@pedsampaio
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Psicoterapeuta, professor e pesquisador. Apaixonado por música, filosofia, ciência e humor. Co-criador do @psicoversopodcast
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O excesso de tela pode ser prejudicial - mas não, isso não tem nada a ver com o campo magnético do aparelho ou do seu cérebro. Neste vídeo, respondo afirmações feitas por uma psiquiatra que ganharam bastante repercussão, com muitas pessoas preocupadas com os efeitos do campo magnético do celular sobre nosso cérebro. A verdade é que as afirmações não apenas carecem de quaisquer evidências como vão contra princípios científicos básicos, não fazendo sentido teórico ou prático. Temos de ser mais cautelosos com o que afirmamos e no que acreditamos, correndo o risco de espalhar coisas absurdas como essa. Curtam, comentem e compartilhem para contribuir para uma alfabetização científica mínima da população. Referências: Baillet, S. (2017). Magnetoencephalography for brain electrophysiology and imaging. Nature neuroscience, 20(3), 327-339. Carter, B., Rees, P., Hale, L., Bhattacharjee, D., & Paradkar, M. S. (2016). Association between portable screen-based media device access or use and sleep outcomes: A systematic review and meta-analysis. BMC Public Health, 16(1), 120. Exelmans, L., & Van den Bulck, J. (2016). Bedtime mobile phone use and sleep in adults. Sleep Health, 2(4), 282–288. Edição: @recstudiosbr #psicologia #ciencia #saudemental #neurociência #sono
Você já sentiu uma “energia ruim” ao entrar em um lugar ou ao conhecer alguém? Pois é, muita gente descreve essas sensações como energias invisíveis, mas a ciência psicológica explica isso de um jeito bem diferente. Neste vídeo, explico os princípios por detrás deste fenômeno curioso e tão comum. Isso não significa que essas sensações sejam irreais – elas são muito reais para quem sente. Mas elas não vêm de “energias” externas, e sim de suas próprias emoções e associações passadas. Interessante, não é? Seria incrível se energias boas e ruins realmente existissem e algumas pessoas pudessem senti-las. Isso revolucionaria nosso entendimento científico e possibilitaria usar o poder dessas pessoas sensitivas para, por exemplo, investigar crimes e identificar suspeitos. Infelizmente, não temos evidência alguma disso. Se você quiser saber mais sobre como nossas sensações são moldadas por estímulos do ambiente, aqui vão algumas referências: Catania, A. C. (1999). Aprendizagem: Linguagem, comportamento e cognição. Artmed. Cooper, J. O., Heron, T. E., & Heward, W. L. (2007). Applied behavior analysis (2nd ed.). Pearson/Merrill-Prentice Hall. Skinner, B. F. (2003). Ciência e comportamento humano (Obra original publicada em 1953). Martins Fontes. Edição: @recstudiosbr #psicologia #ciencia #analisedocomportamento #energia #neurociência
Não. Não existem pessoas em nem lugares com energia boa ou ruim. Também não existe ninguém capaz de sentir essas energias. Eu sei. Calma. Não estou negando o que você ou sua tia sente. O que eu quero é te contar o que a ciência psicológica descobriu sobre isso. Essa sensação de uma energia boa ou ruim é produto de um princípio geral do comportamento chamado de
As inteligências artificiais (IAs) podem ser aliadas importantes do cientista. Podem facilitar o trabalho terrivelmente maçante de adequar o texto às normas específicas de cada periódico, podem revisar o texto para ortografia e gramática, podem ser interlocutores que apontam problemas no estudo ou sugerem bibliografias que o autor ainda não havia explorado. Entretanto, terceirizar todo ou grande parte do trabalho para a IA pode gerar grandes problemas para a ciência… Neste vídeo, abordo brevemente um pouco das preocupações de diversos cientistas com relação à grande participação desta tecnologia em artigos recentes. Afinal, será que temos como impedir que as IAs comprometam gravemente a qualidade e confiabilidade do conhecimento científico? O que vocês acham? E quais outras consequências, boas e ruins, vocês têm observado? Referências: Conroy, G. (2024). Number of ‘extremely productive’authors concerns scientists. Nature, 625(4), 14-15. Ioannidis, J. P., Klavans, R., & Boyack, K. W. (2018). Thousands of scientists publish a paper every five days. Liang, W., Izzo, Z., Zhang, Y., Lepp, H., Cao, H., Zhao, X., ... & Zou, J. Y. (2024). Monitoring ai-modified content at scale: A case study on the impact of chatgpt on ai conference peer reviews. arXiv preprint arXiv:2403.07183. Wu, H., Sun, Z., Guo, Q., & Li, C. (2024). Applications of generative AI in peer review process: friend or foe?. International Journal of Surgery, 110(9), 5921-5922. Edição: @recstudiosbr #ciencia #psicologia #pesquisa #ias #inteligenciaartificial #ai #filosofia
Uma coisa que tem preocupado muitos cientistas de todas as áreas é isso aqui. Tá vendo esse gráfico? Ele mostra a quantidade de artigos publicados em periódicos científicos que utilizam a palavra "meticuloso". Veja como o número é baixíssimo desde sempre, e de repente, em 2023, esse número explode. E daí? E daí que eles também avaliaram essas outras cinco palavras e aconteceu a mesma coisa?
