@doulabrunalouise
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DOULA e EDUCADORA PERINATAL 🌍 Te ajudo a ter uma melhor experiência de parto, em qualquer lugar do mundo 🚀 👇🏻 Agenda aberta. Garanta sua vaga! 👇🏻
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O Brasil é o segundo país do mundo que mais faz cesarianas. No nosso país, mais de 50% dos nascimentos acontecem através de cirurgia. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o ideal seria em torno de 15%. E por quê? Será que existe algo de errado com as brasileiras? Será que as mulheres que nascem aqui são menos capazes de parir do que as que nascem em outros países? O que tem de errado com as brasileiras e que as impede de parir, na maioria dos casos, é a desinformação. A cesárea se tornou cultural no Brasil. Tão cultural que é motivo de risada dizer que o motivo de uma cirurgia de médio porte e com riscos associados pra mãe e pro bebê foi escolher o signo do bebê. Sim. 120x mais riscos neonatais associados pra não ter um filho leonino ou geminiano. Todo mundo já leu pelo menos uma vez aquela frase famosa de Michel Odent que diz “pra mudar o mundo é preciso primeiro mudar a forma de nascer”. No nosso país, pra mudar a forma de nascer vai ser necessária uma mudança de mentalidade. Existe hora pra morrer. Temos um consenso social de que é antinatural e problemático adiantarmos a morte. Mas por que se tornou aceitável adiantar nascimentos sem indicação como se coubesse a alguém além da natureza e do bebê? É urgente uma conversão no caminho que a obstetrícia tomou. Essa epidemia de cesáreas desnecessárias que vivemos no Brasil é um problema de saúde pública e deve ser tratado como tal.
minha mãe me tirou antes, porque ela falava pra ela que Leonina brigava muito com a mãe. Então ela foi até o último dia de câncer. Minha mãe sendo minha mãe, né? Não, eu não posso falar, porque eu fui induzir também. Ah, é? Por causa disso. Porque ele ia ser hegeminiano. E o Júlio já é hegeminiano e minha mãe. Falei "eu não quero mais um". Ele nasceu taurino.
Mãe de bebê reborn sim, com muito orgulho. E não sou menos mãe por isso.
A Fase de Transição do trabalho de parto, por muitos chamada de “hora da covardia”, trata-se da fase final da dilatação do colo do útero (geralmente entre 8 e 10cm) onde as contrações tendem a ser mais intensas e dolorosas. Nesse momento, justamente por conta da intensidade da dor, é bastante comum que a parturiente pense em desistir, peça por intervenções, fique com um comportamento agitado e até mesmo fale coisas sem sentido. É importante que os profissionais que estão prestando assistência ao parto e o acompanhante estejam preparados para dar o suporte psicológico necessário quando essa fase chegar. No fundo a mulher não quer mesmo desistir do parto e sim que o bebê nasça e a dor pare (o que a essa altura está próximo de acontecer). O que pode ajudar: ✅ Alternar posições até encontrar uma mais confortável ✅ Encontrar o método de alívio da dor que seja mais efetivo pra esse momento (chuveiro, massagem…) ✅ Manter o foco na respiração consciente ✅ Focar em vencer uma contração de cada vez ✅ Vocalizar conforme sentir necessidade Quando a dilatação chega em 10 centímetros dá-se início a fase expulsiva que vamos entender melhor no próximo post. Gostou desse conteúdo? Salva e deixa seu comentário! Se é nova por aqui e ainda não me segue, fica por aqui que te ajudo a se preparar pro seu parto positivo! Video via @badassmotherbirther
Eu não consigo fazer isso. Eu estou tentando fazer isso. Você está fazendo isso? Sim, estou fazendo isso.
