@janainaamedina
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CEO da @cuidarassistencia Palestrante e autora Tia Margarida, um livro que vai te emocionar. Se há vida, há tempo de amar, cuidar e deixar marcas.
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No ar, o episódio que gravei com a @biancaladeia e o @rhamuche , no @resiliencia humana. Falamos sobre vida, negócios e propósito. O link do capítulo completo está nos stories.
Você não precisa “superar” o luto. Superar é pular por cima, e quem tenta pular por cima do que dói, cai dentro de si. Luto não é problema a ser resolvido, é um vínculo que muda de forma. Quando alguém vai embora, não é só a pessoa que parte, vai também o que te orientava, por isso dói achar a nova rota. Não falhou nada em você, é o amor procurando novo endereço. Troque a sentença que te fere: “Eu tenho que superar essa dor” por “Eu estou aprendendo a conviver com essa dor.” Essa troca é um gesto de cuidado. Conviver permite pequenas vitórias, já superar exige pressa, e nessa pressa, todos sofrem e se perdem ainda mais.
Preferimos fingir que ela não existe, como se o silêncio adiasse o inevitável. Falar sobre perdas nos obriga a encarar o que não controlamos, a planejar o que é doloroso e a admitir que um dia não estaremos mais aqui. E é justamente por isso que deveríamos falar, porque ignorar não impede, só desorganiza.
A única certeza que temos é a finitude da vida. Mas o verdadeiro convite é redescobrir a intensidade de cada instante vivido. Em um ritmo acelerado, frequentemente nos desconectamos do presente, esquecendo que viver exige atenção plena e propósito. O sentido da vida se revela na intensidade com que experimentamos o presente.
“Sexta-feira, papai. Pode olhar aí, meio-dia. Quem fez, fez. Quem não fez, não faz mais.” Todo mundo conhecia essa frase. Mas pouca gente parou pra entender o que ela realmente significava. O Henrique Maderite não estava só celebrando a sexta-feira. Ele estava nos convidando a viver. Toda semana, ao meio-dia, ele nos lembrava: a vida acontece agora. Com os problemas, com as dificuldades, com tudo que a gente carrega. Mesmo assim, viva. Mesmo assim, celebre. Mesmo assim, siga. E ontem, numa sexta-feira, aos 50 anos, um infarto fulminante levou embora o homem que transformou um bordão em filosofia de vida. Eu trabalho com a finitude todos os dias. E o que eu aprendi é que a morte não é o oposto da vida. A morte é a professora mais dura que a vida tem. O Henrique, sem saber, fazia o que eu defendo: trazia a consciência da brevidade para o cotidiano. Cada sexta-feira era um lembrete de que a semana acabou, o tempo passou, e o que ficou para trás já era. A pergunta que fica não é sobre ele. É sobre você: O que você está esperando para viver? Que problema você está usando como desculpa para adiar a sua própria vida? O Henrique nos ensinou que viver não é esperar tudo estar perfeito. É celebrar o agora, do jeito que ele é. E à família do Henrique, eu deixo aqui o meu abraço mais sincero: apeguem-se às memórias. Às risadas, aos almoços de sexta, aos momentos simples que, agora, vocês vão perceber que eram os mais valiosos. A passagem dele por aqui foi breve, mas o legado que ele deixou é eterno. Ele nos ensinou a viver. E quem ensina a viver, nunca morre de verdade. Descanse em paz, Henrique. Seu “sextou” agora ecoa para sempre.
No ar, o episódio que gravei com a @biancaladeia e o @rhamuche , no @resiliencia humana. Falamos sobre vida, negócios e propósito. O link do capítulo completo está nos stories.
Você não precisa “superar” o luto. Superar é pular por cima, e quem tenta pular por cima do que dói, cai dentro de si. Luto não é problema a ser resolvido, é um vínculo que muda de forma. Quando alguém vai embora, não é só a pessoa que parte, vai também o que te orientava, por isso dói achar a nova rota. Não falhou nada em você, é o amor procurando novo endereço. Troque a sentença que te fere: “Eu tenho que superar essa dor” por “Eu estou aprendendo a conviver com essa dor.” Essa troca é um gesto de cuidado. Conviver permite pequenas vitórias, já superar exige pressa, e nessa pressa, todos sofrem e se perdem ainda mais.
Preferimos fingir que ela não existe, como se o silêncio adiasse o inevitável. Falar sobre perdas nos obriga a encarar o que não controlamos, a planejar o que é doloroso e a admitir que um dia não estaremos mais aqui. E é justamente por isso que deveríamos falar, porque ignorar não impede, só desorganiza.
A única certeza que temos é a finitude da vida. Mas o verdadeiro convite é redescobrir a intensidade de cada instante vivido. Em um ritmo acelerado, frequentemente nos desconectamos do presente, esquecendo que viver exige atenção plena e propósito. O sentido da vida se revela na intensidade com que experimentamos o presente.
“Sexta-feira, papai. Pode olhar aí, meio-dia. Quem fez, fez. Quem não fez, não faz mais.” Todo mundo conhecia essa frase. Mas pouca gente parou pra entender o que ela realmente significava. O Henrique Maderite não estava só celebrando a sexta-feira. Ele estava nos convidando a viver. Toda semana, ao meio-dia, ele nos lembrava: a vida acontece agora. Com os problemas, com as dificuldades, com tudo que a gente carrega. Mesmo assim, viva. Mesmo assim, celebre. Mesmo assim, siga. E ontem, numa sexta-feira, aos 50 anos, um infarto fulminante levou embora o homem que transformou um bordão em filosofia de vida. Eu trabalho com a finitude todos os dias. E o que eu aprendi é que a morte não é o oposto da vida. A morte é a professora mais dura que a vida tem. O Henrique, sem saber, fazia o que eu defendo: trazia a consciência da brevidade para o cotidiano. Cada sexta-feira era um lembrete de que a semana acabou, o tempo passou, e o que ficou para trás já era. A pergunta que fica não é sobre ele. É sobre você: O que você está esperando para viver? Que problema você está usando como desculpa para adiar a sua própria vida? O Henrique nos ensinou que viver não é esperar tudo estar perfeito. É celebrar o agora, do jeito que ele é. E à família do Henrique, eu deixo aqui o meu abraço mais sincero: apeguem-se às memórias. Às risadas, aos almoços de sexta, aos momentos simples que, agora, vocês vão perceber que eram os mais valiosos. A passagem dele por aqui foi breve, mas o legado que ele deixou é eterno. Ele nos ensinou a viver. E quem ensina a viver, nunca morre de verdade. Descanse em paz, Henrique. Seu “sextou” agora ecoa para sempre.
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