@odarainstituto
4.0Kposts
29.3Kfollowers
896following
Organização negra e feminista, centrada no legado africano, voltada para o fortalecimento das mulheres negras. . Bahia-Nordeste-Brasil-LatinoAmérica
This account appears as recommended in the profiles of these creators:
Às vésperas do Natal de 2022, a PM da Bahia definiu, mais uma vez, quem poderia celebrar, e quem seria empurrado para o luto.* Marcelo Daniel, 19 anos, levantou as mãos em rendição no Alto do Capim, no Bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador - BA, e mesmo assim a Polícia Militar da Bahia atirou para matar. Outro homem também foi baleado. Não houve confronto, não houve resistência: houve execução sumária de um jovem negro desarmado que celebrava a noite de Natal em sua comunidade. Três anos depois, a engrenagem do genocídio negro segue funcionando com precisão. A família denunciou, buscou respostas, insistiu, mas o Inquérito da Polícia Militar (IPM) continua parado, e sem ele o Ministério Público sequer consegue avançar para denunciar os agentes homicidas. É assim que o Estado opera: a polícia mata, as instituições travam e as famílias são condenadas a implorar por justiça. O nome disso não é morosidade, é projeto político: proteger quem dispara e silenciar quem sangra. É o racismo garantindo que vidas negras sigam interrompidas sem responsabilização. Seguimos denunciando. Seguimos pressionando. Justiça para Marcelo Daniel! Leia mais em institutoodara.org.br
Enquanto marcas e influenciadores fazem postagens performáticas no “Novembro Negro”, nós seguimos afirmando: nossa luta não cabe em ações pontuais. Quer falar de nós em novembro? Comece reconhecendo a profundidade da nossa história, ouvindo e lendo mulheres negras, e rompendo com a superficialidade que transforma datas políticas em engajamento vazio. Nós, mulheres negras, sustentamos este país com nossos saberes, trabalhos, corpos e espiritualidades. Seguimos defendendo nossas comunidades diante do projeto de morte que o Estado insiste em impor a todas as gerações da população negra e as tantas faces do racismo cotidiano que tenta limitar nossos passos e nossos sonhos. É por isso que falamos de reparação como compromisso histórico e político, e de Bem Viver como tecnologia ancestral que rompe com a lógica colonial e afirma a continuidade das nossas comunidades. No dia 25 de novembro, estaremos em Brasília, na Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, reafirmando que o futuro do Brasil passa pelas mãos, mentes, tecnologias ancestrais, reflexões e projetos das mulheres negras. Seguimos em rede, em luta, em movimento, em marcha. #MarchadasMulheresNegras #Reparação #BemViver
📢 Estamos organizadas e mobilizadas! ✊🏾✨ Jurema Werneck, Diretora-Executiva da Anistia Internacional Brasil, reforça a grande mobilização da Marcha Nacional de Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver 2025! Não há democracia sem mulheres negras no centro das decisões! Nossa voz ecoa por reparação e bem viver! #MarchadasMulheresNegras2025 #Reparaçao #BemViver #EscuteMulheresNegras
Há 10 anos, em 2015, mais de 100 mil mulheres negras marcharam pelas ruas de Brasília com coragem e força ancestral. Marchamos contra o genocídio da população negra, contra o racismo, a violência cotidiana e todas as formas de opressão que atravessam nossas vidas. Marchamos para afirmar que nossos corpos são políticos, nossas vozes são resistência e nossas vidas importam e muito. Aquela marcha histórica não terminou ali. Ecoou em milhares de territórios, redes, organizações e movimentos, gerando alianças, fortalecendo lideranças, ocupando espaços e encorajando novas gerações. A Marcha de 2015 nos ensinou que quando uma mulher negra se movimenta, todo o país se move com ela. Agora, 10 anos depois, estamos de volta. Em 25 de novembro, seremos 1 milhão de mulheres negras, de todos os cantos do Brasil e do mundo, ocupando novamente Brasília. Vamos marchar por Reparação e Bem Viver, por um país que reconheça a nossa humanidade, repare os crimes históricos e construa um futuro onde nossas vidas floresçam com justiça e dignidade. Vem com a gente. Nosso Tempo é agora! Nossas vozes vão ecoar mais alto do que nunca! #MarchaDasMulheresNegras #10AnosDeMarcha #ReparaçãoJá #BemViver #PeloFimDoRacismo #MulheresNegrasEmMarcha