🗣️ Puxo dirigido no trabalho de parto 🚨 O puxo dirigido é quando a mulher é orientada a fazer força sob comando , geralmente com frases como “faz força”, “segura o ar”, “empurra agora”, “força de cocô”, normalmente por longos segundos e repetidamente. Apesar de ainda ser muito comum, não é a forma mais fisiológica de parir e a ciência já aponta impactos importantes dessa prática. Quando a mulher realiza puxos dirigidos, especialmente segurando o ar (manobra de Valsalva) e em posições pouco favoráveis, ocorre um aumento significativo da pressão intra-abdominal e sobre o assoalho pélvico. Isso está associado a maior risco de lacerações perineais, disfunções do assoalho pélvico e prolapsos no médio e longo prazo. Outro ponto central é a exaustão materna. O puxo dirigido costuma começar antes do desejo espontâneo de fazer força e exige esforços intensos e repetitivos, levando ao cansaço precoce. Essa exaustão pode reduzir a eficácia dos puxos ao longo do tempo e está associada a maior probabilidade de intervenções no período expulsivo, incluindo o aumento da incidência de partos instrumentais, como o uso de fórceps ou vácuo extrator. Para o bebê, o puxo dirigido pode comprometer temporariamente a oxigenação, já que a mulher prende a respiração e há redução do fluxo sanguíneo placentário durante o esforço. Estudos associam essa prática a maior ocorrência de alterações nos batimentos cardíacos fetais e piores parâmetros de gases sanguíneos ao nascimento, quando comparado ao puxo espontâneo. Não há evidências consistentes de melhora nos desfechos maternos ou neonatais com puxo dirigido. Em contrapartida, o puxo espontâneo, que surge quando o corpo da mulher está pronto, respeita a fisiologia, permite respiração livre, mudança de posições e pausas naturais, estando associado a menor trauma perineal, menor exaustão materna e menor necessidade de intervenções obstétricas. 💡 A Organização Mundial da Saúde recomenda que as mulheres sejam encorajadas a seguir seus próprios impulsos de fazer força, sem comandos rígidos ou cronômetros. Escute seu corpo. Ele é sábio. Vem comigo que eu te ajudo a se preparar pro seu parto positivo em 30 dias!
“Como vou saber se minha bolsa rompeu?” Nem sempre o rompimento da bolsa é como nos filmes, aquele jato de água que vem do nada. Na vida real, pode acontecer de formas bem mais sutis e nem sempre fica tão claro. 🫧 Às vezes, a bolsa rompe e sai um grande volume de líquido de uma vez. Mas em muitos casos, ela rompe lá no alto e o que sai é um filetezinho contínuo, que você pode até confundir com xixi ou corrimento. ✨ Como identificar: ✔️ O líquido não tem cheiro de urina (geralmente tem cheiro adocicado ou de água sanitária) ✔️ Pode ser transparente, esbranquiçado ou conter traços de sangue ou mecônio (e em caso de mecônio a ida para o hospital deve ser imediata) ✔️ Não para de sair — mesmo que em pouca quantidade, tende a escorrer aos poucos com o tempo 📌 Dica: Coloque um absorvente e observe. Se continuar saindo, mesmo em pequena quantidade, será necessária avaliação! E lembre-se: rompimento da bolsa não é sinal de urgência imediata na maioria dos casos, mas é um dos marcos que indicam que o trabalho de parto está se aproximando 🥰 Gostou? Fica por aqui que te ajudo a se preparar pra uma melhor experiência de parto
O Brasil é o segundo país do mundo que mais faz cesarianas. No nosso país, mais de 50% dos nascimentos acontecem através de cirurgia. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o ideal seria em torno de 15%. E por quê? Será que existe algo de errado com as brasileiras? Será que as mulheres que nascem aqui são menos capazes de parir do que as que nascem em outros países? O que tem de errado com as brasileiras e que as impede de parir, na maioria dos casos, é a desinformação. A cesárea se tornou cultural no Brasil. Tão cultural que é motivo de risada dizer que o motivo de uma cirurgia de médio porte e com riscos associados pra mãe e pro bebê foi escolher o signo do bebê. Sim. 120x mais riscos neonatais associados pra não ter um filho leonino ou geminiano. Todo mundo já leu pelo menos uma vez aquela frase famosa de Michel Odent que diz “pra mudar o mundo é preciso primeiro mudar a forma de nascer”. No nosso país, pra mudar a forma de nascer vai ser necessária uma mudança de mentalidade. Existe hora pra morrer. Temos um consenso social de que é antinatural e problemático adiantarmos a morte. Mas por que se tornou aceitável adiantar nascimentos sem indicação como se coubesse a alguém além da natureza e do bebê? É urgente uma conversão no caminho que a obstetrícia tomou. Essa epidemia de cesáreas desnecessárias que vivemos no Brasil é um problema de saúde pública e deve ser tratado como tal.
minha mãe me tirou antes, porque ela falava pra ela que Leonina brigava muito com a mãe. Então ela foi até o último dia de câncer. Minha mãe sendo minha mãe, né? Não, eu não posso falar, porque eu fui induzir também. Ah, é? Por causa disso. Porque ele ia ser hegeminiano. E o Júlio já é hegeminiano e minha mãe. Falei "eu não quero mais um". Ele nasceu taurino.
Mãe de bebê reborn sim, com muito orgulho. E não sou menos mãe por isso.
