@pilulasfilosoficas
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FILOSOFIA CLÍNICA, PSICANÁLISE, BUDISMO & ALGO ➕️ Autoconhecimento e práticas de liberdade! Uma dose diária! Voluntário CVV PcD RJ
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“A percepção humana é assustadoramente limitada. Acreditamos estar vendo o todo, quando, na verdade, só vimos uma fração.” A frase atribuída a Empédocles revela uma inquietação ancestral: a limitação dos sentidos e da razão na compreensão da realidade. O pensador pré-socrático, ao afirmar isso, sugere que o conhecimento humano está cercado por filtros e ilusões, tornando-nos cegos ao que escapa à nossa percepção imediata. Diante dessa constatação, torna-se fundamental refletir sobre os limites daquilo que tomamos como verdade. Se tudo o que enxergamos é apenas uma fração da realidade, até que ponto nossas certezas são realmente seguras? Essa pergunta nos provoca a duvidar do que consideramos absoluto. Muitas vezes, julgamos pessoas, situações e até ideologias com base em fragmentos, esquecendo que o mundo é composto por múltiplas camadas e perspectivas. Desenvolver a humildade epistemológica — isto é, reconhecer que não sabemos tudo — é um passo essencial para ampliar horizontes e cultivar a empatia. Questionar-se, portanto, é mais sábio do que afirmar com rigidez. Afinal, perceber a limitação é o primeiro passo rumo ao verdadeiro conhecimento. LEIA MAIS sobre Mileva Marić no primeiro comentário! CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎
Ah, me desculpe. Por que? Devo estar na sala errada. Que aula você está procurando? Física. Bom dia. Diga-me, você conhece Impédocles? O que disse? Impédocles, o filósofo pré-socrático que estudou a cosmogonia. Como eu disse, eu estudo... Física? Sim, você deixou bem claro.
“Quem não suporta a diferença, não suporta a realidade”, afirma Zygmunt Bauman em Modernidade Líquida. E talvez nada revele mais sobre nós do que a forma como reagimos ao que escapa ao nosso controle. A recusa da diferença não é sinal de força, mas de fragilidade: é o medo tentando se disfarçar de convicção. No cotidiano, isso aparece nos pequenos julgamentos, nas expectativas rígidas, nas relações em que queremos que o outro seja exatamente como imaginamos. Mas a realidade — como lembra Bauman — é movimento, pluralidade, encontros inesperados. Na Psicanálise e na Filosofia Clínica, aprender a suportar a diferença é aprender a tolerar o próprio desconhecido interno, aquilo que não nomeamos e que, por isso, nos assusta. Quando exigimos que o mundo se ajuste ao nosso mapa, perdemos a chance de ampliar nossa liberdade e nossa potência de existir. Talvez a verdadeira maturidade emocional esteja justamente em acolher o imprevisível e reconhecer que o outro não é uma extensão de nós. Afinal, como podemos viver de forma livre se continuamos presos às nossas certezas? O que em você ainda resiste à diferença — e o que essa resistência tenta proteger? CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎 #pilulasfilosoficas #filosofia #filosofiaclínica #psicanálise #filosofiaclinica #psicanalise Não há intenção de infringir direitos de autoria. Contate-nos para consertar
O que está acontecendo aqui? Essa aí, pastor. Passa a noite servindo ao diabo e agora vai pegar a comida da igreja. A gente não é mesmo da igreja não, pastor. Me desculpe, isso não tem a menor importância. O meu avô era do candomblé, eu sempre amei e respeitei o meu avô. Essa é minha avó. Toda vez que chega o calor, ela piora muito. Como é que ela chama? Chama Lúcia. O médico já passou uma lista de remédios, mas a gente não tem condições. A gente compra o que são próprios.
