos de exploração da sua força de trabalho. Parecendo uma boa ideia largar uma carga exaustiva de trabalho por uma relação onde sua única preocupação é ficar linda. O casamento nesse discurso surge como seguro de vida, garantia de sustento, proteção e cuidado. Mas se quer ser sustentada, seja inteligente. Se o dono do dinheiro é o dono do poder, garanta uma fatia para você: um salário, uma porcentagem do que ele ganha, bens no seu nome. Caso contrario, esse acordo te vulnerabiliza. E se ele paga por tudo, você também é um dos bens dele.
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