@pedro.henriquemuller
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Ator • Diretor �� Falo sobre livros 🐅🐆🦓🦣🐘🦌
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“Viver escondendo certas verdades, viver lutando contra a própria natureza pode ser muito frustrante” 🥺😭💙⚔️❤️ Às vezes revejo umas cenas de Otávio e Luccino, e me bate uma saudade desse amor tão puro e genuíno, simples e verdadeiro. Recebo tantas mensagens até hoje, tamanha a identificação de tanta gente com o amor desses dois! Que memórias deliciosas dessa novela, desse trabalho de uma equipe tão dedicada e amorosa. @julianolaham @victor.atherino @marcosbernstein @fredmayrink @jpjabur @beatriz77 @hugo.de.sousa @alexandreklemperer @flabessone Por mim, a gente fazia Orgulho e Paixão 2 amanhã! - com Luccino e Otávio de protagonistas, óbvio. Darcy e Elizabeta, apenas participação especial 😂
15 anos da PENGUIN-COMPANHIA! 🎂✨🐧 A Penguin é, e sempre foi, a minha editora de clássicos favorita. Minha estante está repleta de pinguinzinhos. Com os livros da Penguin, eu sei que estou acompanhado dos melhores títulos da literatura mundial e nacional em edições deliciosas, sempre com as melhores traduções, os melhores prefácios, as mais alentadas notas e os comentários dos especialistas mais criteriosos. É um capricho e um amor pela literatura que nos garante sempre o melhor tratamento para os grandes livros do mundo. Eu e você, que amamos os clássicos, sabemos sempre que podemos confiar de olhos fechados quando vemos a logo do pinguim mais amado da literatura. Ler os clássicos é se deparar constantemente com as grandes questões da existência. Nossos sofrimentos e alegrias, nossos demônios e nossos prazeres, nossa loucura e nossa beleza. É descobrir sempre um novo texto a cada releitura. É descobrir a si mesmo a cada retorno a essas imagens que compõem os símbolos fundamentais da humanidade. Viva o prazer da leitura dos clássicos! Viva a Penguin-Companhia! #publi #Penguin15anos #penguincompanhia
Eu canto o corpo elétrico - de Walt Whitman 🔌👄💡🧠🩻🫀⚡️ (trecho do meu vídeo “Lana del Rey e a Literatura” - o link pro vídeo completo está na bio)
uma fala de Tchekhov meu autor russo favorito (trecho do vídeo “Por que eu amo Anton Tchekhov?” que está no meu canal - link na bio)
Tchekhov é o meu russo favorito. Com toda a licença de Tolstói e Dostoiévski, outros amantes com quem frequentemente me deito com paixão intensa, Turguêniev, que também beija bem pra caramba, Gógol, Leskov… mas o meu amor genuíno, que faz o coração parar de bater no peito, gelar de frio, que me faz chorar sem eu querer lendo e relendo as mesmas frases, que me faz querer viver fazendo teatro, ainda, mesmo num mundo sem teatro, é o tal do Anton Tchékov. Um russo, que era médico, mas escrevia também. E escrevia com uma sutileza, com uma humanidade aterrorizante. O teatro de Tchekov é tão imenso quanto Shakespeare, mas é quase que o seu inverso. Todos são espectros, figuras - “ninguéns” ambulantes - todos os personagens, e nós nos vemos em todos. Em todas as Machas vestidas de preto, derrotadas pela vida, numa falsa esperança desencantada de tudo. Em todos os Trepliovs, Arkadinas, Vânias, Astrovs, generosos, cruéis Elenas, lindas, sereias perversas. Somos Serebriakovs, metidos, intelectuais e insuportáveis, velhos, que só repetem o óbvio em busca de fama, somos doces e feios como Sônia, ingênuos e sonhadores como espectros Nina 🦢 Pra mim, Tchekhov antecipou tudo: de Beckett a Heiner Müller, de Thomas Mann a Thomas Bernhard, de Tadeusz Kantor a Gerald Thomas e Bia Lessa. Escreve para ninguém - e por isso mesmo para todos nós que vivemos prensados entre o passado e o futuro. Hoje não há mais futuro possível. Os futuros parece que morreram, mas Tchekhov já os via meio mortos ali no final do século XIX. A natureza sendo dilapidada, queimada e engolida pela ganância. Os jardins de árvores tão caras a todos sendo esquecidos, a eterna Moscou que nunca chega. O incêndio no meio da madrugada. O piano que ansiamos tocar e não nos deixam. A vodca que bebemos porque só um porre nos salva. As crises filósoficas inúteis e um fundo alegre e melancólico em cada objeto de prata, em cada samovar da casa. 🔭🪐🫖🪞 Se temos tantos motivos pra tristeza, ao menos podemos comemorar pequenas alegrias: a nova edição das maiores peças de Anton Tchekhov: A Gaivota, Tio Vânia, Três Irmãs e o Jardim das Cerejeiras. - em nova tradução de Rubens Figueiredo pela @penguincompanhia é uma delas
