@acherontemovebo
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💬 Psicanálise, Cultura, Arte e outros bichos 💬 Por Mírian Maranhão Escrevo compulsivamente 📚 Doutora em Psicologia Clínica
Afinal, quem é o fantasma? Aquele ser errante que caminha por entre as trevas, frequentemente pisando em folhas secas, atravessando a bruma dos nossos sonhos para nos encontrar aí, nisso que chamamos realidade? Ou o fantasma seria o cadáver insepulto da mãe que dormita esquecido nos confins de um porão mal assombrado, à espera de quem se lhe reconheça? Nada disso. O fantasma é menos tenebroso do que nos parece. Em Lacan, ele, ao mesmo tempo em que é tela de projeção de nossas fantasias em torno do desejo, é o que ajuda o neurótico a suportar a realidade que se faz caminho, fardo, carma… O neurótico coloca o fantasma na cena - e todos sabemos que cena é essa, não é? -, ele brinca oferecendo seu lençol branco aos outros elementos ali presentes, fazendo assim alguma coisa operar - é mais ou menos isso o fantasma em Lacan. Trocando em miúdos, o fantasma, de tão assustador, chega a ser cômico. Rimos diante da artimanha dele, ali, querendo aterrorizar naquela cena em que cada um de nós enfiou o desejo. Como isso que nos diz da criancice da nossa encenação pode não descampar pro riso, justamente ali quando vemos que somos bem patéticos e repetimos, repetimos ad infinituum? Não sei…mistério!!
Olá! É com grande prazer que venho dizer que estão abertas as inscrições do meu primeiro minicurso aqui no riozinho Acheronta. Tudo que venho postando aqui no feed e também nos stories sobre Joan Didion já vinha anunciando a ideia de conhecer um pouco mais da obra dessa jornalista e profunda observadora da sociedade e dos costumes presentes numa época em que subversão, política e arte caminhavam juntos - nem sempre no mesmo ritmo. No Brasi, Joan Didion é mais conhecida por “O ano do pensamento mágico”, livro em que a autora lida com o luto e as consequências em sua vida, mas Joan é muito mais do que isso, contribuiu com a indústria de Hollywood roteirizando alguns filmes de sucesso como “Born to be a star”, que nos anos 1970 foi estrelado por Barbra Streissend e recentemente ganhou nova versão com Lady Gaga. Além dos filmes, Joan escreveu diversos ensaios, crônicas ácidas do cotidiano, escancarando a hipocrisia da bolha dos intelectuais da esquerda cultural californiana, diários, trabalhou em jornais e escreveu para revistas como a Vogue. A escrita de Joan Didion é pragmática, às vezes dura, precisa, o que contrasta com sua figura e seu porte físico franzino, de uma delicadeza de passarinho. O que isso nos diz sobre o feminino que invade sua letra? O que isso tem de feminino e mais, o que é essa tal escrita feminina? Será que ela dá conta do que é feminilidade? É com essas e muitas questões em mente que me lanço nessa jornada e convido todo mundo a se juntar a mim. Nossos encontros começam em abril. Serão aos sábados, quinzenalmente, a partir das 9:30 da manhã, iremos navegar em águas profundas, junto com Joan. Eu faço as honras da casa! 🛶 As obras de Joan que estarão no programa são: “O ano do pensamento mágico”, “O álbum branco” e “Noites azuis”, mas sem dúvida muitos outros trabalhos da Didion vão atravessar esse nosso estudo. Para inscrições, acesse o link: https://dramiriandigital.hotmart.host/minicurso-acheronta-a2ff6972-3623-4bbc-9276-06d91ca58009 ou entre no link na minha bio. 🧡🛶🧡
Hoje é dia dele. Por isso, vale acender vela, cantar parabéns, especular “com quem será?”, comer o bolo, fazer um desejo, apagar a vela, enfim, hoje vale tudo ou quase tudo, porque se valer tudo, talvez o desejo se apague com a vela e suma por aí. Feliz aniversário, pra ele, o único pai da horda. 🎈 Freud, 186 anos 🧡
Para onde olham os melancólicos? Para onde olham os olhos marejados, sedentos e embriagados de tanto mar? Uns dirão que olham para o passado com ganas de guardá-lo, engavetá-lo em algum lugar para arrancá-lo do horizonte, para tomá-lo do tempo. Para onde olham os melancólicos, com olhos ressacados com olhos de tanto mar? Olham para a água desejando que ela nunca se vá, que ela não vire onda, que fique sempre ali, serena, calma, quase uma boneca de cera - mas quem impedirá o mar de se revoltar? Para onde olham os olhos-aguaceiros dos amantes do mar? Olham pro barco e ficam a ver navios que nunca vão voltar? Para onde olham os melancólicos? Eles olham para o passado com olhos de quem vê o mar pela primeira vez.
