@_mariana.dezotti
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Quando o amor que se busca é, na verdade, o que faltou na infância. Na superfície, parece amor romântico. Mas, nas camadas mais profundas da alma, o que se deseja é um olhar que acolha, uma presença firme que diga: “você tem valor”. É nessa fratura invisível — entre o anseio de ser amado e a ausência de uma base afetiva segura — que muitas relações amorosas se constroem. Não como um encontro, mas como uma repetição. A pessoa, nesse lugar, não ama plenamente: espera. Espera que o outro venha suprir a ausência. Que finalmente chegue aquele colo que a criança não teve. Que o parceiro ou parceira veja, proteja, valide. Como se fosse possível, no amor adulto, reparar aquilo que foi ferido no vínculo original. Freud já dizia: “o eu não é senhor em sua própria casa”. E é nesse não-saber de si que se instalam escolhas amorosas que, no fundo, não são escolhas — mas roteiros silenciosos escritos pela dor. Quando o amor vira uma tentativa de ser cuidado, protegido ou aprovado como nunca se foi, os relacionamentos se tornam palco de fantasmas. Toleram-se migalhas, normaliza-se o descuido, idealiza-se quem machuca. Porque o medo do abandono ecoa mais alto do que o desconforto presente. E o afeto passa a ser um modo de buscar o que faltou (seja de pai, de mãe ou de ambos). Mas o amor romântico não foi feito para curar traumas. Foi feito para somar inteiros. E quando a ferida da infância sangra no campo do afeto, o outro deixa de ser um par e vira um espelho do que faltou. A análise ajuda a olhar esse vazio com coragem. Não para preenchê-lo com alguém, mas para atravessá-lo com consciência — e, talvez, deixar de buscar no outro aquilo que só o tempo, o luto e o cuidado interno podem oferecer. Porque o que faltou lá atrás não precisa seguir determinando o que se aceita hoje. 🤍
Muitas vezes, o que dói não é o fim em si, mas o desmoronar da fantasia de que “se eu fizer mais, o outro ficará”. A recusa em aceitar que a pessoa não quer é uma tentativa de manter viva uma imagem idealizada, protegendo o ego da ferida do abandono. Mas enquanto essa negação persiste, a vida fica suspensa, presa a um vínculo que existe apenas no desejo unilateral. A dificuldade em aceitar que o outro não quer mais estar é, muitas vezes, um mecanismo de defesa — uma forma de evitar o luto, o vazio e a quebra da imagem idealizada. Aceitar é atravessar essa resistência. É deixar que a realidade encontre lugar dentro de si, para que o investimento afetivo possa se deslocar e se abrir para novos objetos, novos vínculos, novas possibilidades de existir. Não se trata de perder. Trata-se de se libertar. Não se trata de se conformar. Trata-se de reconhecer o real, para que o amor e a energia psíquica possam ser reinvestidos em si — e não desperdiçados em quem já se foi, mesmo permanecendo.
