@luizatenente
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Repórter de educação e apresentadora do G1 em 1 Minuto, na TV Globo 🎥🖊🗒
'Queria nome africano' - O professor de francês Abed Betoko, de 36 anos, nascido no Congo e naturalizado brasileiro em 2016, afirma que enfrentou dificuldades e que se sentiu humilhado ao tentar registrar seu filho com um nome africano: Zion Nzobale Costa Betoko. Segundo o docente, na última segunda-feira (27), foi preciso discutir por mais de 1 hora com os oficiais de um cartório de Arujá, na Grande São Paulo, para que aceitassem o nome composto “Zion Nzobale”. “Falei: se ‘Zion’, que nem é em português, é aceito, por que 'Nzobale' não pode? Por que preciso justificar? Qual é o problema de ser um nome africano? Para mim, o filtro usado foi racista”, conta Betoko ao g1. O congolês diz que pediram a ele documentos do bisavô e do tataravô da criança, mesmo diante da explicação de que “Nzobale” não é sobrenome. “Eu sei que, no Brasil, não podemos escolher nomes que criem constrangimento para a criança. Mas minha cultura é vergonhosa? É um claro desprezo a tudo o que se relaciona à África. Ainda abri as redes sociais para mostrar que existem vários Nzobale no Congo”, afirma. ➡️Procurado pela reportagem, o cartório não havia respondido aos questionamentos até a mais recente atualização da reportagem. Saiba mais no vídeo e na reportagem de @luizabtenente no #g1. #registrodenome #educação #g1educação
O professor de francês Abed Betoco, que nasceu no Congo e que mora aqui no Brasil desde 2011, disse que sofreu constrangimento e que foi humilhado ao tentar registrar o filhinho dele com um nome africano. Abed e a esposa queriam que o bebê se chamasse Zion Zobale. Seria um nome composto, como a gente tem João Pedro, José Antônio, depois viriam Zobale.
📝Redação sobre si mesma - Aos 16 anos e com mais de 3 milhões de seguidores no TikTok, a influenciadora Júlia Pimentel optou por apagar o vídeo em que descrevia sua mais recente conquista: ela foi aprovada em Medicina no Instituto de Educação Médica, faculdade privada do Rio de Janeiro cuja mensalidade é de R$ 16.253,00. Agora, tenta buscar uma alternativa para ingressar no curso mesmo estando no 2º ano do ensino médio. ➡️A jovem havia mostrado a redação que escreveu no processo seletivo. Nos comentários, usuários da rede social debocharam: “Para, gente, ela achou que era legenda para foto do Instagram”; “Você usou o ChatGPT Free ou pago?; “A redação inteira em primeira pessoa kkkkkkk inacreditável”; “Faltou começar com ‘Querido Diário’”. 🖥️O tema proposto no vestibular on-line da Idomed era: “Qual marca da sua personalidade ninguém roubará de você? Por quê?”. Segundo as orientações da prova, o candidato deveria escrever um texto dissertativo-argumentativo, seguindo a norma culta da língua portuguesa. Professores ouvidos pelo #g1 avaliaram a validade de redigir dissertação argumentativa em 1ª pessoa. Entenda se a técnica usada por Júlia Pimentel é mesmo permitida em processos seletivos vendo a reportagem da Luiza Tenente. #g1vídeos #juliapimentel #medicina #redação #vestibular
A influenciadora Júlia Pimentel, de 16 anos, foi aprovada em medicina numa faculdade particular do Rio e custa R$ 16 mil por mês. Nas redes ela mostrou a redação que escreveu no vestibular, mas depois apagou o vídeo. Por quê? É que o texto estava escrito em primeira pessoa e era inteiro sobre ela mesma. Um monte de gente debochou disso, achou um absurdo
Matrícula cassada - Ex-aluna de escola pública, a baiana Samille Ornelas, de 31 anos, foi aprovada em Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2024. A jovem, que se autodeclara parda, não pôde fazer a matrícula de imediato porque, segundo a instituição de ensino, ela não teria “as características fenotípicas” esperadas. Samille havia se inscrito no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) na modalidade de cotas para pretos e pardos, com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário-mínimo. Seguindo o procedimento de combate a fraudes, ela gravou, como previa o edital da UFF, um vídeo curto, mostrando seu rosto. O material foi avaliado pelo comitê de heteroidentificação da universidade, que julgou Samille como inapta a participar das cotas. Após acionar a Justiça, Samille aguardou um ano e pôde começar a estudar no 1º semestre de 2025. Quando faltavam apenas duas provas para encerrar o período, outra reviravolta: a liminar foi cassada, e a aluna teve de abandonar a faculdade. “Fiquei totalmente transtornada, desesperada, porque eu não contava nunca que aquilo ali acontecesse. A única coisa que eu tinha certeza na minha vida era da minha cor, da minha identidade”, afirma ao g1. O processo agora está nas instâncias superiores. A jovem não desistiu — inclusive voltou a estudar para o Enem, caso a situação não se resolva na Justiça. Saiba mais no #g1 #notícias #estudante #cotas #liminar #peleparda #uff #riodejaneiro
A Samuel Ornelas, de 31 anos, passou em medicina na Universidade Federal Fluminense, a UF, mas perdeu a vaga. Segundo avaliadores da instituição, ela não é parda e, por isso, não tem direito às cotas raciais. Não é possível. Eu fiquei totalmente transtornada, desesperada, porque eu não contava nunca que aquilo ali acontecesse.
