@danielcara
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Professor da Faculdade de Educação da USP.
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É comum nos cursos de Pedagogia, e mesmo em congresssos científicos da área da educação, surgir a equivocada ideia de que a palavra “ALUNO” significa “SEM LUZ”. Está errado. E isso é um sintoma da fragilidade da área que precisamos superar.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário municipal de educação, Fernando Padula, farão uma intervenção em 31 escolas municipais, afastando seus diretores e nomeando interventores. A questão é que esses diretores entendem mais de educação do que o secretário. Assim, uma proposta: vamos colocar um desses diretores no lugar do Fernando Padula. Podem ter certeza de que dará maior resultado. #Educação #SãoPaulo #privatização #contraaprivatização
As salas de aula enfrentam uma nova batalha silenciosa, segundo o professor Daniel Cara, da Faculdade de Educação da USP. Ele revela que editoras de livros didáticos estão sendo pressionadas por lobistas do agronegócio a substituir termos científicos consolidados, como “agrotóxico”, por eufemismos como “defensivo agrícola”. A investida, que já acontecia no Congresso, agora foca diretamente no mercado editorial. “É uma situação alarmante. O consenso científico estabelecido — tão sólido quanto a teoria da evolução — está sendo desconstruído perante o mercado editorial brasileiro, porque o agronegócio precisa defender a absurda ideia de que agrotóxico faz bem”, denunciou Cara, que foi relator de um relatório do MEC sobre ataques às escolas e coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A denúncia foi originalmente sistematizada pelas professoras Andressa Pellanda e Marcele Frossá, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e revela uma escalada na estratégia do setor. Cara lembra que, em 2024, esteve na ONU, em Genebra, ao lado de comunidades quilombolas, do MST e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), denunciando o lançamento de agrotóxicos sobre escolas no campo. “Uma crítica como essa não vai poder estar retratada num livro de geografia, biologia ou história? Isso demonstra o espaço e o poder que a extrema direita nunca deixou de disputar”, afirmou. Para Cara, o ataque à escola e o ataque ao conhecimento científico são faces da mesma moeda. “A escola é o principal espaço de sociabilidade dos jovens. É lá que se aprende a conviver com a diferença, a questionar, a duvidar. Por isso é o alvo preferencial.” Ele adverte que, se a esquerda muitas vezes abandona a disputa pedagógica, a extrema direita nunca a negligencia. “O livro didático é o material curricular efetivo da maioria das escolas brasileiras, graças ao gigante Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Controlá-lo é controlar o que se ensina.” 📍 O Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: uma às 12h e outra às 17h. Você confere as principais notícias na Rádio BdF pela 98.9 FM na Grande São Paulo, no site e no YouTube do #BdF.
Darcy Ribeiro fala contra a privatização na educação. Fonte: o excelente Centro de Memória Trabalhista.
#SNEpraVALER é #SNEcomCAQ! O relatório do Sistema Nacional de Educação traz uma injustiça gravíssima, exemplo do elitismo brasileiro: ao invés de ser direito dos estudantes e profissionais uma escola com boas condições de oferta (piso, carreira, biblioteca, quadra poliesportiva coberta, alimentação, etc) via Custo Aluno Qualidade, querem condicionar isso a resultado. Consequência: para ofertar boa alimentação escolar, por exemplo, os estudantes terão que ter rendimento. Inaceitável! Essa não é sua história, Sen. @profdorinha. Altere seu relatório, por sua história e pela educação brasileira.
É comum nos cursos de Pedagogia, e mesmo em congresssos científicos da área da educação, surgir a equivocada ideia de que a palavra “ALUNO” significa “SEM LUZ”. Está errado. E isso é um sintoma da fragilidade da área que precisamos superar.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário municipal de educação, Fernando Padula, farão uma intervenção em 31 escolas municipais, afastando seus diretores e nomeando interventores. A questão é que esses diretores entendem mais de educação do que o secretário. Assim, uma proposta: vamos colocar um desses diretores no lugar do Fernando Padula. Podem ter certeza de que dará maior resultado. #Educação #SãoPaulo #privatização #contraaprivatização
As salas de aula enfrentam uma nova batalha silenciosa, segundo o professor Daniel Cara, da Faculdade de Educação da USP. Ele revela que editoras de livros didáticos estão sendo pressionadas por lobistas do agronegócio a substituir termos científicos consolidados, como “agrotóxico”, por eufemismos como “defensivo agrícola”. A investida, que já acontecia no Congresso, agora foca diretamente no mercado editorial. “É uma situação alarmante. O consenso científico estabelecido — tão sólido quanto a teoria da evolução — está sendo desconstruído perante o mercado editorial brasileiro, porque o agronegócio precisa defender a absurda ideia de que agrotóxico faz bem”, denunciou Cara, que foi relator de um relatório do MEC sobre ataques às escolas e coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A denúncia foi originalmente sistematizada pelas professoras Andressa Pellanda e Marcele Frossá, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e revela uma escalada na estratégia do setor. Cara lembra que, em 2024, esteve na ONU, em Genebra, ao lado de comunidades quilombolas, do MST e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), denunciando o lançamento de agrotóxicos sobre escolas no campo. “Uma crítica como essa não vai poder estar retratada num livro de geografia, biologia ou história? Isso demonstra o espaço e o poder que a extrema direita nunca deixou de disputar”, afirmou. Para Cara, o ataque à escola e o ataque ao conhecimento científico são faces da mesma moeda. “A escola é o principal espaço de sociabilidade dos jovens. É lá que se aprende a conviver com a diferença, a questionar, a duvidar. Por isso é o alvo preferencial.” Ele adverte que, se a esquerda muitas vezes abandona a disputa pedagógica, a extrema direita nunca a negligencia. “O livro didático é o material curricular efetivo da maioria das escolas brasileiras, graças ao gigante Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Controlá-lo é controlar o que se ensina.” 📍 O Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: uma às 12h e outra às 17h. Você confere as principais notícias na Rádio BdF pela 98.9 FM na Grande São Paulo, no site e no YouTube do #BdF.
Darcy Ribeiro fala contra a privatização na educação. Fonte: o excelente Centro de Memória Trabalhista.
#SNEpraVALER é #SNEcomCAQ! O relatório do Sistema Nacional de Educação traz uma injustiça gravíssima, exemplo do elitismo brasileiro: ao invés de ser direito dos estudantes e profissionais uma escola com boas condições de oferta (piso, carreira, biblioteca, quadra poliesportiva coberta, alimentação, etc) via Custo Aluno Qualidade, querem condicionar isso a resultado. Consequência: para ofertar boa alimentação escolar, por exemplo, os estudantes terão que ter rendimento. Inaceitável! Essa não é sua história, Sen. @profdorinha. Altere seu relatório, por sua história e pela educação brasileira.
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