Você não vai mudar ninguém. Na ilusão de amor, muitos se perdem tentando transformar o outro. Como se amar fosse moldar. Como se insistir fosse ensinar. Mas a verdade é simples — e muitas vezes dolorosa: ninguém muda ninguém. Toda mudança real nasce de um desejo interno, de um incômodo que pulsa, de uma vontade de crescer. Se a pessoa com quem você se relaciona não tem essa mentalidade de crescimento, não há força que a empurre para a evolução. Ela pode até dizer que vai tentar… Mas se dentro dela não existe compromisso com o próprio amadurecimento, você vai acabar se cansando de tentar ensinar o básico: respeito, empatia, responsabilidade afetiva. Relacionamento saudável não se constrói com alguém que foge de si, que se recusa a se olhar, a crescer, a aprender com os próprios erros. A vida é feita de ciclos que exigem maturidade. Quem estaciona em si, quem não assume o próprio caos, acaba sendo um peso na travessia de quem quer se tornar alguém melhor. Na psicanálise, sabemos que não adianta oferecer ao outro aquilo que ele ainda não é capaz de sustentar internamente. Você pode ter amor, visão, entrega… Mas se o outro não tem vontade de se transformar, seu amor vira esforço em vão. Relacionamento não é oficina. É encontro entre dois que caminham — não entre um que carrega e outro que se acomoda ✍🏻 @_mariana.dezotti 📽️ @riquezaeliberdade Reconquiste sua independência emocional, autoestima e amor próprio. Eu posso te ajudar nesse processo, meu link está na Bio 🤍 Vocês não estão sozinhos 🫂
Uma mulher que sabe do seu valor e o que quer pra sua vida não se contenta com menos do que merece 🤍 Crédito @soul.paulacastro
Na perspectiva psicanalítica, a forma como alguém te trata diz mais sobre o mundo interno dessa pessoa do que sobre quem você é. Os gestos, as palavras e até os silêncios carregam projeções — conteúdos inconscientes que o outro deposita fora de si. Muitas vezes, críticas, frieza ou indiferença revelam conflitos internos não elaborados, feridas antigas ou defesas contra sentimentos que a própria pessoa não consegue tolerar. Quando você compreende isso, deixa de interpretar o comportamento alheio como um espelho fiel do seu valor. O que vem do outro é atravessado pela história dele, pelas suas próprias dores e mecanismos de defesa. Reconhecer essa dinâmica não significa negar o impacto do que foi vivido, mas sim resgatar a consciência de que a sua dignidade, amor-próprio e importância não se definem pelas lentes distorcidas de ninguém. Separar o que é projeção do que é seu é um ato de preservação psíquica. É colocar limites internos que dizem: o que é seu, eu não carrego; o que é meu, eu cuido. É nessa fronteira que se constrói um espaço seguro para se ver com mais clareza — e, a partir daí, escolher se cercar de relações que alimentem, e não diminuam, o que você é.
Quando o amor que se busca é, na verdade, o que faltou na infância. Na superfície, parece amor romântico. Mas, nas camadas mais profundas da alma, o que se deseja é um olhar que acolha, uma presença firme que diga: “você tem valor”. É nessa fratura invisível — entre o anseio de ser amado e a ausência de uma base afetiva segura — que muitas relações amorosas se constroem. Não como um encontro, mas como uma repetição. A pessoa, nesse lugar, não ama plenamente: espera. Espera que o outro venha suprir a ausência. Que finalmente chegue aquele colo que a criança não teve. Que o parceiro ou parceira veja, proteja, valide. Como se fosse possível, no amor adulto, reparar aquilo que foi ferido no vínculo original. Freud já dizia: “o eu não é senhor em sua própria casa”. E é nesse não-saber de si que se instalam escolhas amorosas que, no fundo, não são escolhas — mas roteiros silenciosos escritos pela dor. Quando o amor vira uma tentativa de ser cuidado, protegido ou aprovado como nunca se foi, os relacionamentos se tornam palco de fantasmas. Toleram-se migalhas, normaliza-se o descuido, idealiza-se quem machuca. Porque o medo do abandono ecoa mais alto do que o desconforto presente. E o afeto passa a ser um modo de buscar o que faltou (seja de pai, de mãe ou de ambos). Mas o amor romântico não foi feito para curar traumas. Foi feito para somar inteiros. E quando a ferida da infância sangra no campo do afeto, o outro deixa de ser um par e vira um espelho do que faltou. A análise ajuda a olhar esse vazio com coragem. Não para preenchê-lo com alguém, mas para atravessá-lo com consciência — e, talvez, deixar de buscar no outro aquilo que só o tempo, o luto e o cuidado interno podem oferecer. Porque o que faltou lá atrás não precisa seguir determinando o que se aceita hoje. 🤍
Muitas vezes, o que dói não é o fim em si, mas o desmoronar da fantasia de que “se eu fizer mais, o outro ficará”. A recusa em aceitar que a pessoa não quer é uma tentativa de manter viva uma imagem idealizada, protegendo o ego da ferida do abandono. Mas enquanto essa negação persiste, a vida fica suspensa, presa a um vínculo que existe apenas no desejo unilateral. A dificuldade em aceitar que o outro não quer mais estar é, muitas vezes, um mecanismo de defesa — uma forma de evitar o luto, o vazio e a quebra da imagem idealizada. Aceitar é atravessar essa resistência. É deixar que a realidade encontre lugar dentro de si, para que o investimento afetivo possa se deslocar e se abrir para novos objetos, novos vínculos, novas possibilidades de existir. Não se trata de perder. Trata-se de se libertar. Não se trata de se conformar. Trata-se de reconhecer o real, para que o amor e a energia psíquica possam ser reinvestidos em si — e não desperdiçados em quem já se foi, mesmo permanecendo.