REDAÇÃO DO ENEM ✍️| Documentos do Ministério da Educação mostram mudanças nos critérios para corrigir a redação do Enem de 2025. Candidatos afirmam que foram prejudicados na nota. A reportagem exclusiva é da repórter @luizatenente, do g1. Quando fez a prova do Enem em 2025, o estudante de medicina e professor Vinícius Oliveira esperava manter a média dos últimos anos. De 2022 a 2024, as notas dele na redação passaram dos 900 pontos - e o máximo é mil. Mas desta vez, o resultado surpreendeu: 💬 “Até falei: ‘Meu Deus, isso aqui está errado. Alguma coisa aconteceu. O site está bugado. Não é possível que eu tenha tirado 760 pontos depois de tantos anos fazendo 900 mais’. De imediato, nem sequer consegui entender o que tinha acontecido.” 🗣️ Uma professora que participou da correção das redações concordou em falar com a equipe do #JN sob anonimato, por ter um contrato de confidencialidade com o Inep. A voz dela foi alterada por inteligência artificial. Ela afirmou que ajustes na correção sempre ocorreram, mas sem tanta interferência na nota. 📌 O que diz o Inep O Inep, órgão do Ministério da Educação que supervisiona o exame, nega modificação nos critérios, que são os mesmos aplicados anualmente; disse que “a partir da divulgação do tema, orienta a aplicação dos critérios ao caso específico da redação” e diz que o texto é avaliado de forma independente por, pelo menos, dois corretores, assegurando imparcialidade e padronização ao julgamento. 📺 Saiba mais em g1.com.br/jn #jornalismo #notícias #jornalnacional #enem #enem2025 #redação #correção #sisu #mec #ministériodaeducação #inep
#g1noEnem - "Estou disposto a pagar R$ 10 por questão memorizada", escreveu o estudante de medicina Edcley Teixeira, há um ano, em mensagem enviada a jovens que participariam do Prêmio Capes de Talento Universitário, marcado para dezembro de 2024. O que ele não revelava aos alunos é que sabia de uma informação nunca comentada oficialmente pelo Ministério da Educação (MEC): as perguntas deste concurso da CAPES, voltado a quem estava no 1º ano do ensino superior, funcionavam como um pré-teste para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e poderiam integrar edições futuras da prova. ➡️ Foi assim que Edcley conseguiu fazer uma live em 11 de novembro, cinco dias antes do Enem 2025, mostrando ao menos 5 perguntas de matemática e de ciências da natureza parecidíssimas com as que, de fato, caíram no exame. O caso foi revelado pela repórter Luiza Tenente no g1. "Acho que vocês ainda não têm dimensão do que significa o Prêmio Capes. É como se encontrassem a prova do Enem jogada no chão na véspera da prova", disse ele, em um grupo de WhatsApp com alunos da mentoria, ao comemorar que suas "previsões" estavam corretas. Após o g1 revelar esse “esquema”, o Inep anulou três dessas questões “antecipadas” e acionou a Polícia Federal para apurar o caso. Leia mais no #g1 #g1educação #educação #enem
Bom gente, eu vim contar aqui pra vocês um pouco dos bastidores dessa história toda do Edy Clay Teixeira. A gente contou com exclusividade na terça-feira aqui no G1 sobre como ele conseguiu entregar para os alunos, cinco dias antes do Enem, perguntas parecidíssimas com as que realmente caíram nas provas de matemática e de ciências da natureza. Como que eu cheguei a essa história?