Quem é ela, Bella Freud. A bisneta de Freud discípula de Vivienne Westwood , amante da geração Beatnik dos anos 1960 que viu Ginzberk , que viu Kerouac com olhos outros, para além da Literatura. Bella Freud curte Nouvelle Vague, Godard - ela adora Jane Birkin e Anna Karina - quem assiste Mubi conhece a moças -, se interessa por pintura como vovô, gosta de Surrealismo (Dali, Magritte e outros bichos), e da Contracultura americana, mas no coração tem ainda muito Punk inglês. Tudo isso faria de Bella uma Mônica de Eduardo - quem ouve “Legião Urbana” conhece os moços - mas, felizmente isso faz dela Bella. É a moda uma neurose? Eu não sei, mas Bella coloca amigos e artistas no divã num lugar com cara de consultório de analista, não fossem as traquitanas que caracterizam um estúdio de Podcast. A coisa mais interessante que achei sobre a moça é que ela não fala de moda como roupas, como uma fashionista influencer o faz. Moda é expressão de gênero, de raça, de ideias. Se não estivesse tão na moda, eu diria que a palavra que cabe à Bella é “disruptiva”, penso em outra: Vanguarda. Será? Acho que vanguarda é aquilo que pode brincar com o velho, apresentando-o em novas vestes. Bella combina alta costura e alfaiataria com slogans típicos do movimento pop sessentista/setentista, não deixa de fora a elegância do armário de uma mulher. Feminino e masculino, posições acima de tudo, discursivas. Ora, ora, se não é a genética fazendo a sua parte. Digo e repito: Freud está na moda. Ele está no meio de nós. Colab e assessoria musical de: pauloassis999 🧡
Afinal, quem é o fantasma? Aquele ser errante que caminha por entre as trevas, frequentemente pisando em folhas secas, atravessando a bruma dos nossos sonhos para nos encontrar aí, nisso que chamamos realidade? Ou o fantasma seria o cadáver insepulto da mãe que dormita esquecido nos confins de um porão mal assombrado, à espera de quem se lhe reconheça? Nada disso. O fantasma é menos tenebroso do que nos parece. Em Lacan, ele, ao mesmo tempo em que é tela de projeção de nossas fantasias em torno do desejo, é o que ajuda o neurótico a suportar a realidade que se faz caminho, fardo, carma… O neurótico coloca o fantasma na cena - e todos sabemos que cena é essa, não é? -, ele brinca oferecendo seu lençol branco aos outros elementos ali presentes, fazendo assim alguma coisa operar - é mais ou menos isso o fantasma em Lacan. Trocando em miúdos, o fantasma, de tão assustador, chega a ser cômico. Rimos diante da artimanha dele, ali, querendo aterrorizar naquela cena em que cada um de nós enfiou o desejo. Como isso que nos diz da criancice da nossa encenação pode não descampar pro riso, justamente ali quando vemos que somos bem patéticos e repetimos, repetimos ad infinituum? Não sei…mistério!!