Você não vai mudar ninguém. Na ilusão de amor, muitos se perdem tentando transformar o outro. Como se amar fosse moldar. Como se insistir fosse ensinar. Mas a verdade é simples — e muitas vezes dolorosa: ninguém muda ninguém. Toda mudança real nasce de um desejo interno, de um incômodo que pulsa, de uma vontade de crescer. Se a pessoa com quem você se relaciona não tem essa mentalidade de crescimento, não há força que a empurre para a evolução. Ela pode até dizer que vai tentar… Mas se dentro dela não existe compromisso com o próprio amadurecimento, você vai acabar se cansando de tentar ensinar o básico: respeito, empatia, responsabilidade afetiva. Relacionamento saudável não se constrói com alguém que foge de si, que se recusa a se olhar, a crescer, a aprender com os próprios erros. A vida é feita de ciclos que exigem maturidade. Quem estaciona em si, quem não assume o próprio caos, acaba sendo um peso na travessia de quem quer se tornar alguém melhor. Na psicanálise, sabemos que não adianta oferecer ao outro aquilo que ele ainda não é capaz de sustentar internamente. Você pode ter amor, visão, entrega… Mas se o outro não tem vontade de se transformar, seu amor vira esforço em vão. Relacionamento não é oficina. É encontro entre dois que caminham — não entre um que carrega e outro que se acomoda ✍🏻 @_mariana.dezotti 📽️ @riquezaeliberdade Reconquiste sua independência emocional, autoestima e amor próprio. Eu posso te ajudar nesse processo, meu link está na Bio 🤍 Vocês não estão sozinhos 🫂
Uma mulher que sabe do seu valor e o que quer pra sua vida não se contenta com menos do que merece 🤍 Crédito @soul.paulacastro
Na perspectiva psicanalítica, a forma como alguém te trata diz mais sobre o mundo interno dessa pessoa do que sobre quem você é. Os gestos, as palavras e até os silêncios carregam projeções — conteúdos inconscientes que o outro deposita fora de si. Muitas vezes, críticas, frieza ou indiferença revelam conflitos internos não elaborados, feridas antigas ou defesas contra sentimentos que a própria pessoa não consegue tolerar. Quando você compreende isso, deixa de interpretar o comportamento alheio como um espelho fiel do seu valor. O que vem do outro é atravessado pela história dele, pelas suas próprias dores e mecanismos de defesa. Reconhecer essa dinâmica não significa negar o impacto do que foi vivido, mas sim resgatar a consciência de que a sua dignidade, amor-próprio e importância não se definem pelas lentes distorcidas de ninguém. Separar o que é projeção do que é seu é um ato de preservação psíquica. É colocar limites internos que dizem: o que é seu, eu não carrego; o que é meu, eu cuido. É nessa fronteira que se constrói um espaço seguro para se ver com mais clareza — e, a partir daí, escolher se cercar de relações que alimentem, e não diminuam, o que você é.
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