Em diversas de suas crônicas, Rubem Alves nos lembra que a felicidade mora nos detalhes cotidianos, muitas vezes ignorados na pressa do dia a dia. Em um de seus textos mais conhecidos, ele celebra o prazer simples de um banho quente, dizendo que sentir a água quentinha descendo pelo corpo é um momento de felicidade verdadeira. Essa reflexão nos convida a repensar a ideia de que a felicidade está em conquistas grandiosas; talvez ela esteja, de fato, nas coisas mais singelas e acessíveis. Quantas vezes deixamos de perceber essas pequenas alegrias por estarmos focados demais em metas distantes? A correria e a ansiedade por um futuro idealizado nos cegam para o presente, para o agora. Sentir o cheiro do café, ouvir o canto dos pássaros, receber um sorriso espontâneo — tudo isso é parte do que Rubem Alves chamaria de felicidade real. Valorizar o ordinário como extraordinário pode ser o segredo para uma vida mais plena. Talvez seja hora de desacelerar e redescobrir os encantos escondidos no cotidiano. CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎 #felicidade #alegria #rubemalves #filosofia #pilulasfilosoficas
Friedrich Nietzsche, em A Gaia Ciência, afirma: "Temos a arte para não morrer da verdade." Ele nos sugere que a realidade, em sua forma mais crua, pode ser insuportável. A arte, então, não seria apenas um entretenimento, mas uma necessidade para tornar a vida suportável. Se a verdade absoluta fosse sempre benéfica, por que os seres humanos criam mitos, histórias e símbolos para interpretá-la? A arte não apenas embeleza a existência, mas a ressignifica, oferecendo novas perspectivas diante do sofrimento e da incerteza. Por meio da música, da pintura e da literatura, é possível enfrentar verdades difíceis sem ser destruído por elas. Mas, se precisamos da arte para suportar a verdade, isso significa que a realidade é, por si só, insuportável? Ou seria a arte a melhor forma de revelar o que a verdade realmente significa? CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎 #pilulasfilosoficas #filosofia #Nietzsche #arte #musica Não há intenção de infringir direitos de autoria. Contate-nos para consertar
Em *A República*, Platão alerta sobre o impacto da música na alma e na sociedade, defendendo que o governo deve supervisionar as melodias e ritmos permitidos ao povo (Livro III, 398c-399d). Para ele, a música não é apenas uma expressão artística, mas uma ferramenta poderosa para moldar o caráter e os valores dos cidadãos, influenciando diretamente a ética e a política. Essa visão reflete sua preocupação com a harmonia entre o indivíduo e a pólis, onde a música deveria inspirar virtudes e ordem. Mas será que restringir a música em nome de uma sociedade ideal não fere a liberdade individual? Ao mesmo tempo, ignorar sua influência pode abrir espaço para manipulações sutis, tornando a arte um instrumento de controle ou alienação. Platão nos convida a refletir sobre o equilíbrio entre liberdade artística e responsabilidade social, um dilema que permanece atual. A música, em sua essência, transcende o entretenimento, moldando emoções e comportamentos. Em um mundo onde as mídias amplificam mensagens musicais de forma global, quem decide o que deve ser ouvido? E, mais importante, quais valores essas escolhas promovem? Assim, revisitamos Platão não para restringir a arte, mas para compreender como ela pode servir como uma aliada na construção de sociedades mais justas e conscientes. CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎
“A percepção humana é assustadoramente limitada. Acreditamos estar vendo o todo, quando, na verdade, só vimos uma fração.” A frase atribuída a Empédocles revela uma inquietação ancestral: a limitação dos sentidos e da razão na compreensão da realidade. O pensador pré-socrático, ao afirmar isso, sugere que o conhecimento humano está cercado por filtros e ilusões, tornando-nos cegos ao que escapa à nossa percepção imediata. Diante dessa constatação, torna-se fundamental refletir sobre os limites daquilo que tomamos como verdade. Se tudo o que enxergamos é apenas uma fração da realidade, até que ponto nossas certezas são realmente seguras? Essa pergunta nos provoca a duvidar do que consideramos absoluto. Muitas vezes, julgamos pessoas, situações e até ideologias com base em fragmentos, esquecendo que o mundo é composto por múltiplas camadas e perspectivas. Desenvolver a humildade epistemológica — isto é, reconhecer que não sabemos tudo — é um passo essencial para ampliar horizontes e cultivar a empatia. Questionar-se, portanto, é mais sábio do que afirmar com rigidez. Afinal, perceber a limitação é o primeiro passo rumo ao verdadeiro conhecimento. LEIA MAIS sobre Mileva Marić no primeiro comentário! CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎
Ah, me desculpe. Por que? Devo estar na sala errada. Que aula você está procurando? Física. Bom dia. Diga-me, você conhece Impédocles? O que disse? Impédocles, o filósofo pré-socrático que estudou a cosmogonia. Como eu disse, eu estudo... Física? Sim, você deixou bem claro.