5 Coisas Que Como Divulgador Científico Eu Não Gostaria de Divulgar. VERSÃO PSICOLOGIA Gostei dessa trend e decidi fazer minha versão. Nunca fiz trend e sei lá se sou um divulgador, mas definitivamente sou professor e pesquisador, então bora lá! E olha que é tanta coisa que daria pra fazer uma parte 2 disso aí, hein? #psicologia #ciencia #divulgaçãocientífica
Será que as pessoas têm auras? Neste vídeo, o meu primeiro reagindo ao conteúdo de outro criador, explico um pouco sobre o que de fato sabemos sobre isso. Devemos sempre ficar atentos ao risco de instrumentalizar a ciência (dizendo que “a ciência explica”, citando artigos, institutos e supostos experimentos) para confirmar crenças pessoais. É muito fácil já ter uma conclusão, uma convicção pessoal, e buscar algo que pareça confirma-la: “eis minha crença; quais dados posso encontrar que a confirme?”. Esta é a lógica das pseudociências. A produção de conhecimento científico segue o caminho inverso. Um escrutínio cético a respeito das evidências e o que melhor as explica: “eis os dados; quais conclusões podemos tirar a partir deles?”. Muito do funcionamento de organismos vivos envolve correntes elétricas, pois elas são necessárias para conexões sinápticas, para contrações musculares e mais. Correntes geram campos eletromagnéticos e a contração dos seus músculos ou a batida do coração não é diferente. Entretanto, este campo é tão minúsculo que são necessários receptores ultrasenssíveis, muito avançados e ultra-resfriados, colocados em ambientes rigorosamente isolados e a no máximo 3cm do peito, para detectá-lo. Sua intensidade é maior do que a do campo produzido pelo cérebro, mas ainda milhões de vezes abaixo do nosso limiar de detecção. As imagens usadas no vídeo do médico são meramente ilustrativas e muito distantes da verdade. Pesquisadores já investigaram o tema e estão convictos que os dados confirmam de modo inequívoco o que a teoria já indicava: não conseguimos detectar absolutamente nada do campo produzido por organismos vivos, por serem minúsculos e também incontáveis vezes menores que outros campos que interfeririam nestes, como o do nosso planeta. Então não, as pessoas não têm auras, não existe nada como energia boa ou ruim e também não existem pessoas capazes de senti-las ou reagir a elas. Comprovadamente. Referências nos comentários. Edição: @recstudiosbr #psicologia #ciencia #neurociência #energía #terapia
O excesso de tela pode ser prejudicial - mas não, isso não tem nada a ver com o campo magnético do aparelho ou do seu cérebro. Neste vídeo, respondo afirmações feitas por uma psiquiatra que ganharam bastante repercussão, com muitas pessoas preocupadas com os efeitos do campo magnético do celular sobre nosso cérebro. A verdade é que as afirmações não apenas carecem de quaisquer evidências como vão contra princípios científicos básicos, não fazendo sentido teórico ou prático. Temos de ser mais cautelosos com o que afirmamos e no que acreditamos, correndo o risco de espalhar coisas absurdas como essa. Curtam, comentem e compartilhem para contribuir para uma alfabetização científica mínima da população. Referências: Baillet, S. (2017). Magnetoencephalography for brain electrophysiology and imaging. Nature neuroscience, 20(3), 327-339. Carter, B., Rees, P., Hale, L., Bhattacharjee, D., & Paradkar, M. S. (2016). Association between portable screen-based media device access or use and sleep outcomes: A systematic review and meta-analysis. BMC Public Health, 16(1), 120. Exelmans, L., & Van den Bulck, J. (2016). Bedtime mobile phone use and sleep in adults. Sleep Health, 2(4), 282–288. Edição: @recstudiosbr #psicologia #ciencia #saudemental #neurociência #sono
Você já sentiu uma “energia ruim” ao entrar em um lugar ou ao conhecer alguém? Pois é, muita gente descreve essas sensações como energias invisíveis, mas a ciência psicológica explica isso de um jeito bem diferente. Neste vídeo, explico os princípios por detrás deste fenômeno curioso e tão comum. Isso não significa que essas sensações sejam irreais – elas são muito reais para quem sente. Mas elas não vêm de “energias” externas, e sim de suas próprias emoções e associações passadas. Interessante, não é? Seria incrível se energias boas e ruins realmente existissem e algumas pessoas pudessem senti-las. Isso revolucionaria nosso entendimento científico e possibilitaria usar o poder dessas pessoas sensitivas para, por exemplo, investigar crimes e identificar suspeitos. Infelizmente, não temos evidência alguma disso. Se você quiser saber mais sobre como nossas sensações são moldadas por estímulos do ambiente, aqui vão algumas referências: Catania, A. C. (1999). Aprendizagem: Linguagem, comportamento e cognição. Artmed. Cooper, J. O., Heron, T. E., & Heward, W. L. (2007). Applied behavior analysis (2nd ed.). Pearson/Merrill-Prentice Hall. Skinner, B. F. (2003). Ciência e comportamento humano (Obra original publicada em 1953). Martins Fontes. Edição: @recstudiosbr #psicologia #ciencia #analisedocomportamento #energia #neurociência