Caíque dos Santos Reis, de 16 anos foi executado pela PM no bairro de São Marcos, em Salvador (BA) Caíque dos Santos Reis, 16 anos, estudante e barbeiro, foi mais uma vítima do extermínio da juventude negra na Bahia. Moradores do bairro de São Marcos, em Salvador, denunciam que ele foi morto pela Polícia Militar mesmo rendido, com as mãos para cima, sem oferecer qualquer risco. Testemunhas relatam que Caíque foi baleado na perna, levado para um beco junto com outro homem e executado pelos policiais. “Ele não era criminoso, não estava com arma nenhuma. Foi baleado simplesmente porque a polícia chegou atirando”, afirmou um morador que prefere não se identificar. Outra testemunha detalha: “Primeiro atiraram na perna dele, depois o levaram para o beco e executaram. Ele não tinha envolvimento com crime algum”. Vídeos que circulam nas redes mostram a revolta da comunidade diante da violência policial, enquanto Caíque e outro homem são conduzidos desacordados e cobertos para a viatura. A versão oficial da PM, que fala em “troca de tiros” e cita apreensão de armas e drogas, é contestada pelos moradores e pela família. A mãe de Caíque, Joselita dos Santos Cruz, denuncia a criminalização do filho: “Meu filho não participou de tiroteio nenhum. Eles mandaram levantar as mãos, deram um tiro na perna e depois executaram meu menino. Agora dizem que ele era traficante, mas isso é mentira. Ele não fazia nada disso”, afirma. Além do adolescente, outro homem também foi morto durante a mesma ação policial. No entanto, a identidade desse segundo homem não foi divulgada oficialmente. O caso está registrado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas a comunidade e familiares exigem investigação independente e responsabilização dos policiais envolvidos. A morte de Caíque reafirma o padrão do extermínio da juventude negra, que segue interrompendo vidas, fabricando versões e espalhando terror nos territórios periféricos da Bahia. Mais uma vida interrompida, mais uma família em luto, mais uma denúncia que não pode ser silenciada. #JuventudeNegra #FimdaPM #JovensNegros
Às vésperas do Natal de 2022, a PM da Bahia definiu, mais uma vez, quem poderia celebrar, e quem seria empurrado para o luto.* Marcelo Daniel, 19 anos, levantou as mãos em rendição no Alto do Capim, no Bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador - BA, e mesmo assim a Polícia Militar da Bahia atirou para matar. Outro homem também foi baleado. Não houve confronto, não houve resistência: houve execução sumária de um jovem negro desarmado que celebrava a noite de Natal em sua comunidade. Três anos depois, a engrenagem do genocídio negro segue funcionando com precisão. A família denunciou, buscou respostas, insistiu, mas o Inquérito da Polícia Militar (IPM) continua parado, e sem ele o Ministério Público sequer consegue avançar para denunciar os agentes homicidas. É assim que o Estado opera: a polícia mata, as instituições travam e as famílias são condenadas a implorar por justiça. O nome disso não é morosidade, é projeto político: proteger quem dispara e silenciar quem sangra. É o racismo garantindo que vidas negras sigam interrompidas sem responsabilização. Seguimos denunciando. Seguimos pressionando. Justiça para Marcelo Daniel! Leia mais em institutoodara.org.br
Enquanto marcas e influenciadores fazem postagens performáticas no “Novembro Negro”, nós seguimos afirmando: nossa luta não cabe em ações pontuais. Quer falar de nós em novembro? Comece reconhecendo a profundidade da nossa história, ouvindo e lendo mulheres negras, e rompendo com a superficialidade que transforma datas políticas em engajamento vazio. Nós, mulheres negras, sustentamos este país com nossos saberes, trabalhos, corpos e espiritualidades. Seguimos defendendo nossas comunidades diante do projeto de morte que o Estado insiste em impor a todas as gerações da população negra e as tantas faces do racismo cotidiano que tenta limitar nossos passos e nossos sonhos. É por isso que falamos de reparação como compromisso histórico e político, e de Bem Viver como tecnologia ancestral que rompe com a lógica colonial e afirma a continuidade das nossas comunidades. No dia 25 de novembro, estaremos em Brasília, na Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, reafirmando que o futuro do Brasil passa pelas mãos, mentes, tecnologias ancestrais, reflexões e projetos das mulheres negras. Seguimos em rede, em luta, em movimento, em marcha. #MarchadasMulheresNegras #Reparação #BemViver
