@guilhermetavarespsicologo
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Um pouco sobre o machismo dentro no mundo gay
Se eu como, eu sou hétero. Só vou ser gay se eu der. Ah é, exato. O passivo é descredibilizado porque está associado ao feminino. Olha só que palavra ridícula, né? Descredibilizado porque está associado ao feminino como se isso fosse algo ruim. É, exatamente. E aí as pessoas negam esse prazer para poder
Os pais costumam se assustar muito com cenas e acabam concluindo as piores coisas, nesse caso acho sempre válida uma ajuda profissional.
Quando o amor e o desejo parecem não combinar Muitas pessoas foram ensinadas, desde cedo, que o sexo é algo sujo, errado ou pecaminoso — algo que deve ser escondido, feito às escondidas, longe do amor, do afeto e da doçura. Com o tempo, isso cria uma confusão interna: o desejo passa a ser associado ao proibido, ao que não se pode ter, ao que é “errado”. Então, quando o amor aparece — quando o sexo deixa de ser apenas corpo e passa a ter afeto, entrega, vulnerabilidade — o corpo trava. Como se dissesse: “isso não combina”. Como se amar e desejar fossem opostos. Mas o sexo não é sujo. O problema é a forma como aprendemos a olhá-lo. Quando alguém se sente culpado por desejar quem ama, isso não é falta de tesão — é excesso de bloqueio. É o corpo tentando conciliar duas ideias que sempre disseram ser incompatíveis: prazer e amor. Talvez o verdadeiro desafio seja desaprender o que nos ensinaram. Permitir-se sentir prazer sem culpa. Entender que o desejo pode, sim, existir no amor — e que amar alguém profundamente não apaga o fogo, mas o torna mais verdadeiro, mais humano, mais livre. O sexo com quem se ama não é menos intenso. É apenas mais inteiro
Um pouco sobre o machismo dentro no mundo gay
Se eu como, eu sou hétero. Só vou ser gay se eu der. Ah é, exato. O passivo é descredibilizado porque está associado ao feminino. Olha só que palavra ridícula, né? Descredibilizado porque está associado ao feminino como se isso fosse algo ruim. É, exatamente. E aí as pessoas negam esse prazer para poder
Os pais costumam se assustar muito com cenas e acabam concluindo as piores coisas, nesse caso acho sempre válida uma ajuda profissional.
Quando o amor e o desejo parecem não combinar Muitas pessoas foram ensinadas, desde cedo, que o sexo é algo sujo, errado ou pecaminoso — algo que deve ser escondido, feito às escondidas, longe do amor, do afeto e da doçura. Com o tempo, isso cria uma confusão interna: o desejo passa a ser associado ao proibido, ao que não se pode ter, ao que é “errado”. Então, quando o amor aparece — quando o sexo deixa de ser apenas corpo e passa a ter afeto, entrega, vulnerabilidade — o corpo trava. Como se dissesse: “isso não combina”. Como se amar e desejar fossem opostos. Mas o sexo não é sujo. O problema é a forma como aprendemos a olhá-lo. Quando alguém se sente culpado por desejar quem ama, isso não é falta de tesão — é excesso de bloqueio. É o corpo tentando conciliar duas ideias que sempre disseram ser incompatíveis: prazer e amor. Talvez o verdadeiro desafio seja desaprender o que nos ensinaram. Permitir-se sentir prazer sem culpa. Entender que o desejo pode, sim, existir no amor — e que amar alguém profundamente não apaga o fogo, mas o torna mais verdadeiro, mais humano, mais livre. O sexo com quem se ama não é menos intenso. É apenas mais inteiro
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