@fernandasamico
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Uma atormentada ajudando atormentados a estudar psicanálise 🤯 Inscrições para a Edição 3 do grupo de estudos Lacan em Revista 👇
Você sabe que a psicanálise não é uma abordagem da psicologia. Mas sabe formalizar isso, em termos teóricos? Um primeiro passo é tentar formalizar o conceito de INCONSCIENTE, que é radicalmente diferente do uso da palavra "inconsciente" associada aos processos psicológicos. Quando afirmo que a psicanálise trabalha com conteúdos inconscientes e a psicologia não, eu me refiro ao inconsciente enquanto uma LÓGICA específica, articulada - primeiro e acima de tudo - com pulsão. Essa lógica e essa articulação só existe na psicanálise. Escuta isso aqui, ó: "O que determina a especificidade da psicanálise é [...] sobretudo, uma concepção de 'sujeito' marcada pelo inconsciente e pela pulsão. [...] O inconsciente freudiano é o inconsciente pulsional, e é isso que o distingue de outras concepções do inconsciente." (IANNINI, G. Freud no século 21 - vol 1: O que é a psicanálise, p. 172) 🤯Agora, você precisa explicar isso para as pessoas, para o seu paciente? Aí, camarada, já é outra história... 👇Responde pra mim: você acha que deve explicar?
A transferência não é coisa exclusiva da psicanálise, mas somente na psicanálise ela se torna um OPERADOR de modificações potentes no sujeito! Mas, para tanto, há que saber manejá-la a favor da direção do tratamento. Como a vela de um barco, que não tenta mudar o sentido do vento, mas coloca sua resistência a favor do movimento. Capisci? Eu ainda não conheci uma unidade de psicanalista que não tivesse encontrado dificuldades com o manejo da transferência. Eu digo que comigo é onde, usualmente, meu manejo desliza do prumo. 😅 Como é essa experiência para você? Me conta nos comentários.
Um tanto polêmica, talvez um pouco sábia ou radicalmente estúpida... Certamente, uma opinião PARTICULAR, vinda em forma de conselho. Você pode concordar ou discordar, mas o mais importante é o compromisso que firmamos com os nossos pacientes. Me diz aí: você defende a psicanálise para quem a ataca?
O sintoma, não custa insistir: para a psicanálise, ele não é um defeito. É uma forma singular de habitar o impossível. 😉 O sintoma é linguagem, mas também gozo. É invenção, mas também sofrimento. É o que amarra o sujeito à sua verdade, mesmo quando ele nela não se reconhece. 👉 O trabalho analítico não visa suprimir o sintoma, mas operar com ele, interpretar seu lugar, e permitir que o sujeito produza uma outra resposta. Cuidado com a paixão de curar! Agora, caro/a/e analista em formação, responda com sinceridade: a quantas anda o furor sanandi por aí?
Vídeo estilo PAPO RETO, para quem tá começando no percurso da psicanálise e precisa ficar atento para não incorrer em algumas escolhas erradas. Você já tinha parado pra pensar nesses itens do tripé da formação?
Você sabe que a psicanálise não é uma abordagem da psicologia. Mas sabe formalizar isso, em termos teóricos? Um primeiro passo é tentar formalizar o conceito de INCONSCIENTE, que é radicalmente diferente do uso da palavra "inconsciente" associada aos processos psicológicos. Quando afirmo que a psicanálise trabalha com conteúdos inconscientes e a psicologia não, eu me refiro ao inconsciente enquanto uma LÓGICA específica, articulada - primeiro e acima de tudo - com pulsão. Essa lógica e essa articulação só existe na psicanálise. Escuta isso aqui, ó: "O que determina a especificidade da psicanálise é [...] sobretudo, uma concepção de 'sujeito' marcada pelo inconsciente e pela pulsão. [...] O inconsciente freudiano é o inconsciente pulsional, e é isso que o distingue de outras concepções do inconsciente." (IANNINI, G. Freud no século 21 - vol 1: O que é a psicanálise, p. 172) 🤯Agora, você precisa explicar isso para as pessoas, para o seu paciente? Aí, camarada, já é outra história... 👇Responde pra mim: você acha que deve explicar?
A transferência não é coisa exclusiva da psicanálise, mas somente na psicanálise ela se torna um OPERADOR de modificações potentes no sujeito! Mas, para tanto, há que saber manejá-la a favor da direção do tratamento. Como a vela de um barco, que não tenta mudar o sentido do vento, mas coloca sua resistência a favor do movimento. Capisci? Eu ainda não conheci uma unidade de psicanalista que não tivesse encontrado dificuldades com o manejo da transferência. Eu digo que comigo é onde, usualmente, meu manejo desliza do prumo. 😅 Como é essa experiência para você? Me conta nos comentários.
Um tanto polêmica, talvez um pouco sábia ou radicalmente estúpida... Certamente, uma opinião PARTICULAR, vinda em forma de conselho. Você pode concordar ou discordar, mas o mais importante é o compromisso que firmamos com os nossos pacientes. Me diz aí: você defende a psicanálise para quem a ataca?
O sintoma, não custa insistir: para a psicanálise, ele não é um defeito. É uma forma singular de habitar o impossível. 😉 O sintoma é linguagem, mas também gozo. É invenção, mas também sofrimento. É o que amarra o sujeito à sua verdade, mesmo quando ele nela não se reconhece. 👉 O trabalho analítico não visa suprimir o sintoma, mas operar com ele, interpretar seu lugar, e permitir que o sujeito produza uma outra resposta. Cuidado com a paixão de curar! Agora, caro/a/e analista em formação, responda com sinceridade: a quantas anda o furor sanandi por aí?
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