@mongebutsukei
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👨🦲Monge Zen Budista 🙏 1️⃣ @sobrebudismo 2️⃣ @verdadesdesconfortaveis_ 3️⃣ @iluminacaodiaria_ 4️⃣ @palavras_que_despertam 5️⃣ @seuespaconotempo
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Você consegue? Com os atletas de elite: @rainara_atleta @mferreiira._ @runner_jesus @sobrecorrida_
Eu cruzei a linha e olhei o cronômetro 13 segundos e 70 nos 100 metros. Pra muita gente isso é só um número. Pra mim, foi uma porta abrindo. Porque eu sei exatamente onde a minha cabeça tenta me colocar. Eu tenho quarenta anos. Eu sou corredor de fundo, de 5000 metros. E quando eu penso em velocidade, vem aquela comparação automática com os caras do alto nível do Brasil, atletas absolutos, gente que corre muito mais do que isso. A mente é rápida pra dizer que não vale, que não conta, que eu tô atrasado, que já passou meu tempo. E essa é a parte mais perigosa não é a pista, não é o adversário, é essa voz interna que tenta decidir por mim antes de eu tentar. Só que eu escolhi fazer diferente. Eu comecei a treinar sério. Mais de um ano, dois períodos, constância de verdade. E aí vem a parte que quase ninguém vê no vídeo. Cada treino não foi só esforço físico, foi uma negociação diária com o medo. Medo de falhar, medo de parecer ridículo, medo de não conseguir acompanhar atletas de elite, medo de confirmar a crença antiga de que eu não evoluo mais. E eu não cheguei aqui sozinho. Eu tô recebendo treinamento do meu professor @evaristoatletismo @timemanuelevaristo , e isso muda tudo quando a técnica encaixa e o corpo entende o caminho. Eu tenho colegas e companheiros que puxam o ritmo e puxam a minha coragem junto. Eu tenho o apoio da minha família, que sustenta o que não aparece na pista: a rotina, o descanso, a confiança. E eu tenho o meu próprio compromisso, o tipo de compromisso que não depende de motivação, depende de decisão. No fim, 13 e 70 não é sobre ser o mais rápido. É sobre ser mais inteiro. Meu treinamento budista e a atenção plena entram exatamente aí. Eu aprendi a observar os pensamentos negativos sem obedecer a eles. Eu reconheço a emoção, eu volto pra respiração, eu volto pro corpo. Eu treino a mente como treino as pernas. Domar a mente é o meu verdadeiro sprint. E toda vez que eu corro, eu provo que a idade é só um dado. Quem define o próximo passo sou eu.
Há momentos em que o corpo está presente, mas o coração já partiu. Permanecer em lugares onde a mente se contrai é uma forma silenciosa de se abandonar. O ensinamento budista nos lembra que o caminho correto começa com a escuta profunda: escutar o que o corpo sente, o que a mente resiste, o que o coração tenta esconder. Quando você se obriga a ficar onde não quer estar, gera sofrimento. A presença perde sentido quando nasce do medo e não da escolha. Respeitar-se é uma prática espiritual. Significa reconhecer que a paz interior vale mais do que qualquer aparência de harmonia externa. Muitas vezes permanecemos por culpa, costume ou desejo de agradar. Mas ficar é inútil quando a mente já partiu. O Buda ensinou que a libertação começa no discernimento: ver claramente o que é saudável e o que aprisiona. Sair de um lugar que não ressoa não é egoísmo, é sabedoria. Assim como a flor desabrocha apenas no solo certo, o ser humano floresce onde existe espaço para ser. Quando você insiste em permanecer em ambientes que drenam sua energia, perde a chance de cultivar a calma, a clareza e a alegria. Não estar onde você não quer estar é um ato de respeito à própria vida. A verdadeira compaixão inclui você mesmo. Caminhar em paz é aprender a reconhecer quando é hora de ficar e quando é hora de ir. Tudo que nasce do medo gera apego e sofrimento. Tudo que nasce da consciência traz leveza e verdade. Portanto, siga o caminho do meio: não fuja por impulso, mas também não permaneça por obrigação. Respeite-se, e a vida começará a se alinhar naturalmente.
