@renatadarzi
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A casa das 4 marias. Uma família incomum. Mãe de 3 Marias via adoção e 1 atípica. Mostrando a vida sob outra perspectiva.
Vlog 2 do dia que fomos buscar nossas filhas no abrigo (12/nov/2024)
A princípio, queríamos adotar até duas crianças, mas soubemos de três marias com forma de fofas e carismáticas que estavam no interior de Alagoas na busca ativa, sem pretendentes à adoção. E essa é a parte dois do dia que fomos buscar as nossas filhas no abrigo. A gente já tinha feito um período de aproximação com vídeo chamadas e alguns finais de semana juntos, e foi um momento importante de decisão de ir ambas ali.
S O C O R R O! @sharon.azulay obrigada pelo alerta hahah mas da próxima vez me avisa antes 😂😂😂
O que? Você não vai acreditar no que eu fiz, Pedro? O que você fez, Ana? Contextualizando, temos quatro filhas e muitas festas. Eu acabei agora de vir buscar a Cecília de uma festa que eu falei pro Pedro, não tem como a Cecília não ir, porque a Cecília precisa criar vínculos com os amigos dela, se divertir, conviver com as pessoas que talvez sejam as melhores amigas de infância da vida dela.
Esse vídeo foi de ontem (dia 12.08.2025) . Não poderia haver momento mais simbólico (meu aniversário) para receber essa notícia: saiu! Começando meu 3.9 sendo oficialmente, mãe das 4 marias! Melhor presente de TODOS! Agora estamos prontos para ir pra Disney (brincadeira, Pedroca, calma!)
Eu vim fazer uns exames de manhã e eu saí do exame. A nossa advogada da adoção tinha ligado pra gente de vídeo. Olha eu já chorando e nem sei o que ela quer falar. Eu mandei mensagem pro Pedro e falei "o que aconteceu que ela ligou? Eu tava fazendo exame e tal, não vi". Aí ele "não sei, eu acho que a adoção saiu e eu não sei o que quer, só que eu já tô chorando". Pode ser uma coisa bem ruim.
Faltavam poucos minutos pra nossa filha entrar na cirurgia. Nada novo pra gente — ela já passou por isso tantas vezes. Mas ainda assim… é uma cirurgia. Eu tava tensa, fechada, com a cabeça rodando em mil possibilidades. Repassando pela milésima vez tudo o que o médico tinha falado. E ele, do meu lado, rindo de um meme qualquer da internet. Fora do contexto, a cena parece óbvia: “Ele não se importa.” “Homens são desligados.” Mas dentro do contexto, eu sei. Eu sei que ele não sai de perto dela. Sei que não fica tranquilo até entender cada detalhe com os médicos. Sei que questiona, escuta, se envolve. Mas, quando chega a hora em que não há mais nada pra fazer além de esperar… ele simplesmente espera. Só que, quando chega o momento em que não há mais nada pra fazer além de esperar… ele simplesmente espera. Eu, não. Eu sofro antes. Eu tento adivinhar o que pode acontecer. Eu só consigo pensar nisso. Durante os 332 dias de UTI no começo da vida dela, isso era uma questão pra mim. Eu não entendia como ele conseguia jogar videogame enquanto eu me afogava em medo. Aquilo me irritava — e eu nem sabia explicar o motivo. No fundo, eu queria que ele sofresse no mesmo ritmo que eu. Um dia, conversando, ele me contou: tava tudo tão pesado, que jogar, era o jeito dele sair do furacão e lembrar que o mundo não era só aquilo - ainda que por “uma horinha”. Foi ali que caiu a ficha. Ele também sente. Só sente diferente. E percebi que cada um lida de um jeito. E que isso não nos afasta… nos completa. Enquanto eu antecipo a tempestade, ele segura o barco firme com leveza e bom humor — sem nunca se isentar da responsabilidade. Talvez seja por isso que, mesmo no meio do caos, a gente funciona.
Eu lembro do dia que ela ficou grave, os médicos pediram para família subir, disseram que estavam fazendo de tudo e parecia que ela não estava mais aguentando. Eu falei no ouvido dela: “eu entendo se você estiver cansada de lutar pra viver, eu juro que eu entendo, porque você passou por coisas que eu nunca sonhei em viver. Mas se você ficar, você vai ver que a vida não é isso. A vida não é esse hospital. A vida não é “ganhar furinhos na veia” todo dia, não é ir para sala de cirurgias e conhecer médicos antes de ganhar colinhos dos seus avós. Tem muitas coisas boas para você conhecer, tem muita vida lá fora, meu pinguinho.” . Ela entendeu, ela ficou. Hoje ela conhece o lado bom da vida e ainda vai conhecer muita coisa.