“Quem não suporta a diferença, não suporta a realidade”, afirma Zygmunt Bauman em Modernidade Líquida. E talvez nada revele mais sobre nós do que a forma como reagimos ao que escapa ao nosso controle. A recusa da diferença não é sinal de força, mas de fragilidade: é o medo tentando se disfarçar de convicção. No cotidiano, isso aparece nos pequenos julgamentos, nas expectativas rígidas, nas relações em que queremos que o outro seja exatamente como imaginamos. Mas a realidade — como lembra Bauman — é movimento, pluralidade, encontros inesperados. Na Psicanálise e na Filosofia Clínica, aprender a suportar a diferença é aprender a tolerar o próprio desconhecido interno, aquilo que não nomeamos e que, por isso, nos assusta. Quando exigimos que o mundo se ajuste ao nosso mapa, perdemos a chance de ampliar nossa liberdade e nossa potência de existir. Talvez a verdadeira maturidade emocional esteja justamente em acolher o imprevisível e reconhecer que o outro não é uma extensão de nós. Afinal, como podemos viver de forma livre se continuamos presos às nossas certezas? O que em você ainda resiste à diferença — e o que essa resistência tenta proteger? CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎 #pilulasfilosoficas #filosofia #filosofiaclínica #psicanálise #filosofiaclinica #psicanalise Não há intenção de infringir direitos de autoria. Contate-nos para consertar
O que está acontecendo aqui? Essa aí, pastor. Passa a noite servindo ao diabo e agora vai pegar a comida da igreja. A gente não é mesmo da igreja não, pastor. Me desculpe, isso não tem a menor importância. O meu avô era do candomblé, eu sempre amei e respeitei o meu avô. Essa é minha avó. Toda vez que chega o calor, ela piora muito. Como é que ela chama? Chama Lúcia. O médico já passou uma lista de remédios, mas a gente não tem condições. A gente compra o que são próprios.
Em diversas de suas crônicas, Rubem Alves nos lembra que a felicidade mora nos detalhes cotidianos, muitas vezes ignorados na pressa do dia a dia. Em um de seus textos mais conhecidos, ele celebra o prazer simples de um banho quente, dizendo que sentir a água quentinha descendo pelo corpo é um momento de felicidade verdadeira. Essa reflexão nos convida a repensar a ideia de que a felicidade está em conquistas grandiosas; talvez ela esteja, de fato, nas coisas mais singelas e acessíveis. Quantas vezes deixamos de perceber essas pequenas alegrias por estarmos focados demais em metas distantes? A correria e a ansiedade por um futuro idealizado nos cegam para o presente, para o agora. Sentir o cheiro do café, ouvir o canto dos pássaros, receber um sorriso espontâneo — tudo isso é parte do que Rubem Alves chamaria de felicidade real. Valorizar o ordinário como extraordinário pode ser o segredo para uma vida mais plena. Talvez seja hora de desacelerar e redescobrir os encantos escondidos no cotidiano. CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎 #felicidade #alegria #rubemalves #filosofia #pilulasfilosoficas
Friedrich Nietzsche, em A Gaia Ciência, afirma: "Temos a arte para não morrer da verdade." Ele nos sugere que a realidade, em sua forma mais crua, pode ser insuportável. A arte, então, não seria apenas um entretenimento, mas uma necessidade para tornar a vida suportável. Se a verdade absoluta fosse sempre benéfica, por que os seres humanos criam mitos, histórias e símbolos para interpretá-la? A arte não apenas embeleza a existência, mas a ressignifica, oferecendo novas perspectivas diante do sofrimento e da incerteza. Por meio da música, da pintura e da literatura, é possível enfrentar verdades difíceis sem ser destruído por elas. Mas, se precisamos da arte para suportar a verdade, isso significa que a realidade é, por si só, insuportável? Ou seria a arte a melhor forma de revelar o que a verdade realmente significa? CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎 #pilulasfilosoficas #filosofia #Nietzsche #arte #musica Não há intenção de infringir direitos de autoria. Contate-nos para consertar
Em *A República*, Platão alerta sobre o impacto da música na alma e na sociedade, defendendo que o governo deve supervisionar as melodias e ritmos permitidos ao povo (Livro III, 398c-399d). Para ele, a música não é apenas uma expressão artística, mas uma ferramenta poderosa para moldar o caráter e os valores dos cidadãos, influenciando diretamente a ética e a política. Essa visão reflete sua preocupação com a harmonia entre o indivíduo e a pólis, onde a música deveria inspirar virtudes e ordem. Mas será que restringir a música em nome de uma sociedade ideal não fere a liberdade individual? Ao mesmo tempo, ignorar sua influência pode abrir espaço para manipulações sutis, tornando a arte um instrumento de controle ou alienação. Platão nos convida a refletir sobre o equilíbrio entre liberdade artística e responsabilidade social, um dilema que permanece atual. A música, em sua essência, transcende o entretenimento, moldando emoções e comportamentos. Em um mundo onde as mídias amplificam mensagens musicais de forma global, quem decide o que deve ser ouvido? E, mais importante, quais valores essas escolhas promovem? Assim, revisitamos Platão não para restringir a arte, mas para compreender como ela pode servir como uma aliada na construção de sociedades mais justas e conscientes. CURADORIA- NANDO Siga @pilulasfilosoficas e ViVa a filosofia Uma dose diária 🖖😎
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