Você consegue? Com os atletas de elite: @rainara_atleta @mferreiira._ @runner_jesus @sobrecorrida_
Eu cruzei a linha e olhei o cronômetro 13 segundos e 70 nos 100 metros. Pra muita gente isso é só um número. Pra mim, foi uma porta abrindo. Porque eu sei exatamente onde a minha cabeça tenta me colocar. Eu tenho quarenta anos. Eu sou corredor de fundo, de 5000 metros. E quando eu penso em velocidade, vem aquela comparação automática com os caras do alto nível do Brasil, atletas absolutos, gente que corre muito mais do que isso. A mente é rápida pra dizer que não vale, que não conta, que eu tô atrasado, que já passou meu tempo. E essa é a parte mais perigosa não é a pista, não é o adversário, é essa voz interna que tenta decidir por mim antes de eu tentar. Só que eu escolhi fazer diferente. Eu comecei a treinar sério. Mais de um ano, dois períodos, constância de verdade. E aí vem a parte que quase ninguém vê no vídeo. Cada treino não foi só esforço físico, foi uma negociação diária com o medo. Medo de falhar, medo de parecer ridículo, medo de não conseguir acompanhar atletas de elite, medo de confirmar a crença antiga de que eu não evoluo mais. E eu não cheguei aqui sozinho. Eu tô recebendo treinamento do meu professor @evaristoatletismo @timemanuelevaristo , e isso muda tudo quando a técnica encaixa e o corpo entende o caminho. Eu tenho colegas e companheiros que puxam o ritmo e puxam a minha coragem junto. Eu tenho o apoio da minha família, que sustenta o que não aparece na pista: a rotina, o descanso, a confiança. E eu tenho o meu próprio compromisso, o tipo de compromisso que não depende de motivação, depende de decisão. No fim, 13 e 70 não é sobre ser o mais rápido. É sobre ser mais inteiro. Meu treinamento budista e a atenção plena entram exatamente aí. Eu aprendi a observar os pensamentos negativos sem obedecer a eles. Eu reconheço a emoção, eu volto pra respiração, eu volto pro corpo. Eu treino a mente como treino as pernas. Domar a mente é o meu verdadeiro sprint. E toda vez que eu corro, eu provo que a idade é só um dado. Quem define o próximo passo sou eu.
Há momentos em que o corpo está presente, mas o coração já partiu. Permanecer em lugares onde a mente se contrai é uma forma silenciosa de se abandonar. O ensinamento budista nos lembra que o caminho correto começa com a escuta profunda: escutar o que o corpo sente, o que a mente resiste, o que o coração tenta esconder. Quando você se obriga a ficar onde não quer estar, gera sofrimento. A presença perde sentido quando nasce do medo e não da escolha. Respeitar-se é uma prática espiritual. Significa reconhecer que a paz interior vale mais do que qualquer aparência de harmonia externa. Muitas vezes permanecemos por culpa, costume ou desejo de agradar. Mas ficar é inútil quando a mente já partiu. O Buda ensinou que a libertação começa no discernimento: ver claramente o que é saudável e o que aprisiona. Sair de um lugar que não ressoa não é egoísmo, é sabedoria. Assim como a flor desabrocha apenas no solo certo, o ser humano floresce onde existe espaço para ser. Quando você insiste em permanecer em ambientes que drenam sua energia, perde a chance de cultivar a calma, a clareza e a alegria. Não estar onde você não quer estar é um ato de respeito à própria vida. A verdadeira compaixão inclui você mesmo. Caminhar em paz é aprender a reconhecer quando é hora de ficar e quando é hora de ir. Tudo que nasce do medo gera apego e sofrimento. Tudo que nasce da consciência traz leveza e verdade. Portanto, siga o caminho do meio: não fuja por impulso, mas também não permaneça por obrigação. Respeite-se, e a vida começará a se alinhar naturalmente.
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