@_leandrovieirarj
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Existe quem diz que sabe tudo de carnaval. Existe também quem não sabe tanto. Pra esses que sabem pouco, mas são curiosos pra saber mais, começo a compartilhar um pouquinho do trabalho que fazer carnaval dá! No "videozinho, registros de uma produção pouco valorizada, infelizmente coberta de preconceitos, muito longe de ser compreendida como uma realização artística de altíssimo nível que é fonte de renda (e emprego) para centenas de trabalhadores de alto nível de realização e profissionalismo. Entre um corre e outro, aos pouquinhos, vou falando sobre essa prática cheia de particularidades que se transformou no meu ofício. Aos que chegam curiosos, sejam bem vindos ao meu universo diário de criação, trabalho e artesania. Os portões do meu barracão estão abertos para uma breve espiadinha. Aproveito e pergunto: O que vocês querem saber sobre o processo de realização artística de um desfile de escola de samba? Fala que eu te escuto! Fica ligado aqui! Até já!
Quando a galera descobre que eu trabalho com carnaval, a primeira coisa que elas perguntam é como são feitas as alegorias. Então fica aí pra você poder acompanhar como é que é feito isso. A primeira coisa que a gente tem que fazer é um desenho. Esse desenho vira uma planta. A partir da planta, com as medidas tudo certinho, o ferreiro começa a desenhar. De ferro o desenho do carnavalês. Então tudo isso arriscado no chão.
C A M A L E Ô N I C O! Conheça o enredo da IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE para o CARNAVAL 2026* Ney Matogrosso, um dos mais importantes artistas brasileiros e ícone da cultura nacional, é o enredo da Imperatriz Leopoldinense para o carnaval 2026. A ideia é uma proposta do nosso carnavalesco, Leandro Vieira, que segue em seu propósito de ancorar em seus carnavais leopoldinenses a diversidade da cultura brasileira. O artista homenageado, além de ser uma figura icônica da cultura nacional, é dono de uma assinatura absolutamente pessoal no imaginário artístico brasileiro. Batizado de “Camaleônico”, o enredo celebra um dos mais importantes cantores da MPB, a obra e a virtuosidade performática do intérprete de sucessos como “Sangue Latino”, “Rosa de Hiroshima”, “O Vira”, “Homem com H” e “Metamorfose Ambulante”. O carnaval 2026 começou pra gente! Créditos: No teaser de lançamento do enredo, as pratas da casa vestem “a pele” do homenageado. A concepção e a direção artística é do nosso carnavalesco @_leandrovieirarj. A captação das imagens e a edição é do @leoqueirozfoto. A make é da @christinagall e de sua assistente @karenkim.mua
No registro, um bate-papo sobre parte dos figurinos concebidos à partir de uma sensível materialização estética que transforma alguns dos sucessos musicais do grande @neymatogrosso num poético conjunto de figurinos que serão apresentados pelos componentes da @imperatrizleopoldinenseoficial no carnaval que virá. No encontro, compartilhado com quem curte o meu corre aqui, uma série de spoilers com algumas das canções que me deram o mote perfeito pra flertar com imagens banhadas de lirismo (e fazer delas, retalhos visuais que podem ser vestidos como calças, blusas, saias, colares ou enfeites para as cabeças dos componentes que desfilarão em ala). Clássicos do cancioneiro brasileiro eternizados por uma de nossas maiores vozes traduzidos em fantasias carnavalescas. Um almanaque visual e musical que me faz encontrar ciganos que se alimentam de um universo de "magia, sonho e fantasia" (aqui, peguei carona no cavalo alado que paira junto do BANDOLEIRO composto por Lucina e Luli) ou o vulto de um "BANDIDO" latino (de lenço, brinco de argola, rosa vermelha e macramé) que deixa à pele a