Não. Não existem pessoas em nem lugares com energia boa ou ruim. Também não existe ninguém capaz de sentir essas energias. Eu sei. Calma. Não estou negando o que você ou sua tia sente. O que eu quero é te contar o que a ciência psicológica descobriu sobre isso. Essa sensação de uma energia boa ou ruim é produto de um princípio geral do comportamento chamado de
As inteligências artificiais (IAs) podem ser aliadas importantes do cientista. Podem facilitar o trabalho terrivelmente maçante de adequar o texto às normas específicas de cada periódico, podem revisar o texto para ortografia e gramática, podem ser interlocutores que apontam problemas no estudo ou sugerem bibliografias que o autor ainda não havia explorado. Entretanto, terceirizar todo ou grande parte do trabalho para a IA pode gerar grandes problemas para a ciência… Neste vídeo, abordo brevemente um pouco das preocupações de diversos cientistas com relação à grande participação desta tecnologia em artigos recentes. Afinal, será que temos como impedir que as IAs comprometam gravemente a qualidade e confiabilidade do conhecimento científico? O que vocês acham? E quais outras consequências, boas e ruins, vocês têm observado? Referências: Conroy, G. (2024). Number of ‘extremely productive’authors concerns scientists. Nature, 625(4), 14-15. Ioannidis, J. P., Klavans, R., & Boyack, K. W. (2018). Thousands of scientists publish a paper every five days. Liang, W., Izzo, Z., Zhang, Y., Lepp, H., Cao, H., Zhao, X., ... & Zou, J. Y. (2024). Monitoring ai-modified content at scale: A case study on the impact of chatgpt on ai conference peer reviews. arXiv preprint arXiv:2403.07183. Wu, H., Sun, Z., Guo, Q., & Li, C. (2024). Applications of generative AI in peer review process: friend or foe?. International Journal of Surgery, 110(9), 5921-5922. Edição: @recstudiosbr #ciencia #psicologia #pesquisa #ias #inteligenciaartificial #ai #filosofia
Uma coisa que tem preocupado muitos cientistas de todas as áreas é isso aqui. Tá vendo esse gráfico? Ele mostra a quantidade de artigos publicados em periódicos científicos que utilizam a palavra "meticuloso". Veja como o número é baixíssimo desde sempre, e de repente, em 2023, esse número explode. E daí? E daí que eles também avaliaram essas outras cinco palavras e aconteceu a mesma coisa?
5 Coisas Que Como Divulgador Científico Eu Não Gostaria de Divulgar. VERSÃO PSICOLOGIA Gostei dessa trend e decidi fazer minha versão. Nunca fiz trend e sei lá se sou um divulgador, mas definitivamente sou professor e pesquisador, então bora lá! E olha que é tanta coisa que daria pra fazer uma parte 2 disso aí, hein? #psicologia #ciencia #divulgaçãocientífica
Será que as pessoas têm auras? Neste vídeo, o meu primeiro reagindo ao conteúdo de outro criador, explico um pouco sobre o que de fato sabemos sobre isso. Devemos sempre ficar atentos ao risco de instrumentalizar a ciência (dizendo que “a ciência explica”, citando artigos, institutos e supostos experimentos) para confirmar crenças pessoais. É muito fácil já ter uma conclusão, uma convicção pessoal, e buscar algo que pareça confirma-la: “eis minha crença; quais dados posso encontrar que a confirme?”. Esta é a lógica das pseudociências. A produção de conhecimento científico segue o caminho inverso. Um escrutínio cético a respeito das evidências e o que melhor as explica: “eis os dados; quais conclusões podemos tirar a partir deles?”. Muito do funcionamento de organismos vivos envolve correntes elétricas, pois elas são necessárias para conexões sinápticas, para contrações musculares e mais. Correntes geram campos eletromagnéticos e a contração dos seus músculos ou a batida do coração não é diferente. Entretanto, este campo é tão minúsculo que são necessários receptores ultrasenssíveis, muito avançados e ultra-resfriados, colocados em ambientes rigorosamente isolados e a no máximo 3cm do peito, para detectá-lo. Sua intensidade é maior do que a do campo produzido pelo cérebro, mas ainda milhões de vezes abaixo do nosso limiar de detecção. As imagens usadas no vídeo do médico são meramente ilustrativas e muito distantes da verdade. Pesquisadores já investigaram o tema e estão convictos que os dados confirmam de modo inequívoco o que a teoria já indicava: não conseguimos detectar absolutamente nada do campo produzido por organismos vivos, por serem minúsculos e também incontáveis vezes menores que outros campos que interfeririam nestes, como o do nosso planeta. Então não, as pessoas não têm auras, não existe nada como energia boa ou ruim e também não existem pessoas capazes de senti-las ou reagir a elas. Comprovadamente. Referências nos comentários. Edição: @recstudiosbr #psicologia #ciencia #neurociência #energía #terapia
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