📢 Estamos organizadas e mobilizadas! ✊🏾✨ Jurema Werneck, Diretora-Executiva da Anistia Internacional Brasil, reforça a grande mobilização da Marcha Nacional de Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver 2025! Não há democracia sem mulheres negras no centro das decisões! Nossa voz ecoa por reparação e bem viver! #MarchadasMulheresNegras2025 #Reparaçao #BemViver #EscuteMulheresNegras
Há 10 anos, em 2015, mais de 100 mil mulheres negras marcharam pelas ruas de Brasília com coragem e força ancestral. Marchamos contra o genocídio da população negra, contra o racismo, a violência cotidiana e todas as formas de opressão que atravessam nossas vidas. Marchamos para afirmar que nossos corpos são políticos, nossas vozes são resistência e nossas vidas importam e muito. Aquela marcha histórica não terminou ali. Ecoou em milhares de territórios, redes, organizações e movimentos, gerando alianças, fortalecendo lideranças, ocupando espaços e encorajando novas gerações. A Marcha de 2015 nos ensinou que quando uma mulher negra se movimenta, todo o país se move com ela. Agora, 10 anos depois, estamos de volta. Em 25 de novembro, seremos 1 milhão de mulheres negras, de todos os cantos do Brasil e do mundo, ocupando novamente Brasília. Vamos marchar por Reparação e Bem Viver, por um país que reconheça a nossa humanidade, repare os crimes históricos e construa um futuro onde nossas vidas floresçam com justiça e dignidade. Vem com a gente. Nosso Tempo é agora! Nossas vozes vão ecoar mais alto do que nunca! #MarchaDasMulheresNegras #10AnosDeMarcha #ReparaçãoJá #BemViver #PeloFimDoRacismo #MulheresNegrasEmMarcha
Caíque dos Santos Reis, de 16 anos foi executado pela PM no bairro de São Marcos, em Salvador (BA) Caíque dos Santos Reis, 16 anos, estudante e barbeiro, foi mais uma vítima do extermínio da juventude negra na Bahia. Moradores do bairro de São Marcos, em Salvador, denunciam que ele foi morto pela Polícia Militar mesmo rendido, com as mãos para cima, sem oferecer qualquer risco. Testemunhas relatam que Caíque foi baleado na perna, levado para um beco junto com outro homem e executado pelos policiais. “Ele não era criminoso, não estava com arma nenhuma. Foi baleado simplesmente porque a polícia chegou atirando”, afirmou um morador que prefere não se identificar. Outra testemunha detalha: “Primeiro atiraram na perna dele, depois o levaram para o beco e executaram. Ele não tinha envolvimento com crime algum”. Vídeos que circulam nas redes mostram a revolta da comunidade diante da violência policial, enquanto Caíque e outro homem são conduzidos desacordados e cobertos para a viatura. A versão oficial da PM, que fala em “troca de tiros” e cita apreensão de armas e drogas, é contestada pelos moradores e pela família. A mãe de Caíque, Joselita dos Santos Cruz, denuncia a criminalização do filho: “Meu filho não participou de tiroteio nenhum. Eles mandaram levantar as mãos, deram um tiro na perna e depois executaram meu menino. Agora dizem que ele era traficante, mas isso é mentira. Ele não fazia nada disso”, afirma. Além do adolescente, outro homem também foi morto durante a mesma ação policial. No entanto, a identidade desse segundo homem não foi divulgada oficialmente. O caso está registrado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas a comunidade e familiares exigem investigação independente e responsabilização dos policiais envolvidos. A morte de Caíque reafirma o padrão do extermínio da juventude negra, que segue interrompendo vidas, fabricando versões e espalhando terror nos territórios periféricos da Bahia. Mais uma vida interrompida, mais uma família em luto, mais uma denúncia que não pode ser silenciada. #JuventudeNegra #FimdaPM #JovensNegros
Unlock full access to all creators
You're viewing the first 5 creators. Subscribe to see all results and access advanced filters.
Upgrade to Pro