A Fase de Transição do trabalho de parto, por muitos chamada de “hora da covardia”, trata-se da fase final da dilatação do colo do útero (geralmente entre 8 e 10cm) onde as contrações tendem a ser mais intensas e dolorosas. Nesse momento, justamente por conta da intensidade da dor, é bastante comum que a parturiente pense em desistir, peça por intervenções, fique com um comportamento agitado e até mesmo fale coisas sem sentido. É importante que os profissionais que estão prestando assistência ao parto e o acompanhante estejam preparados para dar o suporte psicológico necessário quando essa fase chegar. No fundo a mulher não quer mesmo desistir do parto e sim que o bebê nasça e a dor pare (o que a essa altura está próximo de acontecer). O que pode ajudar: ✅ Alternar posições até encontrar uma mais confortável ✅ Encontrar o método de alívio da dor que seja mais efetivo pra esse momento (chuveiro, massagem…) ✅ Manter o foco na respiração consciente ✅ Focar em vencer uma contração de cada vez ✅ Vocalizar conforme sentir necessidade Quando a dilatação chega em 10 centímetros dá-se início a fase expulsiva que vamos entender melhor no próximo post. Gostou desse conteúdo? Salva e deixa seu comentário! Se é nova por aqui e ainda não me segue, fica por aqui que te ajudo a se preparar pro seu parto positivo! Video via @badassmotherbirther
Eu não consigo fazer isso. Eu estou tentando fazer isso. Você está fazendo isso? Sim, estou fazendo isso.
🗣️ Puxo dirigido no trabalho de parto 🚨 O puxo dirigido é quando a mulher é orientada a fazer força sob comando , geralmente com frases como “faz força”, “segura o ar”, “empurra agora”, “força de cocô”, normalmente por longos segundos e repetidamente. Apesar de ainda ser muito comum, não é a forma mais fisiológica de parir e a ciência já aponta impactos importantes dessa prática. Quando a mulher realiza puxos dirigidos, especialmente segurando o ar (manobra de Valsalva) e em posições pouco favoráveis, ocorre um aumento significativo da pressão intra-abdominal e sobre o assoalho pélvico. Isso está associado a maior risco de lacerações perineais, disfunções do assoalho pélvico e prolapsos no médio e longo prazo. Outro ponto central é a exaustão materna. O puxo dirigido costuma começar antes do desejo espontâneo de fazer força e exige esforços intensos e repetitivos, levando ao cansaço precoce. Essa exaustão pode reduzir a eficácia dos puxos ao longo do tempo e está associada a maior probabilidade de intervenções no período expulsivo, incluindo o aumento da incidência de partos instrumentais, como o uso de fórceps ou vácuo extrator. Para o bebê, o puxo dirigido pode comprometer temporariamente a oxigenação, já que a mulher prende a respiração e há redução do fluxo sanguíneo placentário durante o esforço. Estudos associam essa prática a maior ocorrência de alterações nos batimentos cardíacos fetais e piores parâmetros de gases sanguíneos ao nascimento, quando comparado ao puxo espontâneo. Não há evidências consistentes de melhora nos desfechos maternos ou neonatais com puxo dirigido. Em contrapartida, o puxo espontâneo, que surge quando o corpo da mulher está pronto, respeita a fisiologia, permite respiração livre, mudança de posições e pausas naturais, estando associado a menor trauma perineal, menor exaustão materna e menor necessidade de intervenções obstétricas. 💡 A Organização Mundial da Saúde recomenda que as mulheres sejam encorajadas a seguir seus próprios impulsos de fazer força, sem comandos rígidos ou cronômetros. Escute seu corpo. Ele é sábio. Vem comigo que eu te ajudo a se preparar pro seu parto positivo em 30 dias!
“Como vou saber se minha bolsa rompeu?” Nem sempre o rompimento da bolsa é como nos filmes, aquele jato de água que vem do nada. Na vida real, pode acontecer de formas bem mais sutis e nem sempre fica tão claro. 🫧 Às vezes, a bolsa rompe e sai um grande volume de líquido de uma vez. Mas em muitos casos, ela rompe lá no alto e o que sai é um filetezinho contínuo, que você pode até confundir com xixi ou corrimento. ✨ Como identificar: ✔️ O líquido não tem cheiro de urina (geralmente tem cheiro adocicado ou de água sanitária) ✔️ Pode ser transparente, esbranquiçado ou conter traços de sangue ou mecônio (e em caso de mecônio a ida para o hospital deve ser imediata) ✔️ Não para de sair — mesmo que em pouca quantidade, tende a escorrer aos poucos com o tempo 📌 Dica: Coloque um absorvente e observe. Se continuar saindo, mesmo em pequena quantidade, será necessária avaliação! E lembre-se: rompimento da bolsa não é sinal de urgência imediata na maioria dos casos, mas é um dos marcos que indicam que o trabalho de parto está se aproximando 🥰 Gostou? Fica por aqui que te ajudo a se preparar pra uma melhor experiência de parto
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