Vlog 2 do dia que fomos buscar nossas filhas no abrigo (12/nov/2024)
A princípio, queríamos adotar até duas crianças, mas soubemos de três marias com forma de fofas e carismáticas que estavam no interior de Alagoas na busca ativa, sem pretendentes à adoção. E essa é a parte dois do dia que fomos buscar as nossas filhas no abrigo. A gente já tinha feito um período de aproximação com vídeo chamadas e alguns finais de semana juntos, e foi um momento importante de decisão de ir ambas ali.
S O C O R R O! @sharon.azulay obrigada pelo alerta hahah mas da próxima vez me avisa antes 😂😂😂
O que? Você não vai acreditar no que eu fiz, Pedro? O que você fez, Ana? Contextualizando, temos quatro filhas e muitas festas. Eu acabei agora de vir buscar a Cecília de uma festa que eu falei pro Pedro, não tem como a Cecília não ir, porque a Cecília precisa criar vínculos com os amigos dela, se divertir, conviver com as pessoas que talvez sejam as melhores amigas de infância da vida dela.
Esse vídeo foi de ontem (dia 12.08.2025) . Não poderia haver momento mais simbólico (meu aniversário) para receber essa notícia: saiu! Começando meu 3.9 sendo oficialmente, mãe das 4 marias! Melhor presente de TODOS! Agora estamos prontos para ir pra Disney (brincadeira, Pedroca, calma!)
Eu vim fazer uns exames de manhã e eu saí do exame. A nossa advogada da adoção tinha ligado pra gente de vídeo. Olha eu já chorando e nem sei o que ela quer falar. Eu mandei mensagem pro Pedro e falei "o que aconteceu que ela ligou? Eu tava fazendo exame e tal, não vi". Aí ele "não sei, eu acho que a adoção saiu e eu não sei o que quer, só que eu já tô chorando". Pode ser uma coisa bem ruim.
Faltavam poucos minutos pra nossa filha entrar na cirurgia. Nada novo pra gente — ela já passou por isso tantas vezes. Mas ainda assim… é uma cirurgia. Eu tava tensa, fechada, com a cabeça rodando em mil possibilidades. Repassando pela milésima vez tudo o que o médico tinha falado. E ele, do meu lado, rindo de um meme qualquer da internet. Fora do contexto, a cena parece óbvia: “Ele não se importa.” “Homens são desligados.” Mas dentro do contexto, eu sei. Eu sei que ele não sai de perto dela. Sei que não fica tranquilo até entender cada detalhe com os médicos. Sei que questiona, escuta, se envolve. Mas, quando chega a hora em que não há mais nada pra fazer além de esperar… ele simplesmente espera. Só que, quando chega o momento em que não há mais nada pra fazer além de esperar… ele simplesmente espera. Eu, não. Eu sofro antes. Eu tento adivinhar o que pode acontecer. Eu só consigo pensar nisso. Durante os 332 dias de UTI no começo da vida dela, isso era uma questão pra mim. Eu não entendia como ele conseguia jogar videogame enquanto eu me afogava em medo. Aquilo me irritava — e eu nem sabia explicar o motivo. No fundo, eu queria que ele sofresse no mesmo ritmo que eu. Um dia, conversando, ele me contou: tava tudo tão pesado, que jogar, era o jeito dele sair do furacão e lembrar que o mundo não era só aquilo - ainda que por “uma horinha”. Foi ali que caiu a ficha. Ele também sente. Só sente diferente. E percebi que cada um lida de um jeito. E que isso não nos afasta… nos completa. Enquanto eu antecipo a tempestade, ele segura o barco firme com leveza e bom humor — sem nunca se isentar da responsabilidade. Talvez seja por isso que, mesmo no meio do caos, a gente funciona.
Eu lembro do dia que ela ficou grave, os médicos pediram para família subir, disseram que estavam fazendo de tudo e parecia que ela não estava mais aguentando. Eu falei no ouvido dela: “eu entendo se você estiver cansada de lutar pra viver, eu juro que eu entendo, porque você passou por coisas que eu nunca sonhei em viver. Mas se você ficar, você vai ver que a vida não é isso. A vida não é esse hospital. A vida não é “ganhar furinhos na veia” todo dia, não é ir para sala de cirurgias e conhecer médicos antes de ganhar colinhos dos seus avós. Tem muitas coisas boas para você conhecer, tem muita vida lá fora, meu pinguinho.” . Ela entendeu, ela ficou. Hoje ela conhece o lado bom da vida e ainda vai conhecer muita coisa.
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