@alemdafarmacologia
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Farmacologia clínica na prática 💊 Para profissionais que querem entender, não só decorar. + 5.000 alunos👇
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Diversos estudos e revisões sistemáticas demonstram que a coadministração de ondansetrona pode reduzir a eficácia analgésica do tramadol, levando a um aumento do consumo de tramadol nas primeiras horas do pós-operatório. O mecanismo proposto envolve o bloqueio dos receptores 5-HT3 pela ondansetrona, interferindo na via serotoninérgica que contribui para o efeito analgésico do tramadol. No entanto, há estudos que não observaram diferença significativa no consumo de tramadol ou no controle da dor, sugerindo que o impacto pode variar conforme o tipo de cirurgia, dose e protocolo analgésico utilizado. Do ponto de vista farmacocinético, não há interação significativa entre tramadol e ondansetrona. A interação é predominantemente farmacodinâmica, relacionada à modulação da via serotoninérgica. Então, a ondansetrona pode sim reduzir a eficácia analgésica do tramadol, especialmente nas primeiras horas após cirurgia, levando a maior consumo de tramadol para controle da dor. References * The Effect of Ondansetron on the Efficacy of Postoperative Tramadol: A Systematic Review and Meta-Analysis of a Drug Interaction. Stevens AJ, Woodman RJ, Owen H. Anaesthesia. 2015;70(2):209-18. doi:10.1111/anae.12948. * The Effect of Ondansetron on the Analgesic Efficacy of Tramadol in Patients Undergoing Laparoscopic Cholecystectomy. Bilgen S, Erdoğan Ari D, Özveri E. International Journal of Clinical Practice. 2022;2022:7387600. doi:10.1155/2022/7387600. * Antagonistic Effects of Ondansetron and Tramadol? A Randomized Placebo and Active Drug Controlled Study. Rauers NI, Stüber F, Lee EH, et al. The Journal of Pain. 2010;11(12):1274-81. doi:10.1016/j.jpain.2010.03.003. #farmacia #medicina #farmacologia #tramadol
A prednisona e a prednisolona são dois medicamentos que pertencem à classe dos corticosteroides, usados para tratar uma ampla gama de condições inflamatórias e autoimunes. Embora sejam muito semelhantes, a principal diferença entre elas está em como o corpo as processa. A prednisona é um pró-fármaco. Isso significa que ela só se torna ativa depois de ser metabolizada (processada) pelo fígado, onde é convertida em prednisolona. A prednisona é inativa por si só. Já a prednisolona é a forma ativa do medicamento. Ela não precisa ser convertida no fígado para funcionar. Quais são as implicações práticas dessa diferença? * Velocidade de ação: A prednisolona pode agir um pouco mais rapidamente, pois já está em sua forma ativa. Embora a diferença não seja significativa na maioria dos casos, isso pode ser importante em situações de emergência. * Problemas no fígado: Para pessoas com problemas graves no fígado, a prednisona pode não ser a melhor opção, já que a conversão em prednisolona pode ser prejudicada. Nesses casos, a prednisolona é a escolha preferida. Em resumo, a prednisona é inativada até ser convertida em prednisolona pelo fígado. Uma vez convertida, ela tem os mesmos efeitos da prednisolona administrada diretamente. A escolha entre os dois geralmente depende da condição do paciente e da preferência do médico. #farmacia #medicina #farmacologia #prednisone #corticoide
Pregabalina e o controle da dor: como funciona? A pregabalina é um fármaco amplamente utilizado para dor neuropática, fibromialgia e até como adjuvante em algumas condições dolorosas crônicas. Mas como ela age? Diferente do que o nome sugere, não atua nos receptores GABA. Seu mecanismo envolve a ligação às subunidades alfa-2-delta dos canais de cálcio voltagem-dependentes nos neurônios pré-sinápticos. Isso reduz a entrada de cálcio e, consequentemente, a liberação de neurotransmissores excitatórios como glutamato e substância P. O resultado? Menos excitação neuronal e menor percepção da dor. Além do efeito analgésico, pode causar sedação, tontura e ganho de peso, exigindo ajuste individualizado da dose. Na dor crônica, entender a farmacologia ajuda a escolher a melhor estratégia terapêutica! Como está o seu domínio de farmacologia? #farmacia #medicina #farmacologia #dor #dorneuropatica