'Queria nome africano' - O professor de francês Abed Betoko, de 36 anos, nascido no Congo e naturalizado brasileiro em 2016, afirma que enfrentou dificuldades e que se sentiu humilhado ao tentar registrar seu filho com um nome africano: Zion Nzobale Costa Betoko. Segundo o docente, na última segunda-feira (27), foi preciso discutir por mais de 1 hora com os oficiais de um cartório de Arujá, na Grande São Paulo, para que aceitassem o nome composto “Zion Nzobale”. “Falei: se ‘Zion’, que nem é em português, é aceito, por que 'Nzobale' não pode? Por que preciso justificar? Qual é o problema de ser um nome africano? Para mim, o filtro usado foi racista”, conta Betoko ao g1. O congolês diz que pediram a ele documentos do bisavô e do tataravô da criança, mesmo diante da explicação de que “Nzobale” não é sobrenome. “Eu sei que, no Brasil, não podemos escolher nomes que criem constrangimento para a criança. Mas minha cultura é vergonhosa? É um claro desprezo a tudo o que se relaciona à África. Ainda abri as redes sociais para mostrar que existem vários Nzobale no Congo”, afirma. ➡️Procurado pela reportagem, o cartório não havia respondido aos questionamentos até a mais recente atualização da reportagem. Saiba mais no vídeo e na reportagem de @luizabtenente no #g1. #registrodenome #educação #g1educação
O professor de francês Abed Betoco, que nasceu no Congo e que mora aqui no Brasil desde 2011, disse que sofreu constrangimento e que foi humilhado ao tentar registrar o filhinho dele com um nome africano. Abed e a esposa queriam que o bebê se chamasse Zion Zobale. Seria um nome composto, como a gente tem João Pedro, José Antônio, depois viriam Zobale.
📝Redação sobre si mesma - Aos 16 anos e com mais de 3 milhões de seguidores no TikTok, a influenciadora Júlia Pimentel optou por apagar o vídeo em que descrevia sua mais recente conquista: ela foi aprovada em Medicina no Instituto de Educação Médica, faculdade privada do Rio de Janeiro cuja mensalidade é de R$ 16.253,00. Agora, tenta buscar uma alternativa para ingressar no curso mesmo estando no 2º ano do ensino médio. ➡️A jovem havia mostrado a redação que escreveu no processo seletivo. Nos comentários, usuários da rede social debocharam: “Para, gente, ela achou que era legenda para foto do Instagram”; “Você usou o ChatGPT Free ou pago?; “A redação inteira em primeira pessoa kkkkkkk inacreditável”; “Faltou começar com ‘Querido Diário’”. 🖥️O tema proposto no vestibular on-line da Idomed era: “Qual marca da sua personalidade ninguém roubará de você? Por quê?”. Segundo as orientações da prova, o candidato deveria escrever um texto dissertativo-argumentativo, seguindo a norma culta da língua portuguesa. Professores ouvidos pelo #g1 avaliaram a validade de redigir dissertação argumentativa em 1ª pessoa. Entenda se a técnica usada por Júlia Pimentel é mesmo permitida em processos seletivos vendo a reportagem da Luiza Tenente. #g1vídeos #juliapimentel #medicina #redação #vestibular
A influenciadora Júlia Pimentel, de 16 anos, foi aprovada em medicina numa faculdade particular do Rio e custa R$ 16 mil por mês. Nas redes ela mostrou a redação que escreveu no vestibular, mas depois apagou o vídeo. Por quê? É que o texto estava escrito em primeira pessoa e era inteiro sobre ela mesma. Um monte de gente debochou disso, achou um absurdo
Matrícula cassada - Ex-aluna de escola pública, a baiana Samille Ornelas, de 31 anos, foi aprovada em Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2024. A jovem, que se autodeclara parda, não pôde fazer a matrícula de imediato porque, segundo a instituição de ensino, ela não teria “as características fenotípicas” esperadas. Samille havia se inscrito no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) na modalidade de cotas para pretos e pardos, com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário-mínimo. Seguindo o procedimento de combate a fraudes, ela gravou, como previa o edital da UFF, um vídeo curto, mostrando seu rosto. O material foi avaliado pelo comitê de heteroidentificação da universidade, que julgou Samille como inapta a participar das cotas. Após acionar a Justiça, Samille aguardou um ano e pôde começar a estudar no 1º semestre de 2025. Quando faltavam apenas duas provas para encerrar o período, outra reviravolta: a liminar foi cassada, e a aluna teve de abandonar a faculdade. “Fiquei totalmente transtornada, desesperada, porque eu não contava nunca que aquilo ali acontecesse. A única coisa que eu tinha certeza na minha vida era da minha cor, da minha identidade”, afirma ao g1. O processo agora está nas instâncias superiores. A jovem não desistiu — inclusive voltou a estudar para o Enem, caso a situação não se resolva na Justiça. Saiba mais no #g1 #notícias #estudante #cotas #liminar #peleparda #uff #riodejaneiro
A Samuel Ornelas, de 31 anos, passou em medicina na Universidade Federal Fluminense, a UF, mas perdeu a vaga. Segundo avaliadores da instituição, ela não é parda e, por isso, não tem direito às cotas raciais. Não é possível. Eu fiquei totalmente transtornada, desesperada, porque eu não contava nunca que aquilo ali acontecesse.