Olá! É com grande prazer que venho dizer que estão abertas as inscrições do meu primeiro minicurso aqui no riozinho Acheronta. Tudo que venho postando aqui no feed e também nos stories sobre Joan Didion já vinha anunciando a ideia de conhecer um pouco mais da obra dessa jornalista e profunda observadora da sociedade e dos costumes presentes numa época em que subversão, política e arte caminhavam juntos - nem sempre no mesmo ritmo. No Brasi, Joan Didion é mais conhecida por “O ano do pensamento mágico”, livro em que a autora lida com o luto e as consequências em sua vida, mas Joan é muito mais do que isso, contribuiu com a indústria de Hollywood roteirizando alguns filmes de sucesso como “Born to be a star”, que nos anos 1970 foi estrelado por Barbra Streissend e recentemente ganhou nova versão com Lady Gaga. Além dos filmes, Joan escreveu diversos ensaios, crônicas ácidas do cotidiano, escancarando a hipocrisia da bolha dos intelectuais da esquerda cultural californiana, diários, trabalhou em jornais e escreveu para revistas como a Vogue. A escrita de Joan Didion é pragmática, às vezes dura, precisa, o que contrasta com sua figura e seu porte físico franzino, de uma delicadeza de passarinho. O que isso nos diz sobre o feminino que invade sua letra? O que isso tem de feminino e mais, o que é essa tal escrita feminina? Será que ela dá conta do que é feminilidade? É com essas e muitas questões em mente que me lanço nessa jornada e convido todo mundo a se juntar a mim. Nossos encontros começam em abril. Serão aos sábados, quinzenalmente, a partir das 9:30 da manhã, iremos navegar em águas profundas, junto com Joan. Eu faço as honras da casa! 🛶 As obras de Joan que estarão no programa são: “O ano do pensamento mágico”, “O álbum branco” e “Noites azuis”, mas sem dúvida muitos outros trabalhos da Didion vão atravessar esse nosso estudo. Para inscrições, acesse o link: https://dramiriandigital.hotmart.host/minicurso-acheronta-a2ff6972-3623-4bbc-9276-06d91ca58009 ou entre no link na minha bio. 🧡🛶🧡
Hoje é dia dele. Por isso, vale acender vela, cantar parabéns, especular “com quem será?”, comer o bolo, fazer um desejo, apagar a vela, enfim, hoje vale tudo ou quase tudo, porque se valer tudo, talvez o desejo se apague com a vela e suma por aí. Feliz aniversário, pra ele, o único pai da horda. 🎈 Freud, 186 anos 🧡
Para onde olham os melancólicos? Para onde olham os olhos marejados, sedentos e embriagados de tanto mar? Uns dirão que olham para o passado com ganas de guardá-lo, engavetá-lo em algum lugar para arrancá-lo do horizonte, para tomá-lo do tempo. Para onde olham os melancólicos, com olhos ressacados com olhos de tanto mar? Olham para a água desejando que ela nunca se vá, que ela não vire onda, que fique sempre ali, serena, calma, quase uma boneca de cera - mas quem impedirá o mar de se revoltar? Para onde olham os olhos-aguaceiros dos amantes do mar? Olham pro barco e ficam a ver navios que nunca vão voltar? Para onde olham os melancólicos? Eles olham para o passado com olhos de quem vê o mar pela primeira vez.
Quem é ela, Bella Freud. A bisneta de Freud discípula de Vivienne Westwood , amante da geração Beatnik dos anos 1960 que viu Ginzberk , que viu Kerouac com olhos outros, para além da Literatura. Bella Freud curte Nouvelle Vague, Godard - ela adora Jane Birkin e Anna Karina - quem assiste Mubi conhece a moças -, se interessa por pintura como vovô, gosta de Surrealismo (Dali, Magritte e outros bichos), e da Contracultura americana, mas no coração tem ainda muito Punk inglês. Tudo isso faria de Bella uma Mônica de Eduardo - quem ouve “Legião Urbana” conhece os moços - mas, felizmente isso faz dela Bella. É a moda uma neurose? Eu não sei, mas Bella coloca amigos e artistas no divã num lugar com cara de consultório de analista, não fossem as traquitanas que caracterizam um estúdio de Podcast. A coisa mais interessante que achei sobre a moça é que ela não fala de moda como roupas, como uma fashionista influencer o faz. Moda é expressão de gênero, de raça, de ideias. Se não estivesse tão na moda, eu diria que a palavra que cabe à Bella é “disruptiva”, penso em outra: Vanguarda. Será? Acho que vanguarda é aquilo que pode brincar com o velho, apresentando-o em novas vestes. Bella combina alta costura e alfaiataria com slogans típicos do movimento pop sessentista/setentista, não deixa de fora a elegância do armário de uma mulher. Feminino e masculino, posições acima de tudo, discursivas. Ora, ora, se não é a genética fazendo a sua parte. Digo e repito: Freud está na moda. Ele está no meio de nós. Colab e assessoria musical de: pauloassis999 🧡
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