“Viver escondendo certas verdades, viver lutando contra a própria natureza pode ser muito frustrante” 🥺😭💙⚔️❤️ Às vezes revejo umas cenas de Otávio e Luccino, e me bate uma saudade desse amor tão puro e genuíno, simples e verdadeiro. Recebo tantas mensagens até hoje, tamanha a identificação de tanta gente com o amor desses dois! Que memórias deliciosas dessa novela, desse trabalho de uma equipe tão dedicada e amorosa. @julianolaham @victor.atherino @marcosbernstein @fredmayrink @jpjabur @beatriz77 @hugo.de.sousa @alexandreklemperer @flabessone Por mim, a gente fazia Orgulho e Paixão 2 amanhã! - com Luccino e Otávio de protagonistas, óbvio. Darcy e Elizabeta, apenas participação especial 😂
15 anos da PENGUIN-COMPANHIA! 🎂✨🐧 A Penguin é, e sempre foi, a minha editora de clássicos favorita. Minha estante está repleta de pinguinzinhos. Com os livros da Penguin, eu sei que estou acompanhado dos melhores títulos da literatura mundial e nacional em edições deliciosas, sempre com as melhores traduções, os melhores prefácios, as mais alentadas notas e os comentários dos especialistas mais criteriosos. É um capricho e um amor pela literatura que nos garante sempre o melhor tratamento para os grandes livros do mundo. Eu e você, que amamos os clássicos, sabemos sempre que podemos confiar de olhos fechados quando vemos a logo do pinguim mais amado da literatura. Ler os clássicos é se deparar constantemente com as grandes questões da existência. Nossos sofrimentos e alegrias, nossos demônios e nossos prazeres, nossa loucura e nossa beleza. É descobrir sempre um novo texto a cada releitura. É descobrir a si mesmo a cada retorno a essas imagens que compõem os símbolos fundamentais da humanidade. Viva o prazer da leitura dos clássicos! Viva a Penguin-Companhia! #publi #Penguin15anos #penguincompanhia
Eu canto o corpo elétrico - de Walt Whitman 🔌👄💡🧠🩻🫀⚡️ (trecho do meu vídeo “Lana del Rey e a Literatura” - o link pro vídeo completo está na bio)
uma fala de Tchekhov meu autor russo favorito (trecho do vídeo “Por que eu amo Anton Tchekhov?” que está no meu canal - link na bio)
Tchekhov é o meu russo favorito. Com toda a licença de Tolstói e Dostoiévski, outros amantes com quem frequentemente me deito com paixão intensa, Turguêniev, que também beija bem pra caramba, Gógol, Leskov… mas o meu amor genuíno, que faz o coração parar de bater no peito, gelar de frio, que me faz chorar sem eu querer lendo e relendo as mesmas frases, que me faz querer viver fazendo teatro, ainda, mesmo num mundo sem teatro, é o tal do Anton Tchékov. Um russo, que era médico, mas escrevia também. E escrevia com uma sutileza, com uma humanidade aterrorizante. O teatro de Tchekov é tão imenso quanto Shakespeare, mas é quase que o seu inverso. Todos são espectros, figuras - “ninguéns” ambulantes - todos os personagens, e nós nos vemos em todos. Em todas as Machas vestidas de preto, derrotadas pela vida, numa falsa esperança desencantada de tudo. Em todos os Trepliovs, Arkadinas, Vânias, Astrovs, generosos, cruéis Elenas, lindas, sereias perversas. Somos Serebriakovs, metidos, intelectuais e insuportáveis, velhos, que só repetem o óbvio em busca de fama, somos doces e feios como Sônia, ingênuos e sonhadores como espectros Nina 🦢 Pra mim, Tchekhov antecipou tudo: de Beckett a Heiner Müller, de Thomas Mann a Thomas Bernhard, de Tadeusz Kantor a Gerald Thomas e Bia Lessa. Escreve para ninguém - e por isso mesmo para todos nós que vivemos prensados entre o passado e o futuro. Hoje não há mais futuro possível. Os futuros parece que morreram, mas Tchekhov já os via meio mortos ali no final do século XIX. A natureza sendo dilapidada, queimada e engolida pela ganância. Os jardins de árvores tão caras a todos sendo esquecidos, a eterna Moscou que nunca chega. O incêndio no meio da madrugada. O piano que ansiamos tocar e não nos deixam. A vodca que bebemos porque só um porre nos salva. As crises filósoficas inúteis e um fundo alegre e melancólico em cada objeto de prata, em cada samovar da casa. 🔭🪐🫖🪞 Se temos tantos motivos pra tristeza, ao menos podemos comemorar pequenas alegrias: a nova edição das maiores peças de Anton Tchekhov: A Gaivota, Tio Vânia, Três Irmãs e o Jardim das Cerejeiras. - em nova tradução de Rubens Figueiredo pela @penguincompanhia é uma delas
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