REDAÇÃO DO ENEM ✍️| Documentos do Ministério da Educação mostram mudanças nos critérios para corrigir a redação do Enem de 2025. Candidatos afirmam que foram prejudicados na nota. A reportagem exclusiva é da repórter @luizatenente, do g1. Quando fez a prova do Enem em 2025, o estudante de medicina e professor Vinícius Oliveira esperava manter a média dos últimos anos. De 2022 a 2024, as notas dele na redação passaram dos 900 pontos - e o máximo é mil. Mas desta vez, o resultado surpreendeu: 💬 “Até falei: ‘Meu Deus, isso aqui está errado. Alguma coisa aconteceu. O site está bugado. Não é possível que eu tenha tirado 760 pontos depois de tantos anos fazendo 900 mais’. De imediato, nem sequer consegui entender o que tinha acontecido.” 🗣️ Uma professora que participou da correção das redações concordou em falar com a equipe do #JN sob anonimato, por ter um contrato de confidencialidade com o Inep. A voz dela foi alterada por inteligência artificial. Ela afirmou que ajustes na correção sempre ocorreram, mas sem tanta interferência na nota. 📌 O que diz o Inep O Inep, órgão do Ministério da Educação que supervisiona o exame, nega modificação nos critérios, que são os mesmos aplicados anualmente; disse que “a partir da divulgação do tema, orienta a aplicação dos critérios ao caso específico da redação” e diz que o texto é avaliado de forma independente por, pelo menos, dois corretores, assegurando imparcialidade e padronização ao julgamento. 📺 Saiba mais em g1.com.br/jn #jornalismo #notícias #jornalnacional #enem #enem2025 #redação #correção #sisu #mec #ministériodaeducação #inep
#g1noEnem - "Estou disposto a pagar R$ 10 por questão memorizada", escreveu o estudante de medicina Edcley Teixeira, há um ano, em mensagem enviada a jovens que participariam do Prêmio Capes de Talento Universitário, marcado para dezembro de 2024. O que ele não revelava aos alunos é que sabia de uma informação nunca comentada oficialmente pelo Ministério da Educação (MEC): as perguntas deste concurso da CAPES, voltado a quem estava no 1º ano do ensino superior, funcionavam como um pré-teste para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e poderiam integrar edições futuras da prova. ➡️ Foi assim que Edcley conseguiu fazer uma live em 11 de novembro, cinco dias antes do Enem 2025, mostrando ao menos 5 perguntas de matemática e de ciências da natureza parecidíssimas com as que, de fato, caíram no exame. O caso foi revelado pela repórter Luiza Tenente no g1. "Acho que vocês ainda não têm dimensão do que significa o Prêmio Capes. É como se encontrassem a prova do Enem jogada no chão na véspera da prova", disse ele, em um grupo de WhatsApp com alunos da mentoria, ao comemorar que suas "previsões" estavam corretas. Após o g1 revelar esse “esquema”, o Inep anulou três dessas questões “antecipadas” e acionou a Polícia Federal para apurar o caso. Leia mais no #g1 #g1educação #educação #enem
Bom gente, eu vim contar aqui pra vocês um pouco dos bastidores dessa história toda do Edy Clay Teixeira. A gente contou com exclusividade na terça-feira aqui no G1 sobre como ele conseguiu entregar para os alunos, cinco dias antes do Enem, perguntas parecidíssimas com as que realmente caíram nas provas de matemática e de ciências da natureza. Como que eu cheguei a essa história?
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