mostra e o peito nú para os que irão brincar leves pra encarnar o Ney que subia ao palco nos anos setenta para dar vida (e sensualidade) ao clássico composto pela Rita (a Lee). Músicas que quando não guardam as tintas eletrizadas que escolhi pra tingir um paraíso de delícias tropicais (com direito à uma serpente metálica como ornato que se junta à frutas e hibiscos agigantados), são as matizes pálidas ("sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada") para uma "rosa cinza" tão bem descrita pelas palavras do Vinícius (o de Moraes) e musicada pelo Gerson Conrad pra dar conta dos horrores de Hiroshima. Canção pra vestir denúncia e pra quem quer vestir o deboche. Do masculino que não é masculo. Da ala masculina que vai se vestir de vedete. Enquanto o carnaval não chega pra se mostrar inteiro, vou dividindo parte dos meus caminhos. Que o futuro seja tão alegre pra todos nós quanto tem sido pensar (e trabalhar diariamente) alimentando a alegria no que virá! 🎥 Do parceiro @leoqueirozfoto
Vocês pediram um bate-papo com o Leandro Vieira e nós atendemos! O carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense revelou detalhes do enredo “Com a sorte virada pra lua, segundo o testamento da cigana Esmeralda”, que vai defender a manutenção do título do Rio Carnaval. 💚🤍 Quem é a pessoa mais sortuda que você conhece? Será que essa sorte também vai se refletir para mais um título da sua escola de coração? Conta pra gente nos comentários! 📲✨ #RioCarnaval2024 #Imperatriz
⚔️ A segunda alegoria do desfile da União de Maricá, intitulada “Ogum e a forja do metal”, está inserida na ideia da forja dos metais. No aspecto ancestral do imaginário ligado aos balangandãs, o orixá Ogum é evocado por sua caracterização como o “deus ferreiro” e o “senhor da forja”, sendo a ele associado o saber africano na manipulação dos metais. Em seus assentamentos, é comum o uso de uma penca produzida com artigos de ferro e prata, imbuídos de devoção, o que reforça as semelhanças entre o universo votivo do orixá e a penca de berloques apresentada como eixo do enredo. Ostentando elementos metálicos e fazendo do ferro o tema central de sua estética, a alegoria revela ainda um conjunto de cachorros articulados, confeccionados em ferro e lata, que remetem ao animal associado a Ogum no universo religioso afro-brasileiro.
Existe quem diz que sabe tudo de carnaval. Existe também quem não sabe tanto. Pra esses que sabem pouco, mas são curiosos pra saber mais, começo a compartilhar um pouquinho do trabalho que fazer carnaval dá! No "videozinho, registros de uma produção pouco valorizada, infelizmente coberta de preconceitos, muito longe de ser compreendida como uma realização artística de altíssimo nível que é fonte de renda (e emprego) para centenas de trabalhadores de alto nível de realização e profissionalismo. Entre um corre e outro, aos pouquinhos, vou falando sobre essa prática cheia de particularidades que se transformou no meu ofício. Aos que chegam curiosos, sejam bem vindos ao meu universo diário de criação, trabalho e artesania. Os portões do meu barracão estão abertos para uma breve espiadinha. Aproveito e pergunto: O que vocês querem saber sobre o processo de realização artística de um desfile de escola de samba? Fala que eu te escuto! Fica ligado aqui! Até já!
Quando a galera descobre que eu trabalho com carnaval, a primeira coisa que elas perguntam é como são feitas as alegorias. Então fica aí pra você poder acompanhar como é que é feito isso. A primeira coisa que a gente tem que fazer é um desenho. Esse desenho vira uma planta. A partir da planta, com as medidas tudo certinho, o ferreiro começa a desenhar. De ferro o desenho do carnavalês. Então tudo isso arriscado no chão.