Dipirona é AINE? Apesar de muita gente colocar tudo no mesmo balaio, dipirona não é classificada como AINE clássico. E o motivo está no mecanismo de ação. 🔹 AINEs clássicos Inibem COX periférica → reduzem prostaglandinas → efeito anti-inflamatório, analgésico e antipirético. Por isso, carregam efeitos adversos típicos: GI, renal, cardiovascular. 🔹 Dipirona ✅ Analgésica ✅ Antipirética ❌ Ação anti-inflamatória clinicamente relevante Seu efeito parece estar mais ligado a mecanismos centrais, modulação de vias nociceptivas e metabólitos ativos, com mínima inibição periférica de COX. Resultado? 👉 Analgesia e antipirese sem o perfil clássico dos AINEs. Dipirona alivia dor e febre, mas não trata inflamação como um AINE faria. E exatamente por isso, o perfil de segurança e as indicações são diferentes. Pra você, dipirona é um AINE ou não? #farmacia #farmacologia #medicina #dipirona
A toxicidade do metanol não é causada pelo composto em si, mas pelos metabólitos tóxicos que ele produz ao ser processado no corpo. 1. Oxidação para formaldeído: No fígado, a enzima álcool desidrogenase (ADH) oxida o metanol a formaldeído. 2. Oxidação para ácido fórmico (formato): Em seguida, o formaldeído é rapidamente oxidado a ácido fórmico pela enzima aldeído desidrogenase. Esta é a etapa crucial, pois o ácido fórmico é o metabólito principal e mais tóxico. 3. Acúmulo de ácido fórmico: O ácido fórmico é metabolizado muito lentamente pelo corpo. Isso faz com que ele se acumule nos tecidos, resultando em acidose metabólica grave. O acúmulo de ácido fórmico causa os graves danos da intoxicação por metanol, principalmente em duas áreas: • Acidose metabólica: O aumento da acidez do sangue e dos tecidos prejudica o funcionamento das células. O ácido fórmico também inibe a enzima citocromo c oxidase nas mitocôndrias, causando hipóxia celular e mais produção de lactato, o que agrava a acidose. • Danos ao sistema nervoso: O ácido fórmico afeta os tecidos neurológicos, especialmente o nervo óptico e os gânglios da base. • Perda de visão: A inibição da função mitocondrial no nervo óptico leva a edema e atrofia, que podem resultar em cegueira irreversível. Agora você também já saber exatamente porquê o metanol é tóxico! Compartilhe com seus colegas #farmacia #medicina #farmacologia #metanol
Diversos estudos e revisões sistemáticas demonstram que a coadministração de ondansetrona pode reduzir a eficácia analgésica do tramadol, levando a um aumento do consumo de tramadol nas primeiras horas do pós-operatório. O mecanismo proposto envolve o bloqueio dos receptores 5-HT3 pela ondansetrona, interferindo na via serotoninérgica que contribui para o efeito analgésico do tramadol. No entanto, há estudos que não observaram diferença significativa no consumo de tramadol ou no controle da dor, sugerindo que o impacto pode variar conforme o tipo de cirurgia, dose e protocolo analgésico utilizado. Do ponto de vista farmacocinético, não há interação significativa entre tramadol e ondansetrona. A interação é predominantemente farmacodinâmica, relacionada à modulação da via serotoninérgica. Então, a ondansetrona pode sim reduzir a eficácia analgésica do tramadol, especialmente nas primeiras horas após cirurgia, levando a maior consumo de tramadol para controle da dor. References * The Effect of Ondansetron on the Efficacy of Postoperative Tramadol: A Systematic Review and Meta-Analysis of a Drug Interaction. Stevens AJ, Woodman RJ, Owen H. Anaesthesia. 2015;70(2):209-18. doi:10.1111/anae.12948. * The Effect of Ondansetron on the Analgesic Efficacy of Tramadol in Patients Undergoing Laparoscopic Cholecystectomy. Bilgen S, Erdoğan Ari D, Özveri E. International Journal of Clinical Practice. 2022;2022:7387600. doi:10.1155/2022/7387600. * Antagonistic Effects of Ondansetron and Tramadol? A Randomized Placebo and Active Drug Controlled Study. Rauers NI, Stüber F, Lee EH, et al. The Journal of Pain. 2010;11(12):1274-81. doi:10.1016/j.jpain.2010.03.003. #farmacia #medicina #farmacologia #tramadol
A prednisona e a prednisolona são dois medicamentos que pertencem à classe dos corticosteroides, usados para tratar uma ampla gama de condições inflamatórias e autoimunes. Embora sejam muito semelhantes, a principal diferença entre elas está em como o corpo as processa. A prednisona é um pró-fármaco. Isso significa que ela só se torna ativa depois de ser metabolizada (processada) pelo fígado, onde é convertida em prednisolona. A prednisona é inativa por si só. Já a prednisolona é a forma ativa do medicamento. Ela não precisa ser convertida no fígado para funcionar. Quais são as implicações práticas dessa diferença? * Velocidade de ação: A prednisolona pode agir um pouco mais rapidamente, pois já está em sua forma ativa. Embora a diferença não seja significativa na maioria dos casos, isso pode ser importante em situações de emergência. * Problemas no fígado: Para pessoas com problemas graves no fígado, a prednisona pode não ser a melhor opção, já que a conversão em prednisolona pode ser prejudicada. Nesses casos, a prednisolona é a escolha preferida. Em resumo, a prednisona é inativada até ser convertida em prednisolona pelo fígado. Uma vez convertida, ela tem os mesmos efeitos da prednisolona administrada diretamente. A escolha entre os dois geralmente depende da condição do paciente e da preferência do médico. #farmacia #medicina #farmacologia #prednisone #corticoide
Pregabalina e o controle da dor: como funciona? A pregabalina é um fármaco amplamente utilizado para dor neuropática, fibromialgia e até como adjuvante em algumas condições dolorosas crônicas. Mas como ela age? Diferente do que o nome sugere, não atua nos receptores GABA. Seu mecanismo envolve a ligação às subunidades alfa-2-delta dos canais de cálcio voltagem-dependentes nos neurônios pré-sinápticos. Isso reduz a entrada de cálcio e, consequentemente, a liberação de neurotransmissores excitatórios como glutamato e substância P. O resultado? Menos excitação neuronal e menor percepção da dor. Além do efeito analgésico, pode causar sedação, tontura e ganho de peso, exigindo ajuste individualizado da dose. Na dor crônica, entender a farmacologia ajuda a escolher a melhor estratégia terapêutica! Como está o seu domínio de farmacologia? #farmacia #medicina #farmacologia #dor #dorneuropatica
Dipirona é AINE? Apesar de muita gente colocar tudo no mesmo balaio, dipirona não é classificada como AINE clássico. E o motivo está no mecanismo de ação. 🔹 AINEs clássicos Inibem COX periférica → reduzem prostaglandinas → efeito anti-inflamatório, analgésico e antipirético. Por isso, carregam efeitos adversos típicos: GI, renal, cardiovascular. 🔹 Dipirona ✅ Analgésica ✅ Antipirética ❌ Ação anti-inflamatória clinicamente relevante Seu efeito parece estar mais ligado a mecanismos centrais, modulação de vias nociceptivas e metabólitos ativos, com mínima inibição periférica de COX. Resultado? 👉 Analgesia e antipirese sem o perfil clássico dos AINEs. Dipirona alivia dor e febre, mas não trata inflamação como um AINE faria. E exatamente por isso, o perfil de segurança e as indicações são diferentes. Pra você, dipirona é um AINE ou não? #farmacia #farmacologia #medicina #dipirona
A toxicidade do metanol não é causada pelo composto em si, mas pelos metabólitos tóxicos que ele produz ao ser processado no corpo. 1. Oxidação para formaldeído: No fígado, a enzima álcool desidrogenase (ADH) oxida o metanol a formaldeído. 2. Oxidação para ácido fórmico (formato): Em seguida, o formaldeído é rapidamente oxidado a ácido fórmico pela enzima aldeído desidrogenase. Esta é a etapa crucial, pois o ácido fórmico é o metabólito principal e mais tóxico. 3. Acúmulo de ácido fórmico: O ácido fórmico é metabolizado muito lentamente pelo corpo. Isso faz com que ele se acumule nos tecidos, resultando em acidose metabólica grave. O acúmulo de ácido fórmico causa os graves danos da intoxicação por metanol, principalmente em duas áreas: • Acidose metabólica: O aumento da acidez do sangue e dos tecidos prejudica o funcionamento das células. O ácido fórmico também inibe a enzima citocromo c oxidase nas mitocôndrias, causando hipóxia celular e mais produção de lactato, o que agrava a acidose. • Danos ao sistema nervoso: O ácido fórmico afeta os tecidos neurológicos, especialmente o nervo óptico e os gânglios da base. • Perda de visão: A inibição da função mitocondrial no nervo óptico leva a edema e atrofia, que podem resultar em cegueira irreversível. Agora você também já saber exatamente porquê o metanol é tóxico! Compartilhe com seus colegas #farmacia #medicina #farmacologia #metanol
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