C A M A L E Ô N I C O! Conheça o enredo da IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE para o CARNAVAL 2026* Ney Matogrosso, um dos mais importantes artistas brasileiros e ícone da cultura nacional, é o enredo da Imperatriz Leopoldinense para o carnaval 2026. A ideia é uma proposta do nosso carnavalesco, Leandro Vieira, que segue em seu propósito de ancorar em seus carnavais leopoldinenses a diversidade da cultura brasileira. O artista homenageado, além de ser uma figura icônica da cultura nacional, é dono de uma assinatura absolutamente pessoal no imaginário artístico brasileiro. Batizado de “Camaleônico”, o enredo celebra um dos mais importantes cantores da MPB, a obra e a virtuosidade performática do intérprete de sucessos como “Sangue Latino”, “Rosa de Hiroshima”, “O Vira”, “Homem com H” e “Metamorfose Ambulante”. O carnaval 2026 começou pra gente! Créditos: No teaser de lançamento do enredo, as pratas da casa vestem “a pele” do homenageado. A concepção e a direção artística é do nosso carnavalesco @_leandrovieirarj. A captação das imagens e a edição é do @leoqueirozfoto. A make é da @christinagall e de sua assistente @karenkim.mua
No registro, um bate-papo sobre parte dos figurinos concebidos à partir de uma sensível materialização estética que transforma alguns dos sucessos musicais do grande @neymatogrosso num poético conjunto de figurinos que serão apresentados pelos componentes da @imperatrizleopoldinenseoficial no carnaval que virá. No encontro, compartilhado com quem curte o meu corre aqui, uma série de spoilers com algumas das canções que me deram o mote perfeito pra flertar com imagens banhadas de lirismo (e fazer delas, retalhos visuais que podem ser vestidos como calças, blusas, saias, colares ou enfeites para as cabeças dos componentes que desfilarão em ala). Clássicos do cancioneiro brasileiro eternizados por uma de nossas maiores vozes traduzidos em fantasias carnavalescas. Um almanaque visual e musical que me faz encontrar ciganos que se alimentam de um universo de "magia, sonho e fantasia" (aqui, peguei carona no cavalo alado que paira junto do BANDOLEIRO composto por Lucina e Luli) ou o vulto de um "BANDIDO" latino (de lenço, brinco de argola, rosa vermelha e macramé) que deixa à pele a mostra e o peito nú para os que irão brincar leves pra encarnar o Ney que subia ao palco nos anos setenta para dar vida (e sensualidade) ao clássico composto pela Rita (a Lee). Músicas que quando não guardam as tintas eletrizadas que escolhi pra tingir um paraíso de delícias tropicais (com direito à uma serpente metálica como ornato que se junta à frutas e hibiscos agigantados), são as matizes pálidas ("sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada") para uma "rosa cinza" tão bem descrita pelas palavras do Vinícius (o de Moraes) e musicada pelo Gerson Conrad pra dar conta dos horrores de Hiroshima. Canção pra vestir denúncia e pra quem quer vestir o deboche. Do masculino que não é masculo. Da ala masculina que vai se vestir de vedete. Enquanto o carnaval não chega pra se mostrar inteiro, vou dividindo parte dos meus caminhos. Que o futuro seja tão alegre pra todos nós quanto tem sido pensar (e trabalhar diariamente) alimentando a alegria no que virá! 🎥 Do parceiro @leoqueirozfoto
Vocês pediram um bate-papo com o Leandro Vieira e nós atendemos! O carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense revelou detalhes do enredo “Com a sorte virada pra lua, segundo o testamento da cigana Esmeralda”, que vai defender a manutenção do título do Rio Carnaval. 💚🤍 Quem é a pessoa mais sortuda que você conhece? Será que essa sorte também vai se refletir para mais um título da sua escola de coração? Conta pra gente nos comentários! 📲✨ #RioCarnaval2024 #Imperatriz
⚔️ A segunda alegoria do desfile da União de Maricá, intitulada “Ogum e a forja do metal”, está inserida na ideia da forja dos metais. No aspecto ancestral do imaginário ligado aos balangandãs, o orixá Ogum é evocado por sua caracterização como o “deus ferreiro” e o “senhor da forja”, sendo a ele associado o saber africano na manipulação dos metais. Em seus assentamentos, é comum o uso de uma penca produzida com artigos de ferro e prata, imbuídos de devoção, o que reforça as semelhanças entre o universo votivo do orixá e a penca de berloques apresentada como eixo do enredo. Ostentando elementos metálicos e fazendo do ferro o tema central de sua estética, a alegoria revela ainda um conjunto de cachorros articulados, confeccionados em ferro e lata, que remetem ao animal associado a Ogum no universo religioso